Política MT
Três CPIs estão em fase de oitiva na Assembleia Legislativa
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
Em 2019, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso instalou três comissões parlamentares de inquérito (CPI), que ainda estão em andamento, com o propósito de discutir, colher depoimentos e tomar informações a respeito de temas relacionados ao interesse público. Também neste ano, outras duas comissões, encerradas no final 2018, tiveram os relatórios finais entregues no mês de janeiro: a CPI do Ministério Público Estadual (MPE) e a CPI do Fethab/Fundeb.
No processo legislativo, as CPIs têm duração de 180 dias, podendo ser prorrogadas até ao final da legislatura; as três em andamento na Casa de Leis encontram-se em fase de instrução (colhendo provas para sinalizar o relatório final).
A primeira delas foi instalada no dia 12 de março para apurar irregularidades no tocante a renúncia e sonegação fiscal de empresas no estado, sob a presidência do deputado Wilson Santos (PSDB). Segundo a equipe técnica da ALMT, a CPI da Sonegação Fiscal encontra-se adiantada nos trâmites processuais e aguarda novas datas para prosseguimento das delações.
Sobre a CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal, o grupo parlamentar já ouviu 19 pessoas: Mauricio Munhoz, Ana Cristina Bardusco, Aldo Locatelli, Rogério Ribeiro Aires, Francisco de Assis da Silva Lopes, Fábio Pimenta, Gianmarco Paccola Capoani, Fernando Vasco, Gércio Marcelino Mendonça Júnior (Júnior Mendonça), José Carlos do Pátio, Lúcio Bolonha Funaro, Judiney Carvalho, Daniel Latorraca, Guilherme Müller, José Camargo Hernandes, Helvio Rebeschini, Clovis Vailant, João Paulo Haddad e Rogério Luiz Gallo.
Instalada no dia 19 de março, a CPI da Previdência está em fase de oitivas e no dia 28 deste mês colherá informações junto a Yuri Bastos Jorge. O deputado João Batista preside a comissão, que investiga desde então indícios de corrupção na empresa pública MT Prev e examina irregularidades de gestão; o parlamentar Paulo Araújo atua como vice-presidente. Até o momento, foram ouvidas cinco pessoas em oitivas: Anélio Goduberto de Andrade, Sebastião Rodrigues da Silva, Jair Ribeiro Teixeira, Ronaldo Campos Fraga e Ronaldo Taveira.
No tocante a serviços públicos, no dia 22 de outubro, a Assembleia instalou a CPI da Energisa, sob a presidência do deputado Elizeu Nascimento. A comissão está em fase de oitivas e na última terça-feira ouviu o sindicalista Dillon Caporossi; no dia 5 de dezembro, será a vez da representante do Procon-MT, Gisela Simona, falar aos parlamentares.
De acordo com o artigo 382 do Capítulo III do Regimento Interno da Assembleia Legislativa, a CPI terá prazo de duração de 180 dias e deverá observar os seguintes prazos: 90 dias para instrução; 30 dias para conclusão e entrega, pelo relator, do relatório dos trabalhos realizados; 10 dias para saneamento do processo; 10 dias para a votação do relatório e encaminhamento das respectivas providências.
“Ao término dos trabalhos, a CPI deve apresentar ao presidente da Assembleia Legislativa o relatório circunstanciado com suas conclusões, por meio de projeto de resolução, que será lido na primeira sessão seguinte e incluído em pauta por cinco sessões para análise do Pleno”, explicou o secretário da Secretaria Parlamentar da Mesa Diretora, José Domingos Fraga Filho.
Ele disse também que, aprovado o projeto de resolução, a Mesa, dentro de cinco dias, toma providências e encaminha cópia do relatório final ao Ministério Público e à Procuradoria-Geral do Estado, para que se promova responsabilidade civil ou criminal, por infrações apuradas, e adotem outras medidas decorrentes de suas funções institucionais.
CPI da Previdência dos Servidores do Estado de Mato Grosso
Presidente: João Batista
Vice-presidente: Paulo Araújo
Relator: Thiago Silva
Membros titulares: Ulysses Moraes e Valmir Moretto
Membros suplentes: Dr. Eugênio, Lúdio Cabral, Dilmar Dal Bosco, Nininho e Dr. João
CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal
Presidente: Wilson Santos
Vice-presidente: Carlos Avallone
Relator: Nininho
Membros titulares: Janaina Riva e Max Russi
Membros suplentes: Dilmar Dal Bosco, Dr. Eugênio, João Batista, Elizeu Nascimento e Thiago Silva
CPI da Energisa
Presidente: Elizeu Nascimento
Vice-presidente: Thiago Silva
Relator: Carlos Avallone
Membros Titulares: Dr. Eugênio e Paulo Araújo
Membros suplentes: Dilmar Dal Bosco, Valdir Barranco, Valmir Moretto, Romoaldo Junior e Xuxu Dal Molin
A CPI do Ministério Público Estadual (MPE) e a do Fethab/Fundeb tiveram os relatórios finais entregues em janeiro deste ano.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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