Saúde

Ômicrom: Especialista orienta que cuidados devem ser mantidos

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Infectologista diz que tomar a vacina, incluindo a terceira dose, evitar aglomerações e manter os hábitos de biossegurança, são atitudes essenciais para não se contaminar

Foto: Divulgação

A chegada de uma nova variante do vírus da Covid-19 no Brasil, a Ômicrom, tem gerado receio na população. Isso porque ela foi descoberta na semana passada, na África do Sul, e já foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma variante de preocupação. O professor do curso de Medicina da Universidade de Cuiabá (Unic) e infectologista, Tiago Rodrigues, explica que ainda que a situação seja desconhecida, os cuidados devem ser mantidos pela população para que se evite uma nova onda de contaminação.

Não há registros de infectados com a Ômicrom em Mato Grosso, mas Tiago informa que as pesquisas têm o objetivo de observar se a nova cepa é mais infecciosa ou mais virulenta. “´É preciso entender se existe uma maior capacidade de transmissão, ou se está relacionada à gravidade, isto é, sobre a capacidade de causar sintomas e danos graves à saúde”, comenta.

3° dose da vacina

Pessoas maiores de 18 anos já podem tomar a terceira dose da vacina contra a covid-19 em Cuiabá. O imunizante deve ser aplicado após 5 meses depois que a segunda dose foi injetada. O especialista diz que ela se trata de um reforço na proteção da população.

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“A terceira dose é muito importante, é basicamente um excesso de zelo. As vacinas estão sendo aplicadas no mesmo momento em que estudos são feitos, isso porque em uma pandemia, não se pode perder tempo. Portanto, ainda não se pode garantir total segurança apenas com as duas doses, por isso, a terceira é sim importante para prevenir a doença”, finaliza.

Atitudes de Proteção

O professor da Unic diz que a população deve seguir com a adoção de cuidados. Enfatiza que a prevenção segue sendo a mesma. “É bem simples: deve-se tomar a vacina contra a covid-19, fazer uso das máscaras, álcool em gel, lavar sempre as mãos, evitar tocar olhos, nariz e boca e, principalmente, evitar grandes aglomerações, mesmo quem já tomou uma, duas ou as três doses”, orienta.

Ao sair de casa para o lazer, o especialista indica que as pessoas busquem por locais abertos/ao ar livre ou com circulação da ventilação. Acrescenta ainda que é importante ter certeza de que o local segue as ordens municipais de lotação.

Além disso, comenta que os encontros com famílias ou amigos, em casa, para as festividades de fim de ano, podem acontecer, mas é preciso avaliar o ambiente e quantidade de pessoas. “Ainda não podemos fazer festas, mas podemos encontrar alguns amigos/família. Assim como os estabelecimentos adotam medidas para seguir funcionando, seja com redução de público, formato híbrido etc., o mesmo pode ser mantido em casa. Então é importante respeitar a capacidade do ambiente para manter um distanciamento adequado”, diz.

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O professor de medicina reforça a importância de se proteger sempre que sair de casa. Lembra que, mesmo com a aplicação da vacina, as pessoas ainda podem ser contaminadas e também podem transmitir a doença, portanto a proteção deve se manter. “Os imunizantes não evitam que as pessoas se contaminem, mas podem diminuir os sintomas e as chances de óbito. Portanto, as pessoas vacinadas podem sim se contaminar e transmitir a Covid-19 para quem ainda está aguardando ser chamado na fila de vacinação”, diz. “Ainda que já seja possível frequentar locais públicos como restaurantes, academias, salões de beleza e outros, esta circulação deve ser feita com a devida proteção”, finaliza.

UNIC

Fundada em 1988, a Unic foi a primeira instituição privada de ensino superior no Mato Grosso e é uma das universidades mais conhecidas e tradicionais da região, tendo formado milhares de alunos nos cursos presencias e a distância. Com unidades em várias cidades do estado e representatividade em diversos campos de atuação, a instituição oferece cursos de extensão, graduação, pós-graduação lato sensu, além de programas de mestrado e doutorado.

De portas abertas para a comunidade, a instituição presta inúmeros serviços gratuitos à população por meio das Clínicas-Escola na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas, locais em que os acadêmicos desenvolvem os estudos práticos. Focada na excelência da integração entre ensino, pesquisa e extensão, a Unic oferece formação de qualidade e tem em seu DNA a preocupação em compartilhar o conhecimento com a sociedade também por meio de projetos e ações sociais. Em 2010, a Unic passou a integrar a Kroton. Para mais informações, acesse o link .

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Sobre a Kroton

A Kroton nasceu com a missão de transformar a vida das pessoas por meio da educação, compartilhando o conhecimento que forma cidadãos e gera oportunidades no mercado de trabalho. Parte da holding Cogna Educação, uma companhia brasileira de capital aberto dentre as principais organizações educacionais do mundo, a Kroton leva educação de qualidade a mais de 936 mil estudantes do ensino superior em todo o País. Presente em 1.672 municípios, a instituição conta com 131 unidades próprias, sob as marcas Anhanguera, Pitágoras, Unic, Uniderp, Unime e Unopar e é, há mais de 20 anos, pioneira no ensino à distância no Brasil. A Kroton possui a maior operação de polos de EAD no país, com 2.259 unidades, e oferece no ambiente digital 100% dos cursos existentes na modalidade presencial. Com a transmissão de mais de 1.000 horas de aulas a cada mês em ambientes virtuais, a Kroton trabalha para oferecer sempre a melhor experiência aos alunos, apoiando sua jornada de formação profissional para que possam alcançar seus objetivos e sonhos. Para mais informações acesse aqui.
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Saúde

Verão 2022: Saiba como aproveitar a estação sem perder a saúde

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O Verão é um dos períodos mais aguardados por milhares de brasileiros por ser uma época que todos buscam aproveitar os dias mais ensolarados, mas é preciso cuidados. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta para os riscos que a exposição solar desprotegida oferece à saúde. Isso porque o câncer de pele é o mais comum no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), e corresponde a 30% de todos os tumores malignos, sendo uma ocorrência maior do que quaisquer outros, como o câncer de próstata, mama, cólon, reto, pulmão ou estômago. O alerta é importante, inclusive, pois caso seja detectado precocemente, apresenta altos percentuais de cura. A pele é o maior órgão do nosso corpo e muitos hábitos relacionados à exposição solar em excesso e de forma desprotegida nos colocam em risco. Eles podem provocar alterações celulares, levando ao desenvolvimento do câncer de pele. Pessoas de pele clara, com pintas e manchas, idosos, quem se expôs muito ao sol e quem tem histórico de câncer de pele na família estão mais propensos a desenvolver a doença.

 Adotar medidas simples de proteção como o uso de protetor solar, todos os dias, inclusive quando tiver nublado, com fator acima de 30, assim como fazer uso de alguma proteção física, como chapéu, boné e até roupas que cubram boa parte do corpo, são fundamentais na prevenção do câncer de pele. Já pessoas de pele extremamente clara, com histórico de câncer de pele ou em tratamento estético, devem usar fator de proteção solar de 50 para cima. Idealmente, também é recomendado não se expor ao sol entre 10h e 16h. Lembrando que nenhum desses hábitos exclui a importância do acompanhamento anual e periódico com um dermatologista.  

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Uma dica importantíssima e grande foco das últimas campanhas, é o alerta sobre começar a prevenção na infância, já que o hábito de se expor ao sol em excesso é muito comum já desde essa fase. “Isso é algo que, a longo prazo, aumenta consideravelmente os riscos de desenvolvimento do câncer de pele. Além disso, as crianças que são ensinadas a utilizarem o protetor solar diariamente e que entendem a importância de se proteger do sol em horários de risco, entre 10h e 16h, tendem a se tornarem adultos mais cuidadosos. Nosso foco é que, com esses bons hábitos na infância, haja projeção para as futuras gerações, reduzindo a ocorrência do câncer de pele”, comenta a Drª Renata Bertino, Dermatologista e Docente do IDOMED (Instituto de Educação Médica).

 Vale ainda um alerta sobre o bronzeamento artificial. Ele também oferece alto risco de desenvolvimento de câncer de pele, mais do que a exposição aos raios solares, inclusive! E desde 2009, quando foram consideradas cancerígenas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), as câmaras de bronzeamento foram proibidas no Brasil, único país a ter essa iniciativa e por isso referência no combate ao câncer de pele.

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Saúde

Pesquisa CNM: 94% dos Municípios relatam crescimento preocupante de pessoas com sintomas gripais

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O crescimento de casos de Covid-19 e o aumento de pessoas com sintomas gripais foi captado pela 33ª edição da pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), primeiro levantamento de 2022, promovido entre os dias 10 e 13 de janeiro. Dos quase 2 mil Municípios que participaram do mapeamento, 93,9% apontaram o crescimento preocupante de atendimentos a pessoas com sintomas gripais em hospitais e postos de saúde.

O levantamento mostra que 1.555 (83,1%) confirmaram aumento nos casos de Covid-19 e mais de 1,1 mil (60%) prefeituras afirmaram que ocorreu o aumento no afastamento de servidores municipais por conta do coronavírus. Esta edição da pesquisa também trouxe informações sobre a gripe H3N2, que é uma variante do vírus Influenza A. Pelos dados da CNM, 1.149 (61,4%) cidades já possuem medicamentos para enfrentar a proliferação desse vírus. Na pesquisa, 529 (28,3%) localidades afirmam ter registrado casos da gripe comprovados.

Outro tema desta edição da pesquisa é o teste para detecção da Covid-19. Enquanto 1.499 (80,1%) gestores afirmam ter teste rápido para a detecção da Covid-19 disponível, outros 339 (18,1%) sinalizaram a falta dessa ferramenta de auxílio no diagnóstico. A ampla testagem pode ajudar no controle da proliferação do vírus, por isso, o Plano Nacional de Expansão de testagem para Covid-19 prometia enviar testes para os 5.568 Municípios do país, seguindo o critério populacional e o cenário epidemiológico de cada localidade. No entanto, 969 (51,8%) gestores afirmam não ter recebido apoio do governo em relação à testagem por meio do Plano; enquanto 759 (40,6%) afirmaram ter tido apoio.

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A CNM também perguntou sobre a contratação de laboratório para fazer testes por RT-PCR e 452 (24,2%) gestores afirmaram que firmaram contrato; já 1.371 (73,3%) não contam com esse tipo de contratação. Ainda sobre a testagem de pessoas com sintomas, quando o PCR é encaminhado para as redes estaduais, o resultado sai em até quatro dias para 697 (37,3%) Municípios; em 794 (42,4%) cidades, os laudos ficam prontos entre cinco a sete dias; e em apenas 295 localidades o diagnóstico leva até 15 dias.

Recursos financeiros

Uma grande preocupação que tem repercutido nas gestões municipais é a impossibilidade de execução no ano de 2022 dos recursos Coronavírus repassados em 2020. O Decreto Federal 10.579/2020 indicou que as transferências financeiras realizadas pelo Fundo Nacional de Saúde diretamente aos fundos de saúde estaduais, municipais e distrital, em 2020, para enfrentamento da pandemia de Covid-19, poderiam ser executadas pelos Entes federativos até 31 de dezembro de 2021. Segundo a pesquisa, 48,5% dos Municípios não têm registro de parte desses valores nas contas do Fundo Municipal. Já para 41,8% ainda há valores em conta e, portanto, não podem executar esses valores.

Máscara e passaporte da vacina

Sobre o uso de máscaras em ambientes públicos e privados e o passaporte sanitário, 1.828 (97,7%) Municípios mantêm a obrigatoriedade e 314 (16,8%) prefeituras publicaram decreto com alguma medida restritiva.

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VEJA O LEVANTAMENTO COMPLETO AQUI.

Acesse edições anteriores em: Biblioteca CNM – pesquisa Covid-19.

Da Agência CNM de Notícias

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Saúde

Tumor cerebral: técnica cirúrgica com paciente acordado ajuda a preservar área cognitiva

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Jovem relata adrenalina antes de realizar procedimento e poucas lembranças da cirurgia

Surgeons performing operation in operation room at the hospital

“Sempre fui fã de Grey’s Anatomy, mas nunca imaginei passar por uma cirurgia acordada. Foi muita adrenalina”. Com bom humor, Camila Rodrigues, 25 anos, relata sua experiência para retirada de um tumor no cérebro, comparando o seu caso com a série norte-americana. O procedimento realizado no Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), foi o segundo ao qual foi submetida a auxiliar administrativa que diz lembrar apenas de “alguns flashes” do que se passava no centro cirúrgico.

Camila descobriu o tumor no cérebro após uma convulsão, em 2017. Assustada, procurou vários especialistas até descobrir que o tratamento indicado era cirúrgico. “Quando fiquei sabendo que medicação não ajudava no meu caso, foi bem difícil. Passei então pelo procedimento tradicional, e precisei de quatro meses para voltar a falar normalmente. Este ano, durante consulta de acompanhamento, descobri que precisaria de nova cirurgia e foi assustador. Não queria aceitar, mas resolvi encará-la com otimismo para que o tumor não piorasse ainda mais”, conta.

O neurocirurgião Carlos Alberto Mattozo foi o cirurgião responsável pelos dois procedimentos da Camila. Ele explica que o complicador do tumor em casos como o da jovem é a posição, no lobo temporal esquerdo –  responsável pela linguagem – por isso, a cirurgia acordada é a melhor opção.

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Procedimento

Nesses casos, o paciente é sedado e dorme na primeira parte da cirurgia, enquanto é realizada a incisão e a abertura do osso do crânio. Após essa etapa, a medicação é diminuída e ele é despertado. “Estar acordado em casos assim é importante para preservarmos a parte cognitiva. São mostradas para o paciente algumas imagens usando um tablet, e feitas algumas perguntas relacionadas aos nomes dos objetos, ao mesmo tempo que fazemos estimulações elétricas para ver se existem implicações que possam causar algum tipo de sequela na função da linguagem”, explica o médico. “Quando a Camila realizou a cirurgia pela primeira vez, a gente ainda não tinha a tecnologia que dispomos hoje, que é fazer o procedimento com o paciente acordado. Já usei algumas vezes essa técnica e, embora possa parecer traumática, pacientes relatam que a experiência é tranquila”, complementa.

A cirurgia para retirada do tumor da auxiliar administrativa durou cerca de 6 horas e, em menos de uma semana, ela já estava se recuperando em casa. A jovem conta que lembra apenas de algumas imagens mostradas no centro cirúrgico. “Na primeira cirurgia, tive problemas com a fala e dessa vez foi bem mais tranquilo. Agora vou fazer radioterapia e quimioterapia para que esse tumor não volte mais”, conta. “Assim que passar essa fase, quero voltar a trabalhar e ter uma vida normal, como a de todo mundo”.

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ALMT – Campanha Fake News II

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