Mato Grosso
Em agenda na Bolívia, Mato Grosso define modelo de sociedade
Em uma nova rodada de trabalho, a equipe da Companhia Matogrossense de Gás (MT Gás) aprovou o estudo para a implementação da sociedade entre a estatal de Mato Grosso, e a boliviana Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB), para restabelecer o fornecimento de gás natural ao estado. A agenda ocorreu entre os dias 30 de julho e 2 de agosto em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
Conforme o presidente da MT Gás, Rafael Reis, foram apresentados os resultados do grupo de trabalho técnico formado para estudar a melhor modelagem de negócio para a sociedade, com o objetivo principal de que o acordo seja permanente, e não de fornecimento parcial ou temporário.
“Após estudos técnicos escolhemos a melhor modelagem para o negócio, com o aceite da equipe da estatal boliviana. Agora, o próximo passo será formalizar o fornecimento de gás enquanto estivermos implantando a sociedade, que demorará cerca de 12 meses”, explica, sobre o avanço na negociação.
No molde apresentado, será negociado o fornecimento de gás natural, do gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como o gás de cozinha, o gás natural liquefeito (GNL), e o gás natural comprimido (GNC). Foram analisados os aspectos legais da sociedade, o mercado potencial para o Gás, a infraestrutura e logística, ente outros pontos.
O próximo encontro para tratar do fornecimento acontecerá no Fórum Internacional de Gás, Petroquímica e Combustíveis Verdes, que será realizado entre 19 e 23 de agosto na Bolívia. Na ocasião, o presidente da MT Gás irá proferir uma palestra sobre “A importância do Gás da Bolívia na atividade de distribuição no mercado do Brasil”, à convite do governo do país vizinho.
O objetivo principal da criação da sociedade é possibilitar que Mato Grosso tenha o fornecimento de gás natural de forma ininterrupta, em um contrato firme, e com isso, possa oferecer segurança jurídica e atrair investimento para a instalação de novas indústrias em solo mato-grossense.
Além da delegação de Mato Grosso, participaram da agenda o Vice Ministro de Industrialización da Bolívia, Humberto Salinas, representantes da área técnica do Ministério de Hidrocarburos, e representantes da YFPB.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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