Mato Grosso
SES abre inscrições para curso de Especialização em Gerontologia

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT), abriu um processo seletivo para o preenchimento de 47 vagas do curso de Especialização em Gerontologia. O público-alvo são profissionais graduados em diferentes profissões da área da saúde, diretamente vinculados à assistência da pessoa idosa e inseridos nas redes de atenção em saúde, ligados às esferas federal, estadual ou municipal.
Os interessados devem fazer a inscrição pelo site da Escola de Saúde Pública (https://sga.esp.saude.mt.gov.br/f/qVCk9CkA) até as 23h59 do dia 30 de março de 2025, mediante a entrega dos documentos necessários.
São 23 vagas para profissionais oriundos de Equipes Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde (E-Multi), oito para profissionais que atuam em Hospitais Regionais, quatro para equipes do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), nove para os Centros de Especialidades em Reabilitação (CER) e três para as Equipes Multidisciplinares de Atenção Domiciliar.
A seleção deve contemplar profissionais de Enfermagem, Serviço Social, Arteterapia, Biomedicina, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Odontologia, Educação Física, Psicologia e Terapia Ocupacional.
Segundo a superintendente da Escola de Saúde Pública, Sílvia Tomaz, o objetivo da ação é formar profissionais de saúde especialistas em Gerontologia, para atuarem no Sistema Único de Saúde (SUS) e possibilitarem o cuidado integral e integrado da pessoa idosa.
“A qualificação vai possibilitar intervenções mais eficazes, considerando a saúde física, cognitiva e psicossocial dos pacientes visando à autonomia, independência e bem-estar das pessoas idosas”, explicou a gestora.
De acordo com a coordenadora do Curso de Especialização em Gerontologia da ESP-MT, a doutora em Gerontologia Leila Auxiliadora José de Sant’ Ana, com o aumento da expectativa de vida e do envelhecimento da população, é cada vez mais importante preparar os profissionais para uma abordagem digna das especificidades de cada pessoa, visto que o envelhecimento é heterogêneo e multidimensional.
“É uma área que envolve vários profissionais que lidam com os desafios e oportunidades que se apresentam ao longo da vida. Portanto, há que se ofertar um atendimento mais qualificado e humano, considerando as necessidades específicas da pessoa idosa, e de igual importância, trabalhando para implementação e qualificação do acesso e serviços direcionados à população idosa, seus familiares e cuidadores”, destacou Leila.
Ainda de acordo com a coordenadora, pensar a capacitação dos profissionais na área da gerontologia é também construir elos para enfrentamento aos preconceitos, discriminação e conflitos entre as gerações e pela luta por uma sociedade digna para todas as idades.
A especialização vai tratar da importância da formação em Gerontologia no SUS; princípios e fundamentos em Geriatria e Gerontologia no século XXI; avaliação multidimensional da pessoa idosa; política pública de saúde: Estado e sociedade; atuação interprofissional em Gerontologia; síndromes geriátricas; condições crônicas comuns no envelhecimento; envelhecimento saudável e promoção da saúde; e urgências e cuidados paliativos na velhice.
O resultado preliminar da seleção será divulgado no dia 7 de abril de 2025. O curso será realizado de forma presencial, em Cuiabá, e terá carga horária de 366 horas, que já inclui seminários de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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