Mato Grosso
TCE recebe Balanço Fiscal e Financeiro do Governo do Estado referente a 2018
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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto, e o relator das Contas do Governo do Estado, exercício de 2018, conselheiro interino Isaías Lopes da Cunha, receberam nesta quarta-feira (03.04) o balanço financeiro e fiscal da administração estadual. As informações e números da gestão foram apresentados pelo secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo e sua equipe econômica, que estavam acompanhados do controlador-geral do Estado, Emerson Hodeki Hayashida. A entrega aconteceu de manhã, na Presidência do TCE, com a presença do procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alencar.
A equipe econômica apresentou números referentes ao repasse do duodécimo aos Poderes, folha salarial dos servidores públicos, previdência, receitas e despesas e parcelamentos de dívidas. Gallo lembrou da atuação orientadora do TCE durante todo o exercício de 2018, “monitorando de forma concomitante ao longo de todo o ano. Fizemos várias reuniões e o relator das contas, conselheiro Isaías e toda a equipe técnica, foram nos orientando sobre os riscos e falhas. O trabalho do TCE é fundamental para aprimorarmos a gestão fiscal”, disse.
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| Presidente do TCE recebe contas de governo do executivo estadual referentes a 2018 das mãos do secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo |
Os resultados das políticas públicas de educação e saúde e o equilíbrio econômico-financeiro são informações que constam nos relatórios do Governo do Estado e são fundamentais para os estudos a serem realizados pela Secretaria de Controle Externo de Receita e Governo. Em seguida, o relatório técnico segue para análise do Ministério Público de Contas (MPC). Ainda é garantida a defesa do gestor estadual quanto aos achados de auditoria que apontam irregularidades. Os relatórios finais da Secex de Receita e Governo do TCE e do MPC são encaminhados ao conselheiro relator, para elaboração do voto, que será apreciado pelo Tribunal Pleno. O presidente do TCE anunciou à equipe econômica que dentro de 60 dias será emitido pela Corte de Contas o parecer das contas de Governo do exercício de 2018.
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No ano passado, o TCE agiu de forma preventiva a fim de evitar o agravamento do deficit orçamentário ou até mesmo o comprometimento das finanças públicas quanto aos investimentos necessários para atender os serviços básicos à população. Essa atuação mais preventiva e concomitante pode ser comprovada nos diversos alertas e medidas cautelares emitidas com relação às contas do Governo do Estado. Em 2018, foram emitidos dois alertas no primeiro quadrimestre, relativos à execução de despesas com pessoal do Estado de Mato Grosso, no percentual de 58,91% da Receita Corrente Líquida (RCL), ultrapassando os percentuais de limite prudencial (57%) e de alerta (54%) previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O segundo alerta foi quanto à execução de despesas com pessoal do Poder Executivo no percentual de 46,66% da RCL, ultrapassando os percentuais de limite prudencial (46,55%) e de alerta (44,10%).
Já no segundo quadrimestre foi feito novamente um alerta sobre as despesas com pessoal do Estado no percentual de 58,91% da RCL, ultrapassando os percentuais previstos na LRF. O segundo alerta também foi com relação ao limite de despesas com pessoal do Poder Executivo, no percentual de 47,02% da RCL, ultrapassando os percentuais de limite prudencial (46,55%) e de alerta (44,10%). Ainda sobre gastos com a folha de pagamento, o relator das contas, conselheiro interino Isaías Lopes da Cunha, concedeu Medida Cautelar em maio de 2018 suspendendo o pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA).
Isaías Lopes da Cunha lembrou que as intervenções sempre foram no sentido de colaborar e evitar danos maiores ao equilíbrio fiscal. “As despesas com pessoal, incluindo o pagamento do RGA, como também parcelamento de dívidas e necessidade de garantir recursos financeiros para quitar os restos a pagar, foram nossa grande preocupação e por isso fizemos diversas reuniões com o secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo e sua equipe”, comentou.
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Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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