Mato Grosso
Seplag realiza workshop de Gestão da Informação
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Adjunta de Gestão de Políticas Públicas, iniciou nesta quinta-feira, na Escola de Governo, o 1º Workshop de Gestão da Informação. O evento tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento da gestão da informação nos órgãos setoriais e da governança de dados, aprimorar conhecimentos básicos para o desenvolvimento de governança de dados e promover um ambiente de equalização dos saberes para a produção de padrões de dados e estruturas.
Além disso, o Workshop busca propiciar a construção de competências básicas para o domínio dos conhecimentos nas áreas de dados abertos e georreferenciamento e provocar uma mudança de atitude das equipes envolvidas com relação ao trabalho que desenvolvem nos órgãos.
De acordo com o secretário Adjunto de Gestão e Políticas Públicas, Anildo Cesário, o curso será fundamental para a consolidação da política de governança de dados no Estado.
“Estaremos discutindo ao longo de todo o treinamento a construção de um modelo que permita ao Estado ter todas as informações organizadas, qualificadas, classificadas, quantificadas e disponíveis à população e aos governantes que permitam as melhores tomadas de decisões e a utilização desse ativo estratégico do Estado”.
Para a coordenadora de Gestão da Informação da Seplag e do curso, Patrícia G. Antunes de Mendonça, o intuito é sensibilizar os servidores da área de Informação e de Tecnologia da Informação dos órgãos e entidades do Estado para a importância da governança de dados e informações dentro do Executivo.
“Temos vários sistemas no Estado que não conversam entre sim. Os servidores precisam fazer vários logins diferentes em sistemas diversos para consolidar informações. Não temos um padrão, normas e regras definidas. Cada novo sistema que é lançado tem normas diferenciadas. Isso acaba gerando retrabalho. Este é o nosso desafio, instituir uma política de governança de dados”.
Os encontros serão semanais, durante um período de sete semanas. Ao final do curso, os participantes deverão ter uma visão ampliada sobre os temas a serem abordados pela gestão da informação e estar aptos a pensarem nos processos necessários à implantação da governança de dados para a gestão da informação no Estado. A partir do workshop serão criados grupos de trabalhos visando desenvolver as resoluções dessas padronizações e formas de trabalho.
Entre os temas a serem abordados estão a Lei de Acesso à Informação, Classificação da Informação, o Guia DAMA DMBOK (que estabelece duas principais diretrizes para tratar o modelo de dados corporativos dentro de uma arquitetura de dados), Taxonomia, Vocabulários Controlados, Lista de Assuntos do Governo, Cadeia de Custódia Digital e Repositórios Arquivísticos, Dados Abertos Governamentais (visão para gestores), Lei Geral de Proteção de Dados, Contextualização do Georreferenciamento e Conceitos Básicos, Dado Geoespacializado, além da apresentação de vários cases já em funcionamento no Estado.
Participam do treinamento servidores da área de informação e de tecnologia da informação de vários órgãos e entidades do Executivo.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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