Mato Grosso
Unemat passa a ser Universidade do Estado de Mato Grosso Carlos Alberto Reys Maldonado
Chega ao fim o impasse do nome da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) que se estendia desde 2016. Os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) derrubaram nesta terça-feira (15), por 15 a 2, o veto do ex-governador Pedro Taques, publicado no dia 20 de abril de 2018, que rejeitava a alteração do nome da Instituição para Universidade do Estado de Mato Grosso Carlos Alberto Reys Maldonado.
“A derrubada do veto é um reconhecimento da autonomia da Universidade em definir suas políticas e o reconhecimento do trabalho do professor Maldonado junto a Instituição e o Estado. Dar seu nome à Universidade que ele trabalhou para expandir e que hoje atende todo o estado de Mato Grosso é digno de sua atuação”, comentou o reitor da Unemat, Rodrigo Zanin.
O Projeto de Lei Complementar Nº 03/2016 foi aprovado por unanimidade na ALMT em 21 de março de 2016. À época, o então governador justificou o veto por entender se tratar de vício formal, apresentado em flagrante ultraje ao princípio da separação dos Poderes, justificativa agora apreciada e não acatada pelo Legislativo.
A proposta de alteração do nome havia sido feita junto à ALMT em fevereiro de 2016 pelo então deputado estadual Adriano Silva, professor e ex-reitor da Unemat, para atender um anseio da comunidade acadêmica da Instituição. O desejo de homenagear Maldonado, que morreu às vésperas de completar 55 anos de idade, em 30 de janeiro de 2016, ficou registrado ao ser aprovada alteração do nome por representantes de todos os câmpus da Universidade durante o Conselho Universitário (Consuni) da Unemat, realizado em março do mesmo ano.
O ex-reitor Adriano Silva reforçou que Maldonado sonhou, formulou e implantou o projeto nos moldes multicâmpus adotados até hoje pela Unemat, e consideram o veto da ALMT como uma homenagem justa e honesta.
“A Assembleia Legislativa através dos seus deputados corrige um erro do ex-governador Pedro Taques em vetar nosso projeto de lei, derrubando o veto e promulgando”, afirmou Adriano Silva.
Maldonado ingressou na Instituição em 1986 como professor contratado. Depois, assumiu a função de coordenador da Fundação Centro de Ensino Superior de Cáceres (Fcesc) e, após a criação da Unemat, a função de reitor nomeado, sendo eleito em seguida para ocupar a função de reitor.
Professor de Ciências Sociais, formado pela Universidade de São Paulo (USP), atuou no curso de Direito do câmpus de Cáceres por mais de 30 anos. Maldonado esteve à frente da Fcesc de 1989 a 1993, momento em que a Instituição expandiu, por meio de câmpus, a outros municípios de Mato Grosso.
O primeiro reitor da Unemat ficou no cargo entre os anos de 1994 e 1996, quando renunciou para conduzir a Secretaria de Educação de Mato Grosso, nos anos de 1996 e 1997. Entre 2000 e 2004 foi secretário de Educação de Cuiabá e, na sequência, coordenou a Regional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Estado e a Consulta da Carta da Terra no Brasil.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Artigos16/07/2026 - 18:02Quando perder músculo também ameaça o cérebro
-
Rondonópolis16/07/2026 - 16:2852ª Exposul contará com quatro dias de ciclo de palestras técnicas gratuitas
-
Mato Grosso16/07/2026 - 16:50Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
-
Nacional16/07/2026 - 15:10Pressão por resultados no Enem gera síndrome do desempenho e compromete a saúde de estudantes
-
Agro News16/07/2026 - 15:14Fundação MT promove discussões sobre a cultura do algodão
-
Mato Grosso16/07/2026 - 17:27Defensoria impede leilão da única propriedade rural de casal de idosos
-
Nacional16/07/2026 - 17:46A categoria petroleira reage a novo tarifaço dos EUA imposto unilateralmente ao Brasil
-
Agro News17/07/2026 - 08:52Fim da moratória da soja pode aumentar a destruição da Amazônia em 1,4 milhões de hectares nos próximos 10 anos, mostra artigo da Science









