Mato Grosso
Projeto da MTI é finalista em concurso nacional de inovação no setor público
Implementado pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), o projeto Conecta MT foi selecionado como finalista do “23º Concurso Inovação no Setor Público” da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), entidade vinculada ao Ministério da Economia. Esta é a segunda vez que a MTI tem um projeto reconhecido nacionalmente no mesmo concurso.
O Conecta MT teve início no ano passado e oferece acesso à internet livre nos três parques estaduais de Cuiabá. A iniciativa ficou entre os 10 finalistas da categoria “Inovação em processos organizacionais, serviços ou políticas públicas no Poder Executivo Estadual/Distrital” – e concorre com outros projetos de nove estados diferentes.
Para o responsável pelo programa, o assessor-executivo da MTI Sandro Brandão, ser um dos finalistas é um reconhecimento da importância do projeto, desenvolvido em parceria com outros órgãos públicos, como as Secretarias de Planejamento e Gestão (Seplag), Meio Ambiente (Sema), Adjunta de Comunicação (Secom) e a MT Participações e Projetos (MT Par).
“Vamos para mais uma final deste concurso muito importante no cenário nacional de inovação. A MTI já vem se reinventando com ações e projetos diferenciados para o governo. Em breve teremos muitas outras soluções para entregar e que transformarão a forma de disponibilizar serviços para toda a sociedade”, disse.
Em um ano, o Conecta MT já possibilitou que mais de 13 mil pessoas acessassem a rede wi-fi disponível nos parques Mãe Bonifácia, Zé Bolo Flô e Massairo Okamura. O acesso só foi possível por meio da parceria com a Titânia Telecom, firmada após um chamamento público para seleção de patrocínio com a iniciativa privada, e formalizada por meio de celebração de acordos de patrocínio privado direto.
“A demanda por acesso livre à internet era uma política pública que normalmente seria viabilizada por meio de aquisição do serviço pelo Governo. Na época isso era inviável devido à falta de recursos financeiros para execução. Tínhamos duas opções: pegar toda demanda e solução tecnológica para atender ao pleito e guardar numa gaveta, ou propor uma alternativa diferenciada e inovadora para que o cidadão pudesse ser beneficiado pelo serviço”, disse Sandro Brandão.
Agora a expectativa, segundo ele, é expandir o Conecta MT para demais espaços públicos sob responsabilidade do Governo do Estado, ainda neste ano, e também para as cidades do interior, por meio de cooperação com os municípios.
“A iniciativa está permitindo que o cidadão possa ter acesso à Internet para estudar, trabalhar, entretenimento, solicitação de seus direitos e cumprimento de seus deveres junto ao Governo, que está cada vez mais informatizado devido ao fenômeno da transformação digital”, afirmou.
Em 2017, a MTI venceu a 21ª edição do concurso, na mesma categoria, com o projeto de Gestão de Trânsito
Premiação
Além da categoria “Inovação em processos organizacionais, serviços ou políticas públicas no Poder Executivo Estadual/Distrital”, o concurso tem outras duas categorias: “Inovação em processos organizacionais no Poder Executivo Federal” e “ Inovação em serviços ou políticas públicas no Poder Executivo Federal”. Para cada categoria foram selecionados 10 finalistas.
Todos eles deverão passar pela avaliação final, em 10 de setembro, quando cada equipe finalista fará a apresentação oral de sua iniciativa ao Comitê Julgador, durante um evento em Brasília. Após as apresentações, o Comitê Julgador escolherá as cinco iniciativas vencedoras de cada categoria. A cerimônia de premiação acontecerá durante a 5ª Semana de Inovação, a ser realizada entre 04 a 07 de novembro.
Outras indicações
Em 2017, a MTI venceu a 21ª edição do concurso, na mesma categoria, com o projeto de Gestão de Trânsito, implantado com objetivo de assegurar o acesso rápido e consolidado dos dados de condutores e veículos do Departamento de Trânsito e Mato Grosso (Detran) para o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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