Mato Grosso
Sesp entrega pistolas para policiais das unidades do 11º Comando Regional da PM
A Secretaria de Segurança Pública entregou na manhã desta quarta-feira (07.06)¿ pistolas Glock calibre 9mm para todos os policiais das oito unidades e da Força Tática do 11º Comando Regional da Polícia Militar. A entrega faz parte da política de modernização e padronização do armamento das forças estaduais de segurança implementada pelo Governo de Mato Grosso.
Em ato simbólico, na sede do 11º Comando Regional, em Primavera do Leste (231 km de Cuiabá), o secretário adjunto de Integração Operacional da Segurança Pública, coronel Fernando Carneiro, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Mendes, repassaram 193 pistolas aos comandantes das unidades.
As novas armas são para uso permanente de cada policial que serve nas unidades de Primavera do Leste (11º Batalhão e Força Tática) e nas companhias, pelotões e núcleos da PMMT nas cidades de Campo Verde, Paranatinga, Poxoréu, Santo Antônio do Leste, Gaúcha do Norte e distrito de Santiago do Norte.
“O governador Mauro Mendes tem feito investimento maciço na Segurança Pública, possibilitando com isso a entrega de equipamentos modernos e extremamente eficientes para que nós, os policiais, possamos trabalhar com segurança, defendendo nossas vidas e dos cidadãos aos quais temos a missão de servir. E essa nova arma, moderna, padrão nas melhores forças policiais do Brasil e diversos países, agora é de uso permanente de cada policial”, reforçou Cel. Fernando Carneiro.
O comandante geral da PMMT, coronel Alexandre Mendes, destacou a importância da aquisição de armamentos modernos e eficientes, assim como dos investimentos em tecnologia e na valorização dos policiais que vêm sendo feitos pelo Governo do Estado. “Estamos trabalhando no fortalecimento das forças policiais e nisto sabemos que a integração, não só entre as polícias, mas com outras instituições, como Ministério Público e Poder Judiciário, é fundamental à repressão da criminalidade”, disse Cel Mendes.
Além das 193 pistolas, o Comando Regional recebeu viaturas, coletes balísticos, sistema de radiocomunicação digital, drones, GPS, entre outros que compõem a modernização da Polícia Militar.
Participaram da solenidades, o prefeito de Primavera, Leonardo Bortolin, o subchefe de Estado Maior da PMMT, cel Wilker Soares Sodré, o comandante das unidades especializadas, cel Antônio Gilvan de Souza, além de prefeitos, vereadores e outras lideranças dos municípios que compõem a área de atuação do 11ºCR.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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