Saúde
5 alterações da Síndrome de Down que precisam de cuidados do otorrinolaringologista
Especialista da ABORL-CCF e ABOPe indica que algumas questões de saúde devem ser observadas desde cedo

Síndrome de Down: confira os cuidados necessários (Foto: Thinkstock)
Nesta terça-feira, 21/3, é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down, uma alteração genética que atinge cerca de 1 a cada 700 nascimentos no Brasil. A data foi escolhida em referência à triplicação, ou trissomia, do 21º cromossomo que causa a síndrome.
Pessoas com Síndrome de Down apresentam algumas características próprias que as tornam mais propensas a complicações de saúde ao longo de seu desenvolvimento, como problemas cardíacos, respiratórios, auditivos, na deglutição, na fala, na linguagem e distúrbios do sono. É fundamental que essas condições sejam acompanhadas por profissionais especializados desde cedo.
“O médico otorrinolaringologista tem um papel importante no diagnóstico e tratamento desta população, podendo contribuir para uma melhor qualidade de vida e impactar positivamente na sua interação social”, explica a diretora da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (ABOPe), membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), Dra. Carolina Miura.
Atenção redobrada
Audição – De acordo com as Diretrizes de Atenção às Pessoas com Síndrome de Down do Ministério da Saúde, aproximadamente 75% das pessoas com a trissomia terão perda auditiva ao longo da vida.
Dentre as doenças do ouvido, é comum a presença de otite média secretora na primeira infância, que pode ser descrita por um acúmulo de secreção na orelha média, mas sem sinais de infecção aguda. O estreitamento do canal auditivo externo é outra alteração recorrente e que leva à concentração de cera e pele descamada no ouvido.
“Desta forma, avaliações de rotina e exames audiológicos devem fazer parte da vida destes pacientes e avaliações específicas precisam ser realizadas de acordo com a faixa etária. Se necessário, pode ser indicada cirurgia e/ou prescrito o uso de aparelhos para reduzir chances de atraso da linguagem”, esclarece Carolina.
Fala e linguagem – A fala é a expressão oral da linguagem e ter algum comprometimento na percepção adequada dos sons, uma realidade que atinge quem tem a Síndrome de Down, também afeta a capacidade de falar corretamente. Além disso, o grupo tende a apresentar dificuldades de articular certos fonemas, apresentando alterações no tom, na intensidade e na qualidade da voz, bem como no ritmo de fala.
Respiração – Pessoas com Síndrome de Down geralmente possuem um maior tamanho da língua e a redução do tônus muscular, fatores estes que tornam a respiração oral prevalente e não favorecem a respiração nasal, considerada a ideal. Pela respiração oral persistente, costumam desenvolver um céu da boca profundo (palato ogival) e um menor desenvolvimento do osso maxilar, causando alterações dentárias, além de piora dos distúrbios respiratórios durante o sono e mesmo quando acordados.
Além disso, esse grupo tem maior incidência de amígdalas e adenoides maiores, o que também induz à respiração bucal. O acompanhamento otorrinolaringológico é necessário para se avaliar a possibilidade de intervenção cirúrgica e buscar estratégias terapêuticas que possam auxiliar na respiração correta.
Sono – Essas condições de respiração oral também podem levar à apneia obstrutiva do sono, um distúrbio respiratório do sono que é bastante comum na trissomia do cromossomo 21.
“Quem passa pelo problema pode sofrer com agitação ao longo da noite, ronco, engasgos, ou seja, tem um sono de má qualidade. Em geral, aos quatro anos de idade, recomenda-se a realização de polissonografia, uma avaliação que ajuda a identificar complicações e como está a qualidade do sono”, afirma a médica otorrinopediatra.
Deglutição – Problemas na deglutição também podem ser recorrentes nesse público, principalmente por alterações na motricidade oral. Por natureza, a Síndrome de Down carrega por algumas particularidades anatômicas que podem resultar na dificuldade de engolir, sugar, mastigar, falar, entre outras funções.
“Estas alterações podem ser diagnosticadas pelo otorrinolaringologista por meio de exames ambulatoriais. Neste caso, o profissional poderá solicitar suporte de tratamento fonoterápico”, comenta a especialista.
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Saúde
Psicóloga explica os sintomas do TDAH na vida adulta e como o transtorno pode afetar a vida profissional e social
Empresas podem tomar atitudes simples para que o ambiente de trabalho seja mais produtivo para um colaborador diagnosticado

Créditos – Pexels
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ainda é cercado por desinformação, especialmente quando se manifesta na vida adulta. A psicóloga Marciléa Dias explica que se trata de um transtorno neurobiológico caracterizado por desatenção, inquietude e impulsividade, cujos sintomas surgem na infância e podem persistir ao longo da vida, afetando o foco, a organização e o controle de impulsos, tanto na vida pessoal quanto no ambiente de trabalho. De acordo com a Federação Mundial de TDAH, 5,9% dos jovens e 2,5% dos adultos no mundo convivem com o diagnóstico.
Entre os principais desafios que o TDAH traz aos adultos está a adaptação ao cotidiano profissional.
“Muitas empresas ainda não estão prontas para lidarem com a neurodivergência e acabam rotulando essas pessoas que apresentam quadro de TDAH como pessoas desatentas, preguiçosas e desinteressadas. Mas as empresas podem tomar atitudes simples para lidar com isso, como flexibilização de horário, instruções passadas por escrito em vez de só falada, evitar que essas pessoas fiquem expostas a poluições sonora e visual, e formalizar essas instruções de maneira que todos os colaboradores possam contribuir para que a produtividade desse profissional se torne cada vez maior”, destaca a professora do curso de Psicologia da Estácio.
Sintomas do TDAH na vida adulta Entre os sintomas de TDAH na vida adulta estão, além de impulsividade, inquietação e falta de organização, também a dificuldade de relacionamento e de organização.
Identificar o TDAH na vida adulta é consideravelmente mais difícil do que na infância, como cita a psicóloga, isso porque o adulto, ao longo da vida, tenta mascarar suas dificuldades para se adaptar à sociedade.
“Identificar o TDAH exige do adulto uma investigação profunda e busca por especialistas, como psiquiatras e neuropsicólogos, para chegar ao diagnóstico, mesmo que tardio. E entre os sintomas mais comuns do TDAH nesta faixa etária estão também a procrastinação severa, grande dificuldade de gerenciar o tempo e cumprir prazos, a desorganização e uma impulsividade que podem afetar tanto as conversas quanto as decisões do dia a dia, afetando a vida social e o ambiente de trabalho”, explica Marciléa.
A profissional destaca ainda que, muitas vezes, o TDAH é associado somente a crianças mais agitadas, mas a verdade é que o transtorno acompanha o indivíduo por toda a sua vida.
“Aquela agitação da infância vai diminuindo e na vida adulta se transforma numa grande inquietação mental, podendo levar a quadros de depressão e de ansiedade”.
Tratamento para o TDAH A professora do curso de Psicologia da Estácio explica que TDAH tem tratamento, feito por meio de psicoterapia, além de medicação quando necessário.
“Quando uma pessoa com TDAH não busca ajuda, ela traz prejuízos para si mesma, para sua vida profissional, familiar, amorosa e em todas as suas relações, pois ela poderá ser sempre mal interpretada. Por isso a importância de adultos procurarem ajuda para terem o quanto antes esse diagnóstico e melhorarem sua qualidade de vida”, finaliza Marciléa Dias.
Saúde
Julho Laranja: 6 dicas para proteger a saúde bucal das crianças desde os primeiros anos de vida
Campanha de conscientização reforça que acompanhamento odontológico na infância é decisivo para prevenir alterações no desenvolvimento da arcada dentária e promover mais qualidade de vida às crianças

Julho é o mês dedicado à conscientização sobre a saúde bucal infantil. A campanha Julho Laranja chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce de alterações no desenvolvimento da arcada dentária, e incentiva pais e responsáveis a incluírem a avaliação odontológica na rotina de cuidados com as crianças. O objetivo é prevenir problemas que, quando identificados nos primeiros anos de vida, podem ser tratados de forma mais simples e confortável, com intervenções menos complexas.
De acordo com o dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Dr. Roberto Shimizu, ao contrário do que muitos imaginam, a ortodontia não começa apenas quando os dentes permanentes nascem ou quando surge a necessidade de colocar aparelho, seja o fixo convencional ou o alinhador transparente. A avaliação precoce permite identificar alterações na mordida, no crescimento dos ossos da face, hábitos como chupar o dedo ou usar chupeta por tempo prolongado e dificuldades respiratórias que podem comprometer o desenvolvimento infantil.
Muitos tratamentos podem ser simplificados quando o acompanhamento é iniciado precocemente. “Quanto mais cedo identificamos alterações no desenvolvimento da criança, maiores são as chances de intervir de forma preventiva, evitando problemas mais complexos na adolescência e na vida adulta”, explica o especialista. Em muitos casos, a intervenção precoce também reduz a necessidade de tratamentos mais complexos no futuro, como extrações dentárias e outros procedimentos mais invasivos.
A recomendação é que as crianças passem por avaliações odontológicas regulares e, entre os 6 e 12 anos, realizem acompanhamento ortodôntico anual. Nessa fase, é possível acompanhar o crescimento ósseo e a troca dos dentes de leite pelos permanentes. A campanha Julho Laranja reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce durante esse período do desenvolvimento infantil.
Além da saúde bucal, o diagnóstico precoce também pode contribuir para a qualidade do sono, da mastigação, da fala, da respiração e até da autoestima da criança. Atualmente, a Ortodontia dispõe de diferentes recursos terapêuticos, como os alinhadores transparentes, que podem ser indicados para casos específicos em crianças e adolescentes, sempre mediante avaliação profissional. Por serem removíveis, eles facilitam a higiene bucal, podem proporcionar maior conforto durante o tratamento e permitem que a criança mantenha sua rotina com menos restrições. Além disso, o planejamento digital e o escaneamento intraoral tornam o acompanhamento mais preciso e personalizado.
Seis cuidados para manter o sorriso infantil saudável
Durante o Julho Laranja, algumas orientações simples ganham destaque:
- Realizar consultas odontológicas periódicas desde o primeiro ano de vida.
- Observar alterações na mordida, no alinhamento dos dentes e no crescimento da face.
- Incentivar hábitos adequados de higiene bucal, com escovação supervisionada e uso do fio dental.
- Evitar hábitos prejudiciais, como chupar o dedo ou usar chupeta.
- Manter uma alimentação equilibrada, evitando o consumo excessivo de açúcar.
- Procurar avaliação ortodôntica durante a fase de crescimento, mesmo sem sinais aparentes de problemas.
Para Shimizu, a principal mensagem da campanha é que os cuidados com a saúde bucal devem começar cedo. “O Julho Laranja reforça que a prevenção é o melhor caminho para garantir um desenvolvimento saudável da criança. Um diagnóstico precoce permite intervenções mais simples, contribui para funções importantes, como mastigação, respiração e fala, e pode evitar tratamentos mais complexos no futuro. Cuidar do sorriso desde a infância é investir na saúde e na qualidade de vida ao longo de toda a vida”, conclui.
Sobre a ClearCorrect
A ClearCorrect é uma das principais marcas de alinhadores transparentes para tratamentos ortodônticos do mundo. A integrante do grupo suíço Straumann está presente no Brasil desde 2018, se consolidando no primeiro mercado fora dos Estados Unidos, com produção concentrada em fábrica própria em Curitiba (PR). O sistema da ClearCorrect promove a movimentação dentária por meio de pressões exercidas em determinadas regiões da arcada, resultando na remodelação óssea, além de levar à correção da má-oclusão com a elaboração de um planejamento ortodôntico virtual. Mais informações em www.clearcorrect.com.br.
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