Mato Grosso
Servidores Sema substituem copos descartáveis por canecas de fibra de coco
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), por meio da A3P (Agenda Ambiental na Administração Pública), promoveu a entrega de canecas de fibra de coco para os servidores da secretaria. A iniciativa tem como princípio reduzir o consumo dos copos descartáveis e estimular à adoção de hábitos mais sustentáveis diariamente.
A ação passou por todos os setores, com a presença de Hélio Lopes – Fiscal do lixo, que com muito bom humor e engajamento na causa, sensibilizou a todos com dados sobre a quantidade dos diferentes tipos de resíduos que somos capazes de produzir em apenas um dia. Como por exemplo, o recolhimento de 175 copos plásticos, oriundos de um dia de trabalho.
Durante a entrega, os servidores puderam se conscientizar a respeito do reaproveitamento de material de escritório, como papel impresso que pode facilmente virar rascunho ao invés de ir para o lixo comum. Também foram alertados sobre o consumo consciente e descarte correto de resíduos, como os orgânicos. E, no que tange a respeito da presença de coletores próprios de resíduos orgânicos na secretaria, a A3P comunicou que haverá uma reunião de planejamento da comissão para que pautas como esta e outras reivindicações sejam consideradas.
“A Sema é a líder desse processo de implantação da A3P e vamos dar o exemplo. Então, vamos visitar outras instituições para que haja adesão de outros órgãos. São pequenas atitudes, que vão gerar o resultado que a gente espera. Com isso, economizamos recursos financeiros, mas atingimos o principal que é preservar o meio ambiente. Quando você reduz esses resíduos que chegam até a natureza, também estamos cuidando do que vamos deixar para os nossos filhos e para as futuras gerações”, destacou o secretário Executivo da Sema, Alex Marega.

Gestão pública sustentável
A proposta da A3P é criar uma cultura de responsabilidade socioambiental na administração pública e, para tanto, estrutura-se em seis Eixos Temáticos prioritários fundamentados pela política dos 5 R’s: Repensar, Reduzir, Reaproveitar, Reciclar e Recusar o consumo de produtos que gerem impactos socioambientais significativos, conforme os Eixos Temáticos que incluem Uso racional dos recursos naturais e bens públicos; Gestão adequada dos resíduos gerados; Qualidade de vida no ambiente de trabalho; Sensibilização e capacitação dos servidores; Compras públicas sustentáveis; Construções sustentáveis.
“A entrega das canecas para os servidores da Sema me remete a mais um passo na sensibilização da não utilização dos descartáveis, pensando de forma sustentável e saudável para com todos que aqui permanecem por 8 horas. Acredito que cada servidor que recebe a caneca internaliza de forma coerente o seu papel na missão da Secretaria – sustentabilidade – podendo colaborar tanto com ambiente de trabalho, como com o planeta”, disse Gresiella Almeida, membro A3P-SEMA e coordenadora A3P-MT.
Resitência e durabilidade
A utilização de fibra vegetal, em particular fibra de coco, como reforço em compósitos com plásticos, apresenta várias vantagens quando comparada a outros materiais sintéticos, como: biodegradabilidade, reciclabilidade, baixa densidade, não abrasividade, baixo consumo de energia e baixo custo.
Em relação à sustentabilidade, ressalta-se a importância da reutilização de um resíduo orgânico do coco, disponível da natureza, independente da interferência humana no ciclo de vida dessa espécie vegetal. Após o aproveitamento da polpa e da água do fruto, a casca de coco torna-se resíduo que leva, em média 08 anos para ser decomposto na natureza, o que contribui para o aumento dos resíduos gerados pela população (lixões e aterros sanitários).
Mais leves, resistentes e ecologicamente corretas do que os polímeros convencionais utilizados industrialmente, as fibras naturais, quando inseridas em, no mínimo 20% na fabricação de plásticos, resultam em materiais mais resistentes do que plásticos convencionais originados do petróleo e de gás natural, além de serem totalmente renováveis.
Na Sema, optou-se por copos que podem ser utilizados de modo permanente pelos servidores, estimulando a redução do uso de copos descartáveis: resistência ao uso diário (queda e lavagem), resistência ao calor e higiene.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Rondonópolis21/07/2026 - 18:56Prefeitura de Rondonópolis prorroga investigação sobre contrato da Construtora Amil para obra da Avenida Bandeirantes
-
Rondonópolis21/07/2026 - 19:14Reunião entre organização da Cavalgada da Exposul e Juvam renova ações de conduta para a 38ª edição
-
Rondonópolis21/07/2026 - 18:40CONSEMMA aprova até R$ 60 mil por mês para custear horas delegadas dos Bombeiros no combate às queimadas em Rondonópolis
-
Rondonópolis21/07/2026 - 19:10Inscrições de animais para o 32º Torneio Leiteiro da Exposul se encerram hoje
-
Rondonópolis20/07/2026 - 12:20TJMT declara inconstitucional lei das emendas impositivas de Rondonópolis
-
Mato Grosso21/07/2026 - 19:29Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado
-
Rondonópolis21/07/2026 - 19:46Sistema Fiemt realiza nos próximos dias várias ações em Rondonópolis
-
Rondonópolis21/07/2026 - 17:50Associados da CDL terão capacitações exclusivas antes do Liquidaqui








