Mato Grosso
Setasc sorteia oito autistas para assistir jogo do Cuiabá contra Atlético Mineiro no camarote
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) sorteou oito autistas e seus acompanhantes para assistirem ao jogo do Cuiabá Esporte Clube contra o Atlético Mineiro, nesta quarta-feira (10.05) na Arena Pantanal, em Cuiabá. A ação é uma iniciativa do Governo do Estado de Mato Grosso e do Dourado, dentro do Programa Ser Família Inclusivo, idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes.
Ao todo, 72 pessoas se inscreveram para participar do sorteio, oriundos de quatro municípios: Cuiabá, Cáceres, Várzea Grande e União do Sul.
A partir dos nomes dos inscritos, foi realizado o sorteio por meio de site específico para essa ação. Após a seleção dos nomes, houve a conferência se os mesmos estavam escritos na Carteira de Identificação do Autista. Com a confirmação, a equipe técnica da Setasc entrou em contato com os selecionados.
No contato com os responsáveis, constatou-se que um dos sorteados possui um irmão gêmeo, também autista. Por este motivo, o Cuiabá Esporte Clube autorizou a sua inclusão na lista dos ganhadores.
Importante informar que todas as pessoas que foram sorteadas para os outros eventos não poderão participar dos próximos pleitos até segunda ordem, dando assim oportunidade para que todos os interessados sejam beneficiados.
Os autistas sorteados irão assistir ao jogo do Cuiabá Esporte Clube contra o Atlético Mineiro em um dos camarotes da Arena Pantanal, cada um acompanhado de seu responsável.
Toda semana, até o fim do Campeonato Brasileiro de Futebol, será aberto o formulário no site da Setasc para que os autistas ou responsáveis declarem ter interesse em participar do sorteio para assistir ao jogo de futebol na Arena.
Confira abaixo o nome dos sorteados:
– Carlos Daniel da Silva Matos – Francisco Antunes Junior
– Lucas Gabriel de Anunciação Luz
– Benjamin Araújo Peres de Faria Santos
– Theodoro Araújo Peres de Faria Santos*
– Carlos Eduardo Gatta da Silva
– Winicius A. de Moraes Castro Bueno Filho
– Leonardo Leite Moreira de Souza
– Arthur Gabriel Lopes de Oliveira
*Por ser irmão do Benjamin e também estar no TEA, o Cuiabá Esporte Clube gentilmente autorizou uma vaga ao Theodoro.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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