Mato Grosso
Seplag destaca investimentos e tecnologias digitais aplicadas à Gestão de Pessoas no Governo de MT

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT) realizou, nesta terça-feira (26.11), o primeiro dia do 3° Encontro de Gestão de Pessoas do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso, no Centro de Eventos do Pantanal. O evento termina nesta quarta-feira (27.11).
Cerca de 500 profissionais de 32 órgãos do Poder Executivo de MT participam de palestras, com especialistas, sobre novas tecnologias, tendências atuais e antigos desafios relacionados à área de Gestão de Pessoas.
Os participantes são responsáveis pelo gerenciamento de processos e tomadas de decisões que impactam cerca de 110 mil servidores públicos. Além dos gestores dos departamentos de pessoal das entidades estaduais, também estiveram presentes representantes do Ministério Público, Tribunal de Justiça e Defensoria Pública de MT.
O secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, que fez a palestra de abertura, destacou a importância do evento para esses gestores. Uma vez capacitados, eles são capazes de proporcionar mais celeridade e eficiência nos serviços públicos, gerando benefícios que impactam na qualidade da atuação profissional e no atendimento prestado aos mato-grossenses.
“A atual gestão do Governo de Mato Grosso investiu nos últimos três anos R$ 1,3 bilhão em tecnologias digitais para diversas áreas de trabalho e a área de Gestão de Pessoas não está indiferente a este investimento. Para melhorar o desempenho de atividades é necessário inovação e automação”, pontua o secretário, afirmando que a tecnologia é essa oportunidade.
A secretária adjunta de Gestão de Pessoas da Seplag, Lidiane Leite, mencionou o projeto Rede InteliGente, que foi premiado recentemente no Programa Acelera Gov.MT. Essa plataforma conecta e fortalece as gestões de pessoas dos órgãos estaduais de MT, por exemplo, a partir da centralização de informações que facilitam a compreensão de leis e normativas.
Outra novidade é o Conecta Gente, que está sendo implementado para o aperfeiçoamento do fluxo de atividades relacionadas à Gestão de Pessoas. “O Conecta Gente é um programa e dentro dele vamos poder planejar ações de gestão de pessoas, desenvolver instrumentos e ferramentas de inteligência artificial, prestando informações de modo mais rápido para as setoriais que operam as políticas de gestão de pessoas”, finalizou.
Palestras
Neste primeiro dia, o especialista em cooperação entre gerações e o futuro do trabalho, Dado Schneider, abordou o tema “O mundo mudou… Bem na minha vez!”, destacando as transformações geracionais impulsionadas, principalmente, pelos avanços tecnológicos.
“Antigamente, os mais velhos tinham mais a ensinar aos jovens. Hoje, há um volume imenso de conhecimento que os jovens também compartilham com os mais velhos”, afirma Schneider, enfatizando a relevância do diálogo entre gerações como caminho para construir soluções conjuntas.
O primeiro dia do evento encerrou após as palestras com os gerentes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Sandro de Carvalho e Suleima Coelho. As abordagens desses gerentes discorreram acerca das práticas de gestão de pessoas no setor público e o papel dos gestores de pessoas na atualidade.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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