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Setor de florestas plantadas mantém tendência de crescimento e fatura R$ 86,6 bilhões em 2018
O setor de florestas plantadas para fins industriais alcançou uma receita total de R$ 86,6 bilhões em 2018, o que representa um crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior. A indústria de produtos florestais apresentou uma participação de 1,3% do PIB e 6,9% do PIB industrial, desempenho maior do que outros setores da indústria e agropecuária.
Entre os produtos que compõem o setor estão pisos, painéis de madeira, papel, celulose, madeira serrada e carvão vegetal. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (24) pela Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), em Brasília.
O crescimento do setor foi impulsionado pelas exportações. No ano passado, as vendas de produtos florestais renderam US$ 12,5 bilhões, volume 24,1% maior do que o registrado em 2017. A participação do segmento no saldo da balança comercial atingiu novo recorde com o resultado de US$ 11,47 bilhões. A celulose teve desempenho recorde no mercado externo, colocando o Brasil como o maior exportador mundial desse insumo.
Os produtos florestais representam cerca de 15% do total exportado pela agropecuária do país, percentual que ocupa a terceira posição das exportações brasileiras do agronegócio. O setor só fica atrás dos complexos da soja e de carnes.
O total de área certificada aumentou para 6,3 milhões de hectares, incluindo área produtiva e de conservação. Se considerada apenas a área de árvores plantadas, o total certificado é 3,5 milhões de hectares, o que representa um aumento de 9,4% na comparação com o total certificado em 2017. A categoria que teve aumento mais expressivo na certificação foi a de pequenos produtores, com uma variação percentual positiva de 140%.
Plantar Florestas
Segundo a IBÁ, o setor manteve o nível de crescimento porque não foi afetado pela crise econômica como outras culturas agrícolas. A expectativa da indústria é que os investimentos em produtos florestais deem um salto nos próximos três anos.
Em 2018, o total investido foi de R$ 6,3 bilhões em pesquisa e inovação, em florestas e na indústria. A entidade projeta que o volume de investimentos chegue a R$ 22,2 bilhões até 2022.
O volume esperado de investimentos está alinhado aos objetivos do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas (Plantar Florestas), lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O programa foi criado para delinear ações que possam impulsionar e fortalecer o setor, reconhecido como estratégico para o alcance de metas de produção agrícola sustentável.
“Um dos objetivos do plano é melhorar o ambiente de negócios. A visão do plano é que este setor seja reconhecido como importante do ponto de vista econômico, ambiental e social”, comentou João Fagundes Salomão, coordenador-geral de Apoio à Comercialização da Agricultura Familiar, da Secretaria de Política Agrícola do MAPA.
Outra meta do plano é aumentar a extensão da área plantada em dois milhões de hectares até 2030. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 10 milhões de hectares de florestas plantadas para fins comerciais. Mais de 70% da área plantada está nas regiões Sul e Sudeste.
Atualmente, o cultivo de eucalipto e pinus ocupa 96,3% da cobertura total. A maior área florestal plantada do país está em Minas Gerais, com destaque para o eucalipto, seguida do Paraná, que tem mais da metade da área plantada com pinus.
Informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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