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Mato Grosso

Atletas mato-grossenses começam disputas na maior competição escolar do país

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Depois de percorrer cerca de 1,5 mil quilômetros até Palmas, no Tocantins, estudantes mato-grossenses começaram seus confrontos em uma das fases nacionais dos Jogos Escolares da Juventude. Com boas expectativas, os jovens atletas chegaram à cidade com disposição para treinos e aquecimentos mesmo após a longa viagem. Dos estreantes aos mais experientes, todos demonstram muito entusiasmo por terem a chance de garantir o título de campeão da Regional Verde da maior competição escolar do país.

Até domingo (15.09), as 13 equipes de Mato Grosso enfrentam os times do Distrito Federal e dos sete Estados da Região Norte, nas modalidades coletivas de futsal, handebol, vôlei e basquete. As duas equipes melhor colocadas em cada modalidade, gênero e faixa etária garantem vagas para a última etapa nacional dos Jogos Escolares da Juventude, que definirá as campeãs brasileiras de 2019. 

Com a experiência de ter sido campeão brasileiro como atleta em 2010 e campeão brasileiro como técnico em 2014 e 2017, o treinador mato-grossense, Geovane Mello, acredita que mais medalhas virão. 

“Nosso time é bem novo, várias meninas são calouras na competição nacional, mas têm uma boa qualidade técnica e conseguem se adaptar bem às situações do jogo. Esperamos chegar à final e levar o título para Mato Grosso”, prevê Geovane, que hoje treina a equipe feminina de vôlei, da categoria B (12 a 14 anos) do Colégio Isaac Newton, em Cuiabá. 

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As boas perspectivas para Mato Grosso também são sentidas pelas duas goleiras do time feminino de futsal da categoria A (15 a 17 anos), Josevânia Brito e Camila Brites, ambas com outras participações na competição nacional.

“É muito bom sair representando o Estado, evoluímos e levamos nosso talento para fora. E viemos com o pensamento positivo. Temos muita chance de classificar, nosso time é muito bom, muito forte. Estamos confiantes”, enaltecem as jovens atletas da Escola Estadual 13 de maio, de Sorriso.

A goleira Josevânia, de Sorriso, na partida desta quarta-feira (12.09) – Foto por: Alexandre Loureiro/COB

Para o estudante José Carlos Guedes, pivô de basquete do Colégio Coopema de Barra do Garças, nem o nervosismo por estrear numa competição nacional tira a confiança por medalhas. 

“A maioria dos meus amigos já esteve num Brasileiro, mas eu, particularmente, estou muito nervoso por competir pela primeira vez. Mas estou confiante também, pois tivemos um bom rendimento nas etapas regionais e estaduais em Mato Grosso e treinamos muito ultimamente”, conta José Carlos, que compete na categoria B (12 a 14 anos).

As fases nacionais dos Jogos Escolares da Juventude são organizadas pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). Além da Regional Verde, da qual Mato Grosso faz parte, os outros Estados do país disputam nas Regionais Amarela e Azul. A etapa final para definir os campeões brasileiros acontecerá em novembro, em Blumenau, Santa Catarina.

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Em Mato Grosso, as etapas que classificaram as equipes para a competição nacional foram realizadas pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Campeãs estaduais, as equipes escolares que representam o Estado em Palmas são de instituições de ensino públicas e privadas de Barra do Garças, Cuiabá, Pedra Preta, Primavera do Leste, Sorriso. Confira abaixo:

CATEGORIA A – 15 A 17 ANOS

Modalidade

Escola

Município

Futsal Feminino

E.E 13 de Maio

Sorriso

Futsal Masculino

Colégio Fato

Cuiabá

Voleibol Feminino

Escola Interativa Coopema

Barra do Garças

Voleibol Masculino*

Colégio Isaac Newton

Cuiabá

Handebol Feminino

E.E 13 de Maio

Sorriso

Handebol Masculino

E.E 13 de Maio

Sorriso

Basquetebol Feminino*

Colégio Regina Pacis

Sinop

Basquetebol Masculino

Colégio Isaac Newton

Cuiabá

CATEGORIA B – 12 A 14 ANOS

Modalidade

Escola

Município

Futsal Feminino

Centro de Ensino Aquarela

Primavera do Leste

Futsal Masculino

E.E Dez de Dezembro

Pedra Preta

Voleibol Feminino

Colégio Isaac Newton

Cuiabá

Voleibol Masculino

C.E Maria Auxiliadora

Cuiabá

Handebol Feminino

Colégio Mãe da Divina Providência

Primavera do Leste

Handebol Masculino*

E.E 13 de Maio

Sorriso

Basquetebol Feminino

E.E 13 de Maio

Sorriso

Basquetebol Masculino

Escola Interativa Coopema

Barra do Garças

*Três equipes (de Cuiabá, Sorriso e Sinop) já garantiram vaga direta para a fase final na cidade catarinense por Mato Grosso ter ficado entre os cinco primeiros colocados nas modalidades durante a competição nacional do ano anterior. 

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Dia 12/09 – jogos das equipes mato-grossenses

Basquete feminino – categoria B: MT x DF  /  MT x TO

Basquete masculino – categoria B: MT x RO

Basquete masculino – categoria A: MT x DF

Futsal feminino – categoria B: MT x RO  |   MT x AP

Futsal masculino – categoria B: MT x DF

Futsal feminino – categoria A: MT x AC  |   MT x AP

Futsal masculino – categoria A: MT x DF

Handebol feminino – categoria B: MT x AP  | MT x RO

Handebol feminino – categoria A: MT x DF

Handebol masculino – categoria A: MT x TO

Voleibol feminino – categoria B: MT x RO  |  MT x DF

Voleibol masculino – categoria B: MT x AM

Voleibol feminino – categoria A: MT x AM

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Mato Grosso

Via Brasil investe R$ 16 milhões para aumentar a segurança em trecho crítico da BR-163 no Mato Grosso

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Obras de correção de traçado na Serra do Cachimbo já começaram

Foto- Assessoria

A Via Brasil BR-163, concessionária responsável pela administração de 1.009 quilômetros da BR-163/230, iniciou importantes obras de correção de traçado em três pontos estratégicos da Serra do Cachimbo, no município de Guarantã do Norte (MT).

Com investimento de aproximadamente R$ 16 milhões, as intervenções têm como principal objetivo aumentar a segurança viária, reduzir o número de acidentes e proporcionar melhores condições de tráfego em um dos trechos mais críticos da BR-163 no estado.

As obras de correção de traçado consistem em intervenções voltadas à modernização da infraestrutura e a adequação das curvas da pista, o que garantirá melhor visibilidade aos motoristas e reduzirá o risco de tombamentos.

Trecho crítico com histórico de acidentes

A Serra do Cachimbo é reconhecida como um dos pontos mais sensíveis da BR-163, com histórico de ocorrências, principalmente tombamentos de caminhões. Diante desse cenário, a Via Brasil BR-163 vem intensificando ações de segurança viária no segmento.

Como medida inicial, já foram implantados medidores de velocidade nos pontos considerados mais críticos. Agora, a concessionária avança com a correção de três curvas estratégicas, promovendo uma rodovia mais segura e confiável para todos os usuários.

Locais das intervenções

As obras de correção de traçado estão previstas para três pontos da BR-163, todos localizados no município de Guarantã do Norte:

  • Primeira curva – Km 1102+447
  • Segunda curva – Km 1103+387
  • Terceira curva – Km 1109+334
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A entrega ocorrerá em três etapas: a primeira curva tem conclusão prevista para maio, a segunda para junho e a terceira para agosto.

Sinalização e segurança durante as obras

Com foco na proteção de vidas e na segurança operacional, a Via Brasil BR-163 implantou sinalização provisória nas frentes de serviço. Seguindo as diretrizes do DNIT, placas de obras foram estrategicamente posicionadas para orientar os condutores com clareza.

Para reforçar a redução de velocidade e aumentar a percepção de risco nos trechos em obras, também foram instaladas lombadas provisórias. As medidas garantem um ambiente mais seguro tanto para os usuários da rodovia quanto para os colaboradores que atuam nas intervenções.

Ao término das obras, toda a sinalização provisória será retirada, com a plena normalização do tráfego e a entrega de um traçado mais seguro e adequado às características do trecho.

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Mato Grosso

Falta de infraestrutura impede eletrificação total em MT, aponta presidente do Sindenergia

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Carlos Garcia aponta como alternativa um modelo híbrido, que combine energia elétrica com outras fontes, como biocombustíveis e biometano
 
A eletrificação total da economia ainda está longe de ser realidade em Mato Grosso. A limitação da infraestrutura elétrica e o alto custo de expansão impedem que o estado dependa apenas de energia elétrica, o que abre espaço para o uso combinado de diferentes fontes energéticas.

O tema será um dos principais pontos do Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, que acontece nos dias 12 e 13 de maio, em Cuiabá, no UNISENAI, promovido pelo Sindenergia-MT.

Segundo o presidente do sindicato, Carlos Garcia, a transição energética no estado precisa considerar a realidade da infraestrutura disponível e o custo dos investimentos.

“Eu não consigo eletrificar o estado de uma vez só, porque não tem infraestrutura elétrica para isso. Precisaria de muito investimento e isso iria para a tarifa e a população pagaria ainda mais caro. Então não conseguimos fazer”, afirmou.

A avaliação é de que a saída passa por um modelo híbrido, que combine energia elétrica com outras fontes, como biocombustíveis e biometano, aproveitando o potencial regional de cada área do estado.

“Todas as fontes são importantes e complementares. Nenhuma delas é capaz de atender toda a demanda sozinha”, disse.

A proposta defendida pelo setor é que o estado avance em um planejamento energético regional, levando em conta as características de cada região. Em áreas com maior infraestrutura elétrica, a eletrificação pode avançar. Já em regiões com menor capacidade, alternativas como geração a partir de resíduos e biomassa ganham espaço.

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“Em locais onde não tem infraestrutura elétrica suficiente, a gente precisa trabalhar com o que tem ali. Se há potencial para biometano ou biomassa, é isso que deve ser explorado”, explicou.

O Encontro da Indústria do Setor Elétrico deve reunir representantes do setor produtivo, investidores e especialistas para discutir caminhos práticos para a transição energética em Mato Grosso, incluindo soluções que reduzam custos e evitem pressão sobre a tarifa de energia.

Além do debate técnico, o evento também busca aproximar empresas e soluções, com foco em geração de negócios e aplicação prática das tecnologias discutidas.

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Mato Grosso

Fachin nomeia Rabaneda para laboratório que mira erros judiciais

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Estrutura do Conselho Nacional de Justiça vai atuar na prevenção de falhas do sistema penal, com foco na qualificação de provas e na proteção de direitos fundamentais

Foto=- Assessoria

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, nomeou o conselheiro Ulisses Rabanedapara a presidência do Laboratório Justiça Criminal, Reparação e Não Repetição, marcando um avanço no enfrentamento dos erros judiciais no país. Instituído pela Resolução nº 659/2025, o grupo técnico foi criado com a proposta de modernizar o sistema penal brasileiro, atuando na prevenção de falhas estruturais que resultam em violações de direitos e condenações injustas.

A estrutura funcionará como um centro de inteligência, responsável por formular diretrizes nacionais, qualificar a produção de provas e analisar casos emblemáticos julgados pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e por organismos internacionais de direitos humanos.

A iniciativa foi destacada pelo ministro do STJ, Sebastião Reis Júnior, como uma mudança de paradigma ao tratar o erro judicial como um problema estrutural. Em artigo, ele cita casos emblemáticos que evidenciam falhas graves no sistema, como o Caso Evandro, no qual o tribunal reconheceu condenações baseadas em confissões obtidas sob tortura e sem provas válidas produzidas sob o contraditório.

Outro exemplo mencionado é o caso da 113 Sul (Marlon), em que houve a anulação de uma condenação mantida por anos com base quase exclusiva em elementos colhidos na fase de investigação, sem respaldo suficiente na prova judicial. Para o ministro, episódios como esses demonstram o custo humano dos erros judiciais e a necessidade de mecanismos permanentes de prevenção.

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À frente do laboratório, Rabaneda afirma que a prioridade será transformar falhas em aprendizado institucional. “Nosso objetivo é estruturar diretrizes que fortaleçam a produção de provas, protejam direitos fundamentais e reduzam o risco de condenações injustas”, disse.

Ele também destaca o caráter colaborativo da proposta, que prevê a participação de magistrados, especialistas e da sociedade civil na construção de soluções aplicáveis a todo o sistema de justiça.

Outro eixo da iniciativa é a reparação de danos causados por erros judiciais, com medidas que vão além da indenização financeira e incluem reconhecimento institucional e ações para evitar a repetição das falhas.

“Com atuação técnica e integrada, o laboratório deve consolidar uma política judiciária voltada à prevenção de erros e ao fortalecimento da confiança da sociedade na Justiça”, finaliza Rabaneda.

A proposta do laboratório também inclui a realização de oficinas, capacitações e estudos de caso, com o apoio da Rede de Inovação do Judiciário, buscando maior eficiência e padronização das práticas processuais.

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