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Na Copa do Mundo, a maior vitória continua sendo a prevenção do câncer

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Por Dr. Wilson Garcia

O Brasil entra em campo neste domingo pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A expectativa é enorme. Cada lance acelera o coração, cada gol é comemorado como uma conquista nacional. E para mim que sou médico oncologista, mas tinha o sonho de ser jogador de futebol surge a oportunidade de mesclar essa paixão e entrar em campo também.

Para conquistar um título mundial, uma seleção precisa de planejamento, treinamento, disciplina, acompanhamento médico, trabalho em equipe e muita competência técnica. Na luta contra o câncer, esses mesmos princípios fazem toda a diferença.

Assim como uma equipe não entra em campo sem preparação, ninguém deveria esperar o aparecimento dos sintomas para cuidar da própria saúde. A prevenção continua sendo a melhor estratégia. Muitos tipos de câncer podem ser evitados ou descobertos precocemente, quando as chances de cura são significativamente maiores.

Durante a Copa, falamos muito sobre condicionamento físico, alimentação equilibrada, descanso e saúde dos atletas. Esses hábitos também são fundamentais para a população em geral. Manter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente, evitar o tabagismo, consumir álcool com moderação, controlar o peso e proteger-se da exposição excessiva ao sol são atitudes que reduzem o risco de diversos tipos de câncer.

Outro ponto importante é que nenhum técnico escala sua equipe sem conhecer as condições de cada jogador. Da mesma forma, cada pessoa precisa conhecer seu histórico familiar e seguir as orientações médicas para realizar exames preventivos de acordo com sua idade, sexo e fatores de risco. Exames como mamografia, colonoscopia, exame preventivo do colo do útero e avaliação da próstata, quando indicados, são aliados importantes na detecção precoce.

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Na Copa, perder tempo pode significar perder o jogo. Na oncologia, adiar consultas e exames pode representar o avanço de uma doença que poderia ter sido tratada com muito mais eficácia se diagnosticada no início.

O espírito esportivo também nos ensina sobre superação. Milhares de pacientes enfrentam diariamente a batalha contra o câncer com coragem, determinação e esperança. Ao lado deles, trabalham equipes multidisciplinares formadas por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e tantos outros profissionais comprometidos com a qualidade de vida e o melhor tratamento possível.

Que a paixão pelo futebol também inspire uma reflexão sobre o cuidado com a saúde. Afinal, a maior conquista não é levantar uma taça, mas preservar a vida.

Nesta Copa do Mundo, vista a camisa da torcida, comemore cada gol e se emocione com o futebol. Mas lembre que o maior campeonato é aquele disputado todos os dias em favor da sua saúde. E, quando o assunto é câncer, a maior vitória sempre será conquistada antes do apito inicial.

*Dr. Wilson Garcia é médico oncologista, mastologista, cirurgião oncológico, professor e combatente da mortalidade por câncer no país.

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Ainda há tempo de reescrever sua história!

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Ulana Bruehmueller

Iniciamos o mês de julho. Cinquenta por cento do ano já se passou, e uma pergunta fica no ar: aproveitamos todo o potencial destes primeiros seis meses ou apenas deixamos os dias seguirem?

Muitas coisas aconteceram nesse período. Em nossa vida, no ambiente de trabalho, no Brasil e no mundo.

Muitas pessoas chegaram, outras partiram, projetos nasceram, alguns foram concluídos e outros ficaram pelo caminho.

E, em meio a tudo isso, qual foi a sua escolha?

A sensação que temos é de que o tempo está cada vez mais escasso. Vivemos acelerados, tentando realizar inúmeras tarefas simultaneamente, respondendo mensagens, participando de reuniões, administrando problemas e buscando resultados.

Mas será que o grande vilão é realmente o tempo? Ou a forma como escolhemos utilizá-lo?

Nas empresas, o primeiro ciclo do ano fiscal se encerrou. Os resultados do balancete do primeiro semestre já estão registrados e não podem mais ser alterados. O que passou, passou.

Mas a melhor notícia: o balanço anual de 2026 ainda está sendo escrito.

Ainda nos restam 184 dias.

São 184 novas oportunidades para rever o planejamento, corrigir rotas, elaborar novas estratégias, fortalecer equipes, desenvolver líderes, recuperar resultados, buscar novas metas e fazer diferente daquilo que não funcionou até aqui.

A vida nos apresenta circunstâncias que nem sempre podemos controlar. Não podemos mudar muitos dos cenários externos, mas podemos mudar nossa postura diante deles. E, muitas vezes, é exatamente essa mudança de atitude que transforma completamente os resultados.

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Na vida pessoal, o convite é o mesmo. Olhe um pouco mais para você.

Para sua saúde, para sua família, para seus sonhos, para seus relacionamentos e para aquilo que faz seus olhos brilharem.

Afinal, qual nota você daria para o seu desempenho na escola da vida até este momento?

Se a resposta não for aquela que você gostaria, não há motivo para desânimo.

Há motivo para ação. Reavalie, reorganize, aprenda e recomece quantas vezes forem necessárias.

Não se permita ser apenas um espectador da própria história. Assuma o papel principal. O ano ainda não terminou e talvez o melhor dele ainda esteja por acontecer.

Ulana Bruehmueller

CEO da Refrigerantes Marajá, conselheira de empresas familiares e palestrante.

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Um estado que produz tanto não pode falhar com sua juventude

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Foto- Assessoria

Mato Grosso é um estado jovem, forte e cheio de oportunidades. Somos referência nacional na produção de alimentos, atraímos investimentos e contribuímos de forma decisiva para o crescimento do Brasil. Mas nenhum indicador econômico pode nos deixar indiferentes diante de uma realidade preocupante: estamos perdendo nossos jovens para a violência.

O Atlas da Violência 2026 revela que Mato Grosso registrou 536 homicídios de jovens entre 15 e 29 anos em 2024, uma taxa de 57,2 mortes para cada 100 mil jovens, a sétima maior do país. Entre 2019 e 2024, o número de vítimas no estado cresceu 46,4%. No mesmo período, o Brasil registrou queda de 15,1% no número de homicídios de jovens. Enquanto o país avançava na redução dessas mortes, Mato Grosso caminhou na direção contrária.

Estamos falando de jovens que deveriam estar estudando, trabalhando, empreendendo e ajudando a construir o futuro do nosso estado. Enfrentar essa realidade exige mais do que reação. Exige prevenção, inteligência na segurança pública e políticas capazes de chegar antes que o crime chegue.

A violência precisa ser enfrentada com força policial, investigação, inteligência, integração entre as forças de segurança e presença efetiva do estado. Por isso, é fundamental fortalecer a segurança pública e garantir condições para que ela atue com firmeza contra o crime. Ao mesmo tempo, é preciso ampliar as oportunidades para os jovens, com educação, apoio às famílias, esporte, qualificação profissional e acesso ao primeiro emprego.

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Dados do IBGE mostram que 17,5% dos jovens brasileiros de 15 a 29 anos não estavam trabalhando, estudando ou se qualificando em 2025. Entre os jovens que abandonaram ou nunca frequentaram a escola e não concluíram o ensino médio, a necessidade de trabalhar foi o principal motivo.

Precisamos aproximar a educação da vida real e das oportunidades do mercado de trabalho. Mato Grosso deve ampliar a formação técnica e profissional, criar pontes entre escolas, institutos de ensino e empresas, fortalecer programas de primeiro emprego e garantir oportunidades também aos jovens do interior e das regiões de fronteira.

Uma política séria para a juventude precisa identificar os territórios onde a evasão escolar, o aliciamento pelo crime e a falta de oportunidades são mais graves. É justamente nesses lugares que o poder público precisa estar mais presente.

Não existe solução simples para um problema tão complexo. Segurança pública, educação, emprego, esporte, cultura e fortalecimento das famílias precisam caminhar juntos. Uma coisa, porém, é certa: abandonar nossos jovens custa muito mais caro do que investir neles.

Proteger a juventude não é apenas uma pauta de segurança pública. É uma estratégia de desenvolvimento. O futuro de Mato Grosso não será medido apenas pelo quanto produzimos, mas também pelas oportunidades que conseguimos oferecer às novas gerações. Cuidar dos nossos jovens é cuidar da nossa gente e do futuro do nosso estado.

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*Irajá Lacerda é ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária e ex-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-MT

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A seca é um teste de gestão

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Por Aluísio Metelo Junior*

A seca é um evento previsível e recorrente em todas as regiões produtoras do país. Ainda assim, muitos produtores chegam ao período crítico sem aceiros revisados, divisas limpas, estradas internas operacionais, equipes treinadas ou um plano estruturado de prevenção. Embora seja frequentemente tratada apenas como um problema climático, a seca é, na prática, um teste de gestão. Existe uma máxima que deveria orientar toda propriedade rural: na seca não se planeja, na seca se executa. O planejamento precisa ocorrer meses antes, pois quando os primeiros incêndios surgem, já é tarde para definir estratégias.

A principal barreira contra o fogo não é o caminhão-pipa, mas a manutenção preventiva da fazenda. As Resoluções nº 02 e nº 03 do COMIF reforçam que a prevenção deve fazer parte da rotina de gestão antes do período crítico, e não ser uma resposta emergencial à crise. Entre as medidas mais importantes estão os aceiros, que não podem ser vistos como mera exigência burocrática. Eles constituem a principal barreira física contra a propagação do fogo e devem ser dimensionados de acordo com a vegetação e o relevo, permanecendo limpos, contínuos e estrategicamente posicionados em divisas, reservas, florestas plantadas, lavouras e áreas de infraestrutura. Aceiros mal conservados oferecem apenas uma falsa sensação de segurança.

A segunda linha de defesa é formada pelas pessoas. Equipamentos sem operadores capacitados pouco contribuem para o combate aos incêndios e podem até aumentar os riscos. Ainda é comum a crença de que possuir um caminhão-pipa ou reservatório de água seja suficiente, mas a eficiência da resposta depende do preparo da equipe. As resoluções do COMIF destacam a importância da capacitação operacional, especialmente porque os primeiros minutos de um incêndio costumam ser decisivos para o controle das chamas.

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É importante compreender que o fogo destrói aquilo que a seca apenas castiga. Enquanto a estiagem reduz a produtividade, o incêndio pode eliminar completamente os recursos necessários para a recuperação da propriedade. Pastagens, cercas, máquinas, áreas de preservação, florestas plantadas e a própria fertilidade do solo podem ser severamente comprometidos. Em muitos casos, os prejuízos de um único incêndio superam amplamente o investimento necessário para implantar medidas preventivas.

Nesse cenário, o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF) assume papel central. O documento funciona como um verdadeiro plano de voo da propriedade durante a seca, identificando riscos, áreas sensíveis, rotas de acesso, pontos de abastecimento de água, estruturas de apoio e protocolos de atuação.

Por sua complexidade técnica e legal, o PPCIF não deve ser tratado como mera formalidade. Sua elaboração exige acompanhamento de profissional qualificado, capaz de adequar o plano à legislação vigente, dimensionar corretamente recursos e orientar ações preventivas. Mais do que um documento, o PPCIF é uma ferramenta de gestão de risco que protege o patrimônio, reduz a exposição a multas e fortalece a capacidade de resposta da propriedade.

Quando a umidade cai, os ventos aumentam e os primeiros focos aparecem, não há espaço para improviso. A seca apenas revela quais propriedades se prepararam adequadamente. Aceiros revisados, equipes treinadas, equipamentos inspecionados, estradas operacionais e um PPCIF atualizado são os elementos que definem se a propriedade estará protegida ou vulnerável diante do fogo.

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Aluísio Metelo Junior é Coronel Veterano do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, engenheiro de incêndio e especialista com mais de 30 anos de experiência em Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, ex-Presidente do Comitê Nacional de Gestão de Incêndios Florestais (CONAGIF/LIGABOM) e ex-membro do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF), CEO da Ellos Soluções Contra Incêndios Florestais.

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