Mato Grosso
Veja todos os investimentos anunciados pelo Governo de MT para melhorar infraestrutura em Cuiabá

O Governo de Mato Grosso anunciou uma série de investimentos para melhoria na infraestrutura de Cuiabá nesta sexta-feira (20.03). Durante evento realizado no Palácio Paiaguás, o governador Mauro Mendes autorizou a contratação de mais de R$ 400 milhões em obras.
Entre as obras anunciadas estão a duplicação de rodovias, recuperação de asfalto dentro da cidade e uma nova ponte sobre o Rio Cuiabá. Confira todas as ações.
Duplicação de Estradas
Foram autorizadas a duplicação da MT-010, rodovia que liga Cuiabá até o Distrito de Nossa Senhora da Guia e da MT-251, rodovia que liga a capital até Chapada dos Guimarães. O objetivo é garantir mais segurança no trânsito de duas das principais rodovias da região metropolitana, que tem fluxo intenso de veículos principalmente nos fins de semana.
Na MT-010 serão duplicados 24,46 quilômetros, entre o Rodoanel de Cuiabá e Várzea Grande até o distrito da Guia. A obra está avaliada em R$ 107,6 milhões.
Já na Estrada de Chapada serão duplicados 29,84 quilômetros em dois trechos diferentes. O primeiro tem 9,4 quilômetros e vai da rotatória para Manso até o Início do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães (um pouco depois do Rio dos Peixes) e o segundo tem 20,44 km, ligando o Fim do Parque Nacional (após a Cachoeirinha) até o acesso ao Mirante do Centro Geodésico da América do Sul. Esta obra está orçada em R$ 92,8 milhões.
Nova Ponte e novo viaduto
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) vai construir uma nova ponte sobre o Rio Cuiabá, ligando as regiões do Santa Isabel e Santa Rosa, na capital, com o Mirante do Pari/Chapéu do Sol, em Várzea Grande.
A ponte terá 183 metros de extensão e a obra, que incluí os acessos, está avaliada em R$ 46,9 milhões. Esta será mais uma ligação entre os dois maiores municípios de Mato Grosso, acompanhando o crescimento urbano da região metropolitana e oferecendo mais uma opção para a mobilidade de quem precisa atravessar o Rio Cuiabá.
O Governo de Mato Grosso também vai construir um novo viaduto no encontro da Avenida das Torres com a Avenida dos Trabalhadores. A estrutura terá cerca de 500 metros de extensão e será construída passando por cima da Avenida das Torres. O objetivo é aliviar o trânsito em duas das principais vias da capital. A obra está orçada em R$ 54,3 milhões.
Novas Vias
Será implementada uma adequação da Avenida Dubai, na capital. Atualmente, a via termina quando encontra a Avenida Maria Palma. Será feita sua extensão, com 1,25 km de extensão, levando a rua até a rotatória em frente ao Centro de Eventos do Pantanal.
A obra tem um investimento previsto de R$ 18,5 milhões e vai garantir uma ligação entre a região da MT-010 com a Avenida Miguel Sutil, facilitando também o acesso até o Hospital Municipal de Cuiabá.
O Governo já assinou a ordem de serviço para o início das obras na ligação do Contorno Norte com a MT-251. Além de uma rotatória no encontro das rodovias, o Governo irá finalizar um trecho de 1,17 km de asfalto da obra, que foi iniciada originalmente pela prefeitura de Cuiabá. O investimento será de R$ 6,2 milhões.
Recuperação de ruas e avenidas
O Governo preparou um grande pacote para recuperação do asfalto urbano da capital, tanto nas principais avenidas, quanto dentro de alguns bairros.
Foi autorizada a licitação para recuperar o asfalto de toda a extensão da Avenida Miguel Sutil, incluindo recuperação do sistema de drenagem, assim como da Avenida Emanuel Pinheiro (MT-251), entre a rotatória com a MT-010 e a Fundação Bradesco; da Avenida República do Líbano, desde a Miguel Sutil até a MT-010; e da Avenida Hélio Ribeiro, desde a MT-010 até a Avenida do CPA.
O pacote inclui também a recuperação do trecho da Avenida dos Trabalhadores entre a Avenida das Torres e a Miguel Sutil. Essas obras todas estão avaliadas em R$ 59,4 milhões.
A Sinfra-MT assinou a ordem de serviço para recuperar também um trecho de 3,27 km da Avenida Jurumirim, entre a Avenida Miguel Sutil e a Avenida Juliano Costa Marques, avaliada em R$ 3,7 mihões.
Por fim, foi firmado um convênio com o Consórcio Intermunicipal do Vale do Rio Cuiabá para recuperar aproximadamente 46 km de ruas nos bairros Duque de Caxias, Shangrilá, Lixeira, Areão, Bandeirantes, Jardim Petrópolis, Jardim Califórnia e Araés em um investimento de R$ 25 milhões.
As autorizações incluem também a revitalização das ruas da Universidade Federal de Mato Grosso e uma nova iluminação para o Complexo Viário do Leblon.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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