Mato Grosso
SES promove, em Cuiabá, Semana Estadual de Conscientização sobre Alergia Alimentar
Para celebrar a Semana Estadual de Conscientização sobre Alergia Alimentar, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) promove, nesta terça-feira (10.05), o encontro “Conhecendo mais sobre a Alergia Alimentar”. O evento será presencial, das 8h às 17h30, sendo instituído por Lei estadual (11.237/2020). A inscrição é gratuita e pode ser feita por este link.
A alergia alimentar está entre as que mais crescem no mundo. Por essa razão, a Semana é dedicada a conscientizar a população sobre as formas de diagnósticos e riscos associados. “Desta forma, o objetivo é desmistificar o tema entre a população”, destacou a coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde, da SES, Rosiene Pires.
Esse tipo de alergia é mais comum em crianças e pode ser causado pelo consumo de leite, ovo, soja e trigo. Os quatro primeiros alimentos são, geralmente, tolerados até a segunda década de vida. Há registros de casos de alergia também em relação ao consumo de castanhas, amendoim, peixes e frutos do mar, que são tipicamente persistentes ao longo da vida e podem começar em qualquer idade.
Para participar virtualmente do encontro “Conhecendo mais sobre a Alergia Alimentar”, basta acessar a transmissão pelo canal de YouTube da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), sendo um link para o período da manhã e outro link para o período da tarde.

Sintomas
A reação alérgica atinge cerca de 8% das crianças com idade inferior aos três anos e quase 3% dos adultos. Entre os fatores que aumentam o risco de apresentar alergias, está a predisposição genética. Mais de 50% dos pacientes com alergia alimentar diagnosticada possuem histórico familiar, além de falhas dos mecanismos de defesa e permeabilidade do sistema digestivo.
Os sintomas mais comuns da alergia alimentar são reações epidérmicas, como inchaços, coceiras e urticária, e no sistema digestivo, como disenteria, dores abdominais e vômito. Também é possível – apesar de menos comum – o desencadeamento de alguns sintomas respiratórios, como tosses, chiados no peito e rouquidão.
Tratamento e diagnóstico
O primeiro passo no combate à alergia alimentar é o diagnóstico correto. Ele só é possível por meio de avaliações clínicas, que incluem testes alérgicos e exames de sangue específicos para possibilitar a investigação do agente causador da alergia.
Não existe cura ou um remédio distinto para tratar a alergia alimentar. O uso de medicamentos só deve ser feito mediante indicação médica. O ideal é excluir da dieta os alimentos e substâncias que provocam alguma reação alérgica.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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