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Mato Grosso

Seminário debate dificuldades de minorias em acessar direitos básicos

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A escassez de recursos, estrutura, estratégia e apoio político para solucionar os graves problemas vividos por minorias em Mato Grosso foi o ponto comum ressaltado nos discursos de representantes de posseiros e indígenas, dos negros, mulheres, LGBT, imigrantes e a população de rua que participaram do Seminário de Direitos Humanos, nesta quinta-feira (20/9), sede administrativa da Defensoria Pública de Mato Grosso.

O debate sobre a temática foi proposto pelo Ouvidor-Geral da Instituição, Lúcio Nascimento, e trouxe representantes desses setores e a sociedade civil organizada para pontuar as necessidades e carências enfrentadas por esses grupos, além de buscar estabelecer políticas institucionais que amenizem ou solucionem o problema.

Para que todos os representantes pudessem falar, o evento foi organizado em mesas, nas quais cada representante teve um tempo de fala e depois, a plateia pode participar com perguntas. Na primeira delas, com o tema “Povos da Terra”, os problemas vivenciados por posseiros em Mato Grosso foram trazidos pelo integrante da Comissão Pastoral da Terra, Inácio Werner. Ele explica que dados da Pastoral dão conta que de 1995 para cá, 136 pessoas foram mortas em conflitos de terra no Estado, porém, nenhum dos crimes foi elucidado.

Posseiros – “A região amazônica é a que concentra o maior número de mortes e uma das dificuldades é apurar quem são os executores e mandantes, além evitar que esses crimes ocorram. Eles são de mando e sempre por disputa de terra. No ano passado, tivemos nove mortos em Colniza e até o momento, não temos resultado nenhum do inquérito. Cobramos e até pedimos que esses crimes fossem federalizado, mas, o Estado garantiu que dava conta de apurar. Hoje, no entanto, o delegado de Colniza diz que trabalha com duas viaturas e sem efetivo”, lamenta Werner.

Índios – A questão indígena não é menos grave, afirma o representante do Conselho Indigenista Missionário, Sebastião Moreira. Ele informa que falta saúde, educação, condições mínimas de sobrevivência, paralela à constante redução no tamanho das áreas das várias populações. “A realidade nos escritórios e nos debates é uma, mas essas pessoas estão vivendo privações, escassez e agressão, lá onde a presença do Estado é fundamental, mas não existe. Precisamos de apoio para tudo. É um povo muito sofrido e que sofre ataques e preconceitos de todos os lados”, contou.

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Estrutura DPMT – O defensor público responsável pela Coordenadoria de Direitos Humanos da Defensoria Pública, Roberto Vaz Curvo, relatou alguns dos casos que atuou, na tentativa de auxiliar grupos e povos indígenas e explicou a dificuldades estruturais que a Defensoria enfrenta, para garantir a presença e defesa desses grupos.

“Atualmente somos uma coordenadoria e temos inúmeras limitações para cumprir nossa função, a econômica é a maior delas. Sem recursos ficamos sem pernas e este é um momento fundamental para que a sociedade nos auxilie em nosso trabalho. Cobrar de seus candidatos quais os planos e como pretendem auxiliar a Defensoria Pública, é uma forma de atuar em favor dessas minorias”, disse.

Criação de Núcleo – O defensor público-geral, Silvio Jeferson de Santana, que fez a abertura do evento e participou do debate afirmou que como representante da Instituição, não tem condições financeiras de criar um Núcleo de Direitos Humanos hoje, estrutura que poderia abraçar de forma ampliada, todas as pautas das minorias. O maior impedimento é orçamentário. Ele explica que hoje trabalha com R$ 30 milhões para custear toda a Instituição.

Santana lembra que a Defensoria atende com 189 defensores públicos, em 47 das 79 comarcas do Estado, em condições muito limitadas. Mas, garantiu que fará o que está ao seu alcance para que, na próxima reunião Conselho Superior, órgão máximo deliberativo da Instituição, o tema da criação do Núcleo seja debatido. A reunião acontece amanhã (21/9), o dia todo.

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“A Defensoria é o órgão cuja essência é promover os direitos humanos. A nossa função é atender ao pobre, aos sem recursos, aos vulneráveis, como o doutor Roberto explicou aqui. Mas temos uma grave limitação orçamentária para fazer essa atuação, de um único ponto, num único Núcleo. O que podemos fazer é nos disponibilizar a atender todas as demandas que nos chegarem, em qualquer tempo, pelo sistema de Plantão ou no horário de atendimento, ou ainda se necessário, nos acionando diretamente”, se dispôs Santana.

O defensor público-geral ainda lembrou que na Instituição existe um núcleo específico para cuidar de conflitos agrários e que, de qualquer forma, todo o defensor público atuante no Estado, pode atender às pautas apresentadas pelas minorias.

Racismo – No período da manhã ainda trouxeram temas para debate os representantes do Movimento Negro e LGBT. O professor e pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maurício Vieira, afirmou que uma das grandes preocupações atuais é reverter o racismo que afeta a vida do negro em todas as áreas, da educação ao trabalho. “O mais difícil às vezes é convencer uma professora de que ela precisa trabalhar o tema, pois o problema do racismo é presente no Brasil”.

LGBT – Para o presidente do Grupo Livre-Mente, que faz a defesa de pautas LGBT em Mato Grosso, Gabriel Figueiredo, as pautas ainda continuam sendo as de tratamento igualitário nas vagas de emprego, nos espaços públicos, nas escolas e outros ambientes. “Nós sofremos muito preconceito e mesmo violência, rejeição, dentro da própria família e consequentemente, na sociedade. Para nós, esse ainda é um motivo de ocupação de espaços e de busca de políticas públicas que revertam a marginalização, a violência e a exclusão”, disse.

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No período da tarde o evento continuou com mesas tratando do tema Mulheres, Idosos, Pessoas com Deficiência, Imigrantes e População de Rua.

Nomeações – O defensor público-geral assinou, durante o evento, a convocação de duas assistentes sociais aprovadas no concurso público de 2015, o primeiro para área de apoio da Instituição, para auxiliar no trabalho de defensores que atuam em demandas individuais, difusas e coletivas. “Já que não posso garantir atendimento especializado para todos, num Núcleo estruturado, vou ampliar o número de pessoas que podem auxiliar no trabalho que já é desenvolvido atualmente. As assistentes sociais irão compor o grupo interdisciplinar que atua de forma primorosa junto a esse público, na Instituição”, disse.

Ouvidor-Geral – Para o ouvidor o evento foi extremamente proveitoso por trazer o público da Defensoria para ser ouvido “em sua casa”. “Queríamos ouvir e nisso o evento cumpriu sua função. Os participantes trouxeram problemas que vivenciam e a Defensoria se posicionou positivamente para pensar na melhor forma de solucioná-los. Vamos levar essa pauta da criação do Núcleo para a reunião do Conselho, até porque acredito, que isso deve ser uma prioridade na Instituição e que não depende de recursos, mas de otimização”, concluiu.

Participaram do evento os primeiro e segundo subdefensores públicos-geral, Márcio Dorileo e Caio Zumioti, o presidente do Sindicato dos Defensores Públicos de Mato Grosso (Sindep), Clodoaldo Queiroz, o defensores que atuam na área criminal, em primeira e segunda instância, José Carlos Evangelista e Carlos Roika, a defensora pública que atua no Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem), Rosana Leite, a defensora que atua na Mediação e Conciliação, Elianeth Nazário, o defensor pública da comarca de Poconé, João Vicente. As fotos do evento podem ser vistas no nosso Flickr.

Mato Grosso

Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

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A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.

Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.

“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.

A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.

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Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.

Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.

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A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.

Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.

Fotos: Josi Dias | TJMT 

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Mato Grosso

Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos

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O Núcleo da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) em Juscimeira (161 km de Cuiabá) garantiu que uma pequena propriedade rural de menos de 36 hectares utilizada para agricultura familiar por um casal de idosos não pode ser penhorada. O imóvel estava prestes a ser leiloado judicialmente, o que obrigaria a família a sair do local onde residem.

Tudo começou no ano de 1997 quando E.P.C. foi avalista de um empréstimo realizado por um amigo em uma nota de crédito rural no valor de R$ 10.338 junto a um banco. Devido ao não pagamento da nota de crédito, o banco propôs uma ação de cobrança judicial contra o devedor e E.P.C., que, mesmo sem ser o devedor real, teve o seu único imóvel rural penhorado.

Com o objetivo de retirar a penhora, o defensor público Denis Thomaz Rodriguez demonstrou no processo que o imóvel era o único bem de propriedade de E.P.C., de 79 anos de idade. O local onde ele e a esposa desenvolvem atividade agrícola de subsistência com a criação de gado leiteiro e cultivo da terra para sustento próprio, possui uma área de 36,30 hectares, o que, de acordo com os dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), corresponde a menos de um módulo fiscal rural.

O módulo fiscal rural é uma unidade de medida agrária, expressa em hectares, definida pelo Incra para cada município brasileiro. Ele representa a área mínima que uma propriedade precisa ter para que sua exploração seja economicamente viável e sustente uma família. Em Juscimeira, um módulo fiscal corresponde a 60 hectares.

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“O imóvel estava na iminência de ser avaliado e levado a leilão judicial, o que significaria a perda definitiva do lar e da fonte de renda da família. A Constituição Federal garante que a pequena propriedade rural, desde que trabalhada pela família, não pode ser penhorada para pagamento de dívidas. Essa proteção é um direito fundamental indisponível”, explica o defensor.

Para que a pequena propriedade rural seja protegida contra penhora é necessário comprovar dois requisitos cumulativos. O primeiro é o critéria de tamanho, quando a área do imóvel deve ser de até quatro módulos fiscais do município onde se localiza. O segundo é o da exploração familiar, ou seja, o imóvel deve ser trabalhado diretamente pela família, servindo como fonte de subsistência, ainda que complementar a outras rendas, como aposentadoria.

A decisão proferida pelo juiz da Vara Única de Juscimeira, Alcindo Peres da Rosa, reconheceu os argumentos apresentados pela DPEMT e determinou a retirada imediata da penhora do imóvel. “O imóvel do executado, com 36,30 hectares, representa apenas 0,605 do módulo fiscal, enquadrando-se, com folga, no conceito legal de pequena propriedade rural. Quanto ao requisito do trabalho familiar, os documentos juntados são consistentes. Os resumos de pagamento de leite comprovam a existência de atividade produtiva contínua (pecuária leiteira) no imóvel. (…) Com tais considerações, e com fundamento no artigo 5º, inciso XXVI, da Constituição Federal, e no artigo 833, inciso VIII, do Código de Processo Civil declaro a impenhorabilidade do imóvel rural”, diz trecho da decisão assinado na última terça-feira (14).

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Para Denis Thomaz Rodrigues, a decisão não só beneficiou o casal de idosos que estava prestes a perder o único bem familiar, mas, ao reconhecer que o im´óvel não podia ser penhorado, o juízo abriu um precedente para que produtores rurais da região se sintam mais tranquilos para produzir em suas terras.

“O município de Juscimeira possui grande extensão territorial e centenas de propriedades rurais de pequeno porte, muitas delas trabalhadas por famílias de agricultores que tiram da terra o seu sustento. É comum esses produtores, por solidariedade familiar ou desconhecimento das consequências jurídicas, assinem como avalistas ou fiadores em financiamentos rurais de parentes e vizinhos. Quando o devedor principal não paga, o banco pode buscar a penhora dos bens do avalista, incluindo o imóvel rural onde a família vive e trabalha. A decisão proferida neste caso confirma que a lei protege a pequena propriedade rural familiar contra qualquer tipo de penhora, independentemente da origem da dívida ou da condição do proprietário como devedor principal ou garantidor”, diz o defensor.

Por Paulo Henrique Fanaia
16 de Julho de 2026 – 16:08
Foto: Janaiara Soares

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Mato Grosso

Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor

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O Sebrae/MT atua com consultorias, capacitações e eventos para promover o crescimento das empresas que integram todo o ecossistema do turismo

Foto-Assessoria

 
Nos primeiros seis meses de 2026, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) realizou mais de 55 mil atendimentos voltados ao setor de turismo, beneficiando 14.963 clientes. A maior parte foi destinada aos microempreendedores individuais (MEI), com 8.228 atendimentos, seguido das microempresas (ME), com 5.507 e pelas empresas de pequeno porte (EPP).
Um desses atendimentos marcou a trajetória do empreendedor Willian Marques, proprietário da Five Adventure, agência de turismo receptivo sediada em Cáceres. A empresa surgiu em 2022, quando ele decidiu investir no segmento e acumulou sozinho todas as funções da empresa, desde vender, organizar e planejar roteiros turísticos da região que contempla o bioma Pantanal Mato-grossense.
Em menos de quatro anos, o empreendedor celebra os resultados com a inauguração da primeira sede física da agência. O empreendimento, que começou com um único colaborador, hoje soma outros nove profissionais, entre eles o sócio João Paulo Barbieri, guias turísticos e equipe de vendas e atendimentos.
Ao ser questionado sobre esse crescimento, o empresário foi enfático: “O Sebrae/MT esteve comigo desde o início. Eu já tinha uma perspectiva de trabalhar com uma agência de turismo, mas esse desejo se intensificou no pós-pandemia. Busquei conhecimento e participei de inúmeros projetos da instituição para ampliar minha participação no cenário turístico”, afirmou.
Entre as ações, Willian destaca o Programa Pró Pantanal do Sebrae/MT, criado para promover o desenvolvimento sustentável e gerar renda nos eixos do turismo, gastronomia, economia criativa e agronegócio. De posse das informações sobre os atrativos da região, o empreendedor enxergou oportunidades nas atrações gastronômicas, culturais, aventura, arte e a natureza exuberante do Pantanal.
Outro diferencial, segundo o empresário, foram as Rodadas de Negócios da Feira Internacional de Turismo (FIT Pantanal), que aproximam as atrações turísticas de Mato Grosso de operadores nacionais e internacionais. “Estruturei toda a empresa com o apoio do Sebrae/MT. Fiz consultorias em marketing, gestão financeira, gestão empresarial, turismo, acesso a editais e recursos governamentais, dentre outros. Também participo ativamente da programação disponibilizada pela instituição”, frisou.
Ecossistema do turismo
As principais ações desenvolvidas pelo Sebrae Mato Grosso junto à Five Adventure estão a estruturação da empresa por meio do Programa ART – Agente de Roteiros Turísticos, elaboração de pesquisa de mercado, construção e validação do modelo de negócio, formatação da empresa e definição do posicionamento estratégico, organização do portfólio inicial de produtos e experiências turísticas e integração da agência com outros empreendimentos atendidos pela instituição. A iniciativa fortaleceu a cadeia regional do turismo e ampliou a oferta de atrativos aos visitantes.
A gerente Regional do Sebrae/MT em Cáceres, Cirlene Espicaski, destacou as atividades desenvolvidas na região em prol do turismo. “A Regional Sudoeste continua atuando no turismo, com destaque para o setor de alimentos e bebidas e para o trabalho de Agente de Roteiros Turísticos. A proposta é mapear as vocações locais, conectar pequenos negócios (hospedagens, gastronomia, agronegócio), fortalecer a governança e estruturar produtos de turismo de experiência prontos para comercialização nacional e internacional”.
De acordo com ela, o Sebrae Mato Grosso está atuando em parceria com algumas prefeituras na elaboração do inventário turístico e dos Plano Municipal do Turismo, reconhecendo o setor como vetor de desenvolvimento econômico e social.
O ecossistema do turismo reúne empreendimentos de restaurantes, hotéis, transporte de passageiros, comércio varejista, locação de veículos, ensino de arte e cultura, produção fotográfica, entre outros segmentos
A Five Adventure inaugura sua sede na tarde desta quinta-feira (16.07), na Rua Coronel Farias, Nº380, na região central de Cáceres. Para conhecer mais os roteiros turísticos e demais serviços da empresa acesse o site https://fiveadventure.com.br/
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