Política MT
Após cobrança de Claudinei, prefeitura faz repasse à Santa Casa de Rondonópolis e continua com débitos em atraso
A prefeitura municipal realizou o depósito de R$ 4,2 milhões, mas ainda tem débitos pendentes com a instituição filantrópica

Deputado Claudinei solicitou a regularização dos repasses ao governo estadual e prefeitura de Rondonópolis- Foto: Assessoria
A Prefeitura de Rondonópolis realizou, nesta sexta-feira (5), o repasse de R$ 4,2 milhões referentes aos serviços prestados pela Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis. O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) considera que este foi apenas um passo tomado pela gestão municipal e que acompanhará a regularização do pagamento de outros recursos em atrasos que ainda não foram destinados para a instituição filantrópica.
Segundo a superintendente do hospital, Bianca Talita Franco, a prefeitura cumpriu o consenso administrativo firmado para o pagamento dos R$ 4,2 milhões referente aos atrasos dos meses de maio, junho e julho do ano passado. Para surpresa, ela salienta que houve um desconto neste recurso. “Vou ter que atualizar o valor, pois ele descontou tudo que tinha que descontar neste recurso. Como ele não conseguiu fechar o ano contábil dele, ele está adiantando a produção de janeiro e fevereiro. Isso é problema dele e não é nosso”, explica.
Nesta terça-feira (9), ela informa que será feito o repasse de R$ 2,2 milhões de outros atrasos por parte da gestão municipal. Os valores pendentes para pagamento se encontram disponibilizados no Fundo Municipal de Saúde. “Mesmo o prefeito passando este valor, continuará pendente. Ainda vai ficar uma média de mais R$ 3,5 milhões de atraso”, detalha a superintendente.
Lei Municipal
O prefeito municipal, José Carlos do Pátio (SD), é o responsável pelos contratos e convênios, gestão dos recursos financeiros do Sistema Único de Saúde (SUS) – a nível estadual e federal, cujos valores são depositados em conta especial para o pagamento dos serviços prestados pela Santa Casa.
Bianca frisa que se reuniu com os parlamentares da Câmara de Vereadores de Rondonópolis e tem a expectativa que seja criada uma lei para que o poder executivo municipal faça o repasse de 80% a 90% do valor que já chega na conta dele para o hospital, de forma imediata, pois os valores já foram auditados, organizados e validados.
“A outra questão, é para que ele (prefeito) também faça a complementação dos serviços para o município, porque ele não paga os serviços da Santa Casa, só as cirurgias. Queremos a complementação das duas tabelas SUS igual, como faz o governo estadual e federal. Falta a parte do município”, esclarece a superintendente.
Intervenção
Além do envolvimento direto do deputado Claudinei e dos vereadores de Rondonópolis, Bianca reconhece a importância do movimento político e da sociedade civil organizada para que a Santa Casa se mantenha em funcionamento para a população. “O Delegado Claudinei sempre abraçou a causa da Santa Casa. Ele faz os movimentos, a correria com a sociedade e busca apoio com outros parceiros da política”, comenta.
“Temos que lembrar que não é só Rondonópolis que este hospital atende e, sim, 19 municípios das regiões sul e sudeste de Mato Grosso. Desde 2019, acompanho a situação da Santa Casa e temos que nos unir para regularizar todos os atrasos financeiros, pois a saúde não espera. Estamos em uma situação caótica com a pandemia da Covid-19 e já tem pessoas na fila de espera por leitos de UTIs”, posiciona Claudinei.
A superintendente cita outros políticos envolvidos com a situação da Santa Casa de Rondonópolis que são os deputados estaduais Elizeu Nascimento (PSL), Nininho (PSD), Thiago Silva (MDB), Sebastião Rezende (PSC) e Ulysses Moraes (PSL). Já na esfera federal, ela acrescenta o deputado José Medeiros (Pode) e o senador Wellington Fagundes (PP).
“Em relação à sociedade organizada, há mais de 30 entidades envolvidas, a exemplo do Grupo de Voluntárias da SOS Santa Casa que fazem a arrecadação com a sociedade, realizam todo o acompanhamento das normas e rotinas – quanto paga e recebe, para dar transparência para a sociedade, as associações, Rotary Clube do Cerrado, entre outros”, conclui Bianca.
A participação e o envolvimento da prefeitura de Rondonópolis é um aspecto que Bianca considera ser essencial no processo. “Na verdade, o que a gente quer, era a participação direta da prefeitura. A gente precisa trabalhar, não existe nenhuma instituição do país que a prefeitura se ausenta. Às vezes, a gente chega ao extremo é porque não podemos ficar sem receber. Temos que sensibilizar essa gestão em relação ao que a gente está fazendo. É isso que queremos”, posiciona.
Entidade – A Santa Casa Rondonópolis oferece serviços de atendimento adulto e infantil e realiza diversos tipos de cirurgias e de diagnóstico (raio-x, tomografia e ultrassonografia). Vale ressaltar que na região sul de Mato Grosso, dos 49 leitos de UTI Covid-19 contratualizados com o governo estadual, 20 leitos pertencem a essa instituição filantrópica.

Deputado Claudinei encaminhou ofício para a prefeitura para providências para os repasses financeiros em atraso para o Hospital
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
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