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Comissão Agropecuária solicita correções de processos ao Intermat

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e de Regularização Fundiária analisou e designou relatores para 26 documentos durante a reunião da tarde de terça-feira (10), na Assembleia Legisaltiva.

Na oportunidade, o deputado Valdir Barranco (PT), que na reunião anterior havia pedido vista de seis processos envolvendo o Instituto de Terras do Estado de Mato Grosso (Intermat), devolveu apenas dois deles, sendo que, os quatro restantes aguardam resposta do próprio órgão sobre os questionamentos das irregularidades constatadas nas demarcações.

“Essas irregularidades têm sido algo recorrente desde que essa comissão iniciou os trabalhos. O Intermat não tem consultado o Incra se há ou não sobreposição nas áreas que eles estão encaminhando para a titulação. Em alguns deles, há erros grotescos de medição em áreas envolvendo assentamentos, por isso pedi a correção dos erros para depois passar pela comissão”, disse Barranco.

Após análise criteriosa da equipe técnica, o deputado encaminhou ao Intermat questionamentos sobre os processos que estão irregulares e que “faça as correções necessárias antes de enviar à Assembleia, evitando assim problemas futuros”, argumentou ele.

O presidente da comissão, deputado Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho, entende que a comissão tem função importante perante a população de Mato Grosso fazendo a sua parte nas análises dos processos de ocupação e regularização fundiária.

“Há quatro processos devolvidos para o Intermat onde foram constatadas irregularidades, após análise junto ao Incra. Então pedimos para o Intermat para que faça as correções necessárias e, posteriormente, quando estiveram corretas retornem à Casa”, detalhou Nininho.  

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Para Barranco, a Assembleia não pode correr riscos de aprovar projeto que incide sobre área federal e, consequentemente, depois sofra investigação do Ministério Público Federal.

“É uma forma de evitar problemas para os dois lados: para os assentados e, também para o Incra. Esses quatro processos estão nestas condições de irregularidades e anexamos as respostas do Incra com as respectivas anotações cartográficas com mapas”, afirmou o parlamentar.

Conforme declarações de Barranco, as irregularidades foram constatadas na documentação da Fazenda Serra Negra onde a resposta do Incra confirma que sobrepõe os assentamentos Planalto Iriri e Terra Nova II. Na Fazenda Jacutinga também há o mesmo erro, com sobreposição ao assentamento Planalto Iriri.

“Com base nisso, quero solicitar alguns requerimentos para o Incra, que relatam que há subreposição no sistema, que pretende ir à campo para verificar se existe esse problema. Tudo isso poderia ser evitado se o Intermat fizesse seu dever e expedisse os ofícios requerendo essas informações, e comprovado a sobreposição, que paralisasse a titulação dessas áreas. Trata-se de uma questão muito séria envolvendo essas áreas”, apontou ele.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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