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Saúde mental é tema de comissão

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social debateu saúde mental em Mato Grosso com a participação da coordenadora de Ações Programáticas e Estratégicas da Secretaria Estadual de Saúde (Coapre), Luciana Gomes de Souza, e do promotor de justiça Alexandre Guedes.

Além de discutirem a visita ao Centro Integrado de Assistência Psicossocial (Ciaps) Adauto Botelho, realizada pelo colegiado no dia 30 de maio, os parlamentares assistiram a uma apresentação feita pela coordenadora do Coapre sobre a Rede de Saúde Mental em Mato Grosso.

Para Luciana Gomes de Souza, os principais problemas da rede de atendimento poderiam ser resolvidos caso a política de saúde mental fosse colocada em prática da maneira que foi planejada. “[Sem seguir o planejamento], a gente busca velhas saídas que são grandes números de internação, internação como prioridade, confinamento, isolamento de pessoas. Isso é equivocado, arbitrário e antiterapêutico”, defendeu.

“Se nós começarmos a garantir os direitos das pessoas com qualquer forma de sofrimento, incluindo o mental, em todos os níveis de atenção, da atenção básica à alta complexidade, a gente vai gerar uma possibilidade de uma população mais saudável”, apontou a coordenadora do Coapre, ressaltando a importância de se cumprir a Política Nacional de Saúde Mental.

Outras deficiências do sistema são relacionadas ao orçamento, como o número insuficiente de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e falta de unidades adequadas, como os Caps com leitos, que poderiam receber pacientes, inclusive dependentes de álcool e drogas ilícitas. O deputado Lúdio Cabral (PT) também falou sobre necessidade de capacitação dos profissionais.

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O promotor de justiça da Cidadania e especializado em saúde pública, Alexandre Guedes, afirmou que há um estigma cultural em relação à saúde mental e por isso a área acaba não sendo priorizada. “Tanto que se insiste em se manter hospitais psiquiátricos”, ilustrou Guedes, que acredita que é preciso haver leitos psiquiátricos dentro das novas unidades de saúde em geral.

Segundo o deputado Dr. Eugênio (PSB), a Assembleia pode contribuir para a melhora do quadro, por meio de emendas parlamentares às leis orçamentárias, como o Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual (LOA). O deputado Lúdio Cabral (PT), vice-presidente da comissão, também acredita que os parlamentares têm ferramentas para estruturar melhor a rede de saúde mental do estado. “Os transtornos mentais são prevalentes na população. O poder público precisa organizar serviços que tenham capacidade de acolher as pessoas em sofrimento e as famílias e nós já temos esse modelo desenhado na legislação”, destacou Cabral.

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Paulo Araújo (PP) ainda falou sobre a retomada das obras no Hospital Adauto Botelho. “O contrato foi rescindido e o estado vai iniciar novo processo licitatório realinhado às necessidades do Hospital Adauto Botelho”, disse o parlamentar. No encontro ainda foram votados oito projetos e todos receberam parecer favorável.

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Jayme Campos critica apoio de Mauro a Pivetta e diz que convenção decidirá futuro do União Brasil

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O senador Jayme Campos, em discurso ao lado do Ex-governador Mauro Mendes Crédito – Mayke Toscano/Secom

O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil), afirmou que a convenção estadual do partido, marcada para 30 de julho, definirá se a sigla terá candidatura própria nas eleições de 2026. Durante entrevista nesta terça-feira (7), ele criticou o apoio antecipado do ex-governador Mauro Mendes ao governador Otaviano Pivetta, alegando que a decisão foi anunciada sem consulta às lideranças do União Brasil. Jayme disse que manterá sua pré-candidatura e defenderá que a definição seja tomada de forma democrática pelos convencionais do partido.

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PL intensifica articulação para 2026 e reúne principais lideranças em Rondonópolis

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Senador Wellington Fagundes

O Partido Liberal (PL) realiza na próxima segunda-feira (6), às 19h, uma reunião política em Rondonópolis que marcará mais uma etapa da articulação da legenda para as eleições de 2026 em Mato Grosso. O encontro acontece na Chácara Zaeli e deve reunir filiados, lideranças e apoiadores da região sul do Estado.

Entre os participantes confirmados estão o senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo do Estado; o deputado federal José Medeiros, que disputará uma vaga no Senado; o empresário Odílio Balbinotti, pré-candidato a primeiro suplente de Medeiros; o secretário estadual do PL Zé Márcio Guedes, pré-candidato a deputado estadual; e o deputado federal Rodrigo da Zaeli, que buscará a reeleição.

Além de fortalecer a organização do partido em Rondonópolis, a reunião será utilizada para alinhar estratégias eleitorais, mobilizar a militância e ampliar o diálogo com as lideranças locais. O encontro também deve abordar o cenário político estadual e nacional, consolidando o início da pré-campanha do PL em Mato Grosso.

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Ranalli mira Cláudio Ferreira e critica prefeitos do PL por apoio a Pivetta

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Vereador afirma que lideranças eleitas com apoio do bolsonarismo estão abandonando o grupo político que as elegeu

O vereador por Cuiabá Rafael Ranalli fez duras críticas aos prefeitos filiados ao Partido Liberal (PL) que têm declarado apoio ao projeto político do governador Otaviano Pivetta para as eleições de 2026. Durante pronunciamento, o parlamentar afirmou que alguns gestores municipais estariam se afastando do grupo político responsável por suas vitórias nas urnas.

Segundo Ranalli, prefeitos eleitos com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e do eleitorado conservador agora estariam adotando um posicionamento diferente ao manifestar apoio a Pivetta. Para o vereador, essa mudança representa uma quebra de compromisso com a base que os elegeu.

Sem citar outros nomes, Ranalli direcionou as críticas ao prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, classificando sua postura como um exemplo de infidelidade política. O vereador afirmou que o comportamento é “nítido” e chegou a definir a atitude como “vergonhosa”.

As declarações ocorrem em um momento de intensificação das articulações para as eleições de 2026, quando lideranças estaduais e municipais começam a definir seus posicionamentos e alianças para a disputa pelo Governo de Mato Grosso. O episódio evidencia o clima de disputa interna no PL e o realinhamento político em torno das principais candidaturas ao Palácio Paiaguás.

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