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Produtores rurais lotam audiência pública do Fethab milho
Produtores rurais lotam audiência pública do Fethab milho
Aprosoja-MT também estuda outras medidas de reivindicações contra a cobrança sobre a commoditie
17/07/2019
Mais de 300 produtores de soja e milho participaram da audiência pública que debateu os impactos gerados ao setor com a cobrança do Fethab Milho. A sessão foi realizada nesta terça-feira (16.07), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá, proposta pelo deputado Ulysses Moraes e contou com apoio do Movimento Mato Grosso Forte, oriundo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).
De acordo com presidente da Aprosoja Mato Grosso, Antonio Galvan, a audiência é mais uma tentativa dos produtores de sensibilizar o Governo do Estado para que a cobrança do Fethab Milho seja revogada. Segundo ele, as safras de milho raramente geram lucro aos produtores, que precisam torcer por problemas em outros centros produtivos para que haja retorno. Além disso, Galvan lembrou que a produção é importante para o Estado, pois movimenta cerca de R$ 11 bilhões, mesmo não gerando lucro a quem produz.
“Mais uma etapa do nosso Movimento Mato Grosso Forte, para tentar sensibilizar o Governo e a própria Assembleia. Nós não compactuamos com esse Fethab e nunca compactuaremos. Desde o início fomos contra mais essa taxação sobre um produto que em raras safras deixa alguma margem de lucro. Acontecendo alguma desgraça em outro lugar do mundo é que nos sobra algum pouco de renda. Já tentamos diálogo, fizemos o ato do dia 15 de maio com mais de 1.500 produtores e agora essa audiência como mais uma tentativa de por fim a essa cobrança”, afirmou Galvan.
Ainda segundo o presidente, a Aprosoja-MT também estuda outras medidas de reivindicações contra a cobrança sobre a commoditie. Dentre as propostas que serão apresentadas pelo Movimento Mato Grosso Forte para os mais de 5.900 produtores associados à entidade será a redução no plantio de milho.
“Estamos com uma proposta de redução de área e muitos produtores, cansados e insatisfeitos, com certeza irão aderir a essa ação e reduzir a área plantada. Também sairemos com a campanha para não aquisição de nenhuma máquina agrícola até o final deste ano e um possível manifesto maior com máquinas agrícolas na Capital”, afirmou.
Conforme dados apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) durante a audiência pública, somando as taxas, impostos e contribuições na soja e milho, os produtores desembolsam um total de R$ 405,31 por hectare. “Quando olhamos a cobrança na sua totalidade é muito alta e tem impactado muito na renda do produtor porque essas contribuições vêm crescendo nos últimos anos. É importante lembrar que produtor de Mato Grosso faz soja em primeira safra, paga Fethab, ICMS e todos os demais impostos atribuídos a soja. Logo após planta o milho e agora novamente os impostos. A soma disso tudo hoje dá mais de R$ 400 por hectare”, explicou Daniel Latorraca, superintendente do Imea.
Também presente na audiência pública, presidente da Aprosoja Brasil, Brartolomeu Braz, afirmou que a entidade é solidária a todas as questões que tragam prejuízos a produtores de todo país e que a luta pela retirada do Fethab Milho em Mato Grosso conta com total apoio da Associação nacional. Ele comparou ainda as ações realizadas pelos Governos de Goiás e Mato Grosso, mediante a crise brasileira.
“Sou do Estado vizinho, Goiás. Nós temos um governador que respeita o produtor rural e reconhece nossas dificuldades. Ele nos prometeu não tributar o agro porque o agro precisa de incentivos. Nós temos dados que o melhor programa social do mundo é plantar soja nos munícipios, porque os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) dessas cidades eram baixos e com a chegada da produção se tornaram altos. Estou falando de toda sociedade, de Nova Mutum, Sorriso, Primavera do Leste. Vão pesquisar o que era esses municípios antes. Vem um governador que acredita que sabe tudo e não tem coragem de mexer na gestão do seu Estado. Precisamos nos unir para enfrentar essa situação. Contem com a Aprosoja Brasil”, afirmou Braz.
Deputado estadual Ulysses Moraes afirmou que é contra qualquer tipo de taxação em qualquer setor produtivo. Ele avalia a audiência como produtiva e esclarecedora quanto aos dados apresentados que mostram a inviabilidade da cobrança do Fethab milho.
"Onde o governador quer chegar com essa postura de taxação? Porque ele não adota uma postura como a do Governo Federal, de reduzir a tributação. Entendemos que o Fethab Milho deve acabar e, para isso, pretendemos apresentar soluções legislativas e judiciais. A audiência pública foi importante para apresentar para a sociedade, diversos dados sobre esta cobrança que pode inviabilizar a cultura do milho em Mato Grosso. É preciso facilitar e estimular a produção e não cobrar ainda mais", disse o parlamentar.
Ao final da audiência o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Antonio Galvan, deixou um desafio ao Governo de Mato Grosso. “Que sente e dialogue conosco para que possa ir na mídia e falar que realmente dialogou com o setor. Mas caso não haja diálogo e se nossa solicitação (retirada do Fethab milho) não for atendida, vamos realizar um ato muito maior do que fizemos em maio. Vamos trazer nossas máquinas e parar a Capital”, finalizou Galvan.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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