Mato Grosso
Servidores públicos participam de curso de pilotagem de drone
Foi realizada na tarde desta quinta-feira (09.05) a primeira aula prática de pilotagem de drones da “Capacitação em Legislação, Pilotagem e Manutenção de Aeronaves Remotamente Pilotadas” promovida pela Policia Militar em parceria com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). A instrução ocorreu no pátio do Comando-Geral da PM, em Cuiabá. Uma seguna aula acontece nesta sexta-feira (10).
Cerca 35 servidores públicos, sendo 15 policiais militares, participam das aulas práticas da capacitação que tem como objetivo aprimorar o uso do equipamento de pilotagem em prol das ações de segurança pública.
O comandante do Batalhão Fazendário, tenente-coronel Paulo Cesár, conta que a idéia do curso surgiu após identificar que policiais militares e servidores da Sefaz, que atuam na fiscalização e no combate à sonegação fiscal, se deparam com certas dificuldades na averiguação de mercadorias.
“Existe pessoas que tentam burlar a fiscalização. Então optamos em aliar o setor de inteligência com a tecnologia, por meio da pilotagem de drone para identificar aquele sonegador tentando fugir de uma barreira de fiscalização e até mesmo auxiliar esses servidores, por exemplo, ao checar uma carga em uma carreta, isso preserva a integridade física do agente de segurança e evita também a exposição do servidor”, explica o tenente-coronel.
Depois do conteúdo teórico, o soldado Wisley Pires do Batalhão de Trânsito da PM, aproveitou a aula prática de pilotagem de drone para tirar todas as dúvidas e conhecer bem o equipamento que pode auxiliar o seu trabalho em uma barreira policial. “Para gente o drone nos auxilia muito na fiscalização de trânsito, com o auxilio desse equipamento podemos observar, por exemplo, se o condutor de veículo trocou de lugar com passageiro para escapar da abordagem, ou perceber uma situação em que o motorista tenta desviar o caminho ao se deparar com uma blitz. Fazer esse curso está sendo muito bom para gente”, revela o soldado.
Para o coordenador de fiscalização móvel de trânsito da Sefaz , Gilson Pregely, o drone um instrumento novo para utilização no combate a sonegação. “Antes de se expor em uma abordagem, o fiscal pode utilizar a aeronave não tripulada para fazer uma fiscalização prévia de abordagem”, explica Gilson Pregely.
A capacitação conta com a aulas de instrutores da Associação Brasileira de Multirrotores de São Paulo. O presidente da associação Lincoln Kadota diz que aula prática de pilotagem trabalha com operações complexas direcionadas para o dia a dia dos alunos. “O drone veio para auxiliar no monitoramento antes das abordagens. O equipamento mitiga alguns riscos, então a partir da hora que você manda o drone checar o local, o equipamento te passa informações da situação para o agente entrar em ação com segurança”, conta Lincoln Kadota.
Participam da capacitação servidores da Sefaz, das Polícias Militar, Civil e Judiciária, Corpo de Bombeiros Militar, Politec, Ciopaer, Defesa Civil e Marinha. Nesta sexta-feira (10.05) a segunda aula prática continuará no pátio do Comando – Geral da PM e o encerramento da capacitação será realizada no período da tarde, na Escola Fazendária, na sede da Sefaz.

Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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