Mato Grosso
Unemat investe em tecnologia e assegura internet estável em todos os campus

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) encerrou 2025 com a consolidação de sua transformação digital, após investir em conectividade, modernização dos sistemas e automação de processos acadêmicos e administrativos, garantindo maior estabilidade tecnológica nos 13 campus da instituição.
O principal foco da gestão da Pró-Reitoria de Planejamento e Tecnologia da Informação (PRPTI) foi eliminar as falhas de conexão nos campus da universidade. Para isso, a Unemat investiu na redundância de links de internet, com a implementação da tecnologia via satélite Starlink em todos os 13 campus.
“Não adiantava ter uma outra fibra óptica de outra empresa. A redundância, na tecnologia, precisa ser por outro canal. Contratamos a Starlink e, hoje, nos campus, se cai a internet de fibra, ninguém percebe, porque a Starlink assume automaticamente”, explicou o diretor administrativo de Tecnologia da Informação da PRPTI, Dhyego Brandão.
Além disso, o cabeamento estruturado por fibra óptica foi concluído em todas as unidades, e uma nova política de cobertura Wi-Fi está em curso, com a previsão de instalar um ponto de acesso em cada sala de aula para garantir o acesso ininterrupto à internet durante as atividades pedagógicas.
No campo da expansão, o campus de Alto Araguaia já está conectado à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que disponibiliza internet segura e de alta capacidade para universidades, institutos educacionais e culturais, agências de pesquisa, hospitais de ensino, parques e polos tecnológicos. A meta é estender esse terceiro link de internet a mais cinco campus no próximo ano.
Sistemas inteligentes
A Unemat também se destacou no desenvolvimento de soluções próprias, consolidando um ecossistema de gestão totalmente em nuvem, garantindo a integridade dos dados e a disponibilidade dos sistemas.
O Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa) teve sua implementação finalizada nas pró-reitorias finalísticas (de Ensino de Graduação, de Pesquisa e Pós-Graduação, de Extensão e Cultura e de Assuntos Estudantis), integrando todos os dados da carreira acadêmica e dos auxílios estudantis.
O maior avanço em gestão documental foi a entrega da nova versão do Registro de Encargos Docentes (RED), que automatiza o preenchimento da carga horária do docente, eliminando a necessidade de buscar manualmente documentos. O RED-2 é a base para o lançamento, no próximo ano, do sistema da Comissão Permanente de Avaliação de Desempenho Docente (Copad), o Copad Digital, que automatizará o cálculo de pontuação.
Ainda foram desenvolvidos sistemas estratégicos próprios, como o sistema Planejamento, Gestão, Monitoramento e Avaliação (Plagma) e o Sistema de Gestão de Contratos de Obras (Sigeco), além da entrega do novo sistema de legislação e portarias.
O pró-reitor de Planejamento e Tecnologia da Informação, Darlan Guimarães, destacou que o investimento também visa à autonomia. “Estamos promovendo agora uma grande compra de computadores para atualizar nosso parque computacional, e vamos substituir equipamentos de internet locados por equipamentos próprios para ter maior autonomia no gerenciamento”, explica Darlan.
Sigaa Mobile
Para a comunidade acadêmica, a grande expectativa é a entrega do aplicativo do Sigaa para dispositivos móveis (celulares, tablets e outros) no próximo ano. O projeto está sendo construído com foco na experiência do usuário, oferecendo serviços essenciais em uma plataforma intuitiva e visualmente moderna. A Tecnologia da Informação da Unemat (TIU), segundo Dhyego Brandão, garante hoje que o sistema e a conectividade não falhem, dando condições para que alunos, professores e técnicos trabalhem com excelência.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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