Mato Grosso
Sema apreende 42 redes de emalhar no rio Cuiabá em apenas um dia de fiscalização
Todos os produtos foram incinerados em uma cerâmica em Rosário Oeste. A ação de patrulhamento fluvial contou com a parceria dos policiais militares do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM). A equipe percorreu 53 km do rio, vistoriou oito embarcações e orientou 17 pessoas. Além das redes foram também apreendidas 12 cevas fixas e 38 anzóis. Os peixes que estavam presos na rede e vivos foram soltos.
O foco da operação foi trabalhar a prevenção dando orientações às pessoas abordadas, como forma de diminuir os crimes ambientais. Somente neste mês de junho foram retiradas do rio Cuiabazinho, em Nobres, 63 redes de emalhar.
“As equipes de fiscalização de fauna da SEMA, estão em campo diuturnamente, em diferentes regiões do Estado na procura de ilícitos praticados contra a fauna, em especial em relação à pesca. Apesar do foco em especial na região do Pantanal, também tem sido realizado fiscalizações na Região Médio-Norte, Norte e Araguaia. São realizados trabalhos preventivos, vistorias em comércios e orientação aos pecadores e a população em geral”, explicou o coordenador de Fiscalização de Fauna da Sema, Alan Silveira.
Fiscalização em Paranatinga![]()
Em uma outra ação de fiscalização que aconteceu nesta semana, na região de Paranatinga, a equipe de fiscalização da Sema, em conjunto com policiais da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar de Proteção Ambiental (CIPMPA) de Rondonópolis, apreendeu 13 unidades de pescado da espécie cachorra, com peso total de 47,9 kg.
O pescado foi encontrado em um acampamento vazio durante patrulhamento fluvial no Rio Culuene, a montante da PCH Parantinga II, nas proximidades da localidade conhecida como Toca do Jau. Os peixes foram doados para o Conselho de Segurança (CONSEG) de Canarana.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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