Mato Grosso
Acadêmicos de Ciências Contábeis conhecem atuação da CGE
Estudantes de Ciências Contábeis da Universidade de Cuiabá (Unic) tiveram a oportunidade de conhecer, na noite da última sexta-feira (20.09), um pouco mais a missão, a forma de trabalho e algumas ações da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) que envolveram análises contábeis. A apresentação, realizada pelo secretário adjunto de Controle Preventivo e Auditoria da CGE-MT, José Alves Pereira Filho, fez parte da XIV Semana Contábil, promovida pela Faculdade de Ciências Contábeis e Econômicas da Unic.
Exigência da Constituição Federal e Estadual, a atividade de controle interno visa verificar a regularidade e os resultados das finanças, atividades, projetos, programas e políticas públicas.
O adjunto destacou que a atuação da Controladoria Geral tem como principal enfoque o controle preventivo para minimizar a ocorrência de erros, falhas e fraudes, bem como aprimorar a gestão pública. O controle preventivo se sobrepõe ao repressivo inclusive na fiscalização da gestão fiscal.
“Mais que um órgão de auditoria, somos uma instituição que busca auxiliar no processo de gestão por meio da realização de capacitações, emissão de orientações técnicas e execução de avaliações de controle interno. Isso porque a atuação a posteriori, em atividades típicas de detecção, pouco agrega valor, sem contar que a recuperação dos danos é mínima. Por isso, procuramos atuar de forma preventiva para assegurar a conformidade, coibir fraudes e desvios de recursos”, enfatizou.
A avaliação de controles internos, por exemplo, é realizada com foco no gerenciamento de riscos, ou seja, para “evitar ou reduzir o impacto ou a probabilidade da ocorrência de eventos de risco na execução de seus processos e atividades, que possam impedir ou dificultar o alcance de objetivos estabelecidos”, conforme descrito no Acórdão TCU 1074/2009-Plenário.

Para definir os órgãos, os processos e as atividades objetos das avaliações, a CGE utiliza como critério o nível de significância dos controles, índice estabelecido pelo somatório dos critérios de risco (possibilidade de algo acontecer), materialidade (valor financeiro), relevância (interesse social) e oportunidade (pertinência de realizar a ação em determinado momento).
“Nas avaliações, a CGE analisa os problemas, identifica as causas e apresenta recomendações de medidas a serem implementadas pelos órgãos do Poder Executivo Estadual para mitigar as causas dos problemas. A ideia é estimular e auxiliar mais de perto gestores e técnicos dos órgãos na implementação de providências necessárias e monitorar se as ações adotadas estão sendo satisfatórias”, salientou o adjunto.
Entretanto, nas hipóteses em que houver necessidade de atuação repressiva, a CGE lança mão de auditorias planejadas e auditorias especiais demandadas por órgãos de controle externo e do próprio Poder Executivo para analisar a conformidade e a legalidade das atividades e dos procedimentos.
Nessa vertente, o adjunto comentou acerca dos principais trabalhos de repercussão social executados pela CGE nos últimos 10 anos e que envolveram análises contábeis, como as auditorias na aquisição de maquinários, nas cartas de crédito, na conta única, na Santa Casa de Cuiabá, nos incentivos fiscais, na gestão de medicamentos de alto custo etc.
Novas perspectivas
O coordenador da Faculdade de Ciências Contábeis da Unic, professor Eden Praeiro, pontuou que a XIV Semana Contábil teve como objetivo evidenciar as novas perspectivas da profissão e agregar novos conhecimentos sobre o ramo da auditoria pública e privada aos acadêmicos, profissionais e convidados presentes.

Para ele, a apresentação do representante da CGE atendeu a expectativa da instituição de ensino e dos alunos. “A palestra abordou de forma clara e objetiva os procedimentos, as ferramentas e as boas práticas de auditoria realizada por profissionais da área pública. Evidenciou também as efetivas contribuições que a CGE vem trazendo para sociedade, despertando muito interesse dos alunos de Ciências Contábeis em relação ao tema proposto”, finalizou o coordenador.
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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