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Florestas Plantadas geram estoque de 4,2 bilhões de gás carbônico equivalente
O setor de florestas plantadas no Brasil gerou o estoque de 4,2 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente, em 2018. O sequestro de carbono ocorreu na área conservada pelo segmento, em uma extensão aproximada de 5,6 milhões de hectares. Outros 22,4 mil hectares de áreas degradadas foram recuperados por programas ambientais do setor.
A estimativa é da Indústria Brasileira de Árvores (IBá), que divulgou na última terça-feira (24) novo balanço do setor. O desempenho aponta que as florestas plantadas têm potencial para contribuir para o alcance das metas firmadas pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
Entre as metas assumidas pelo país estão a redução das emissões dos gases do efeito estufa em 43% em relação a 2005, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares, incentivar a integração da lavoura, pecuária e florestas (ILPF) em 5 milhões de hectares; zerar desmatamento ilegal; expandir o uso de energias renováveis e o consumo de biocombustíveis.
O balanço mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também revela que, desde 2000, o valor da produção da silvicultura supera o do extrativismo vegetal. Especialistas do Ministério da Agricultura comentam que estes dados demonstram que as florestas plantadas diminuem a demanda sobre as florestas nativas.
“O setor é a favor do meio ambiente. Hoje, a demanda industrial de madeira é suprida em 90% pelas florestas plantadas. Ou seja, estimular as florestas plantadas ameniza a pressão sobre as florestas nativas”, disse João Fagundes Salomão, coordenador-geral de Apoio à Comercialização da Agricultura Familiar, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Desenvolvimento Humano
Além do impacto positivo na questão ambiental, o setor de florestas plantadas impulsionou o desenvolvimento socioeconômico dos municípios e estados produtores de insumos florestais. Levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Mapa mostra variação positiva média de 75% no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos dez municípios que lideram o ranking de cultivo de florestas plantadas do país entre 1991 e 2010.
O IDH é uma medida que varia em uma escala de 0 a 1 para avaliar o grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida de uma região. O indicador foi desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e abrange três dimensões: renda, educação e saúde.
Em Três Lagoas (MS), município que tem a maior extensão de florestas plantadas do país (263 mil hectares), o IDH passou de 0,505, em 1991, para 0,744, em 2010, aumento de 47%. Outros quatro municípios de Mato Grosso do Sul, estado identificado pelo IBGE como o maior produtor nacional de madeira para papel e celulose, registraram crescimento superiores a 70% no IDH nas últimas décadas.
A maior variação foi identificada no Paraná, com o município de Ortigueira, que tem uma área plantada de 94 mil hectares e melhorou em 111% o IDH entre 1991 e 2010. Entre os estados, Minas Gerais foi o que alcançou a maior área plantada de florestas cultivadas para fins comerciais e o maior percentual de crescimento do IDH (+53%).
Plano Plantar Florestas
Destacar o potencial socioambiental do cultivo de florestas plantadas é um dos objetivos do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas desenvolvido pelo Ministério da Agricultura. O programa brasileiro foi aprovado este ano e atende aos objetivos do Plano Estratégico da Organização das Nações Unidas para as Florestas 2017-2030.
Por meio de uma rede de parcerias interinstitucionais, o plano pretende incentivar o setor e expandir a área de cultivo florestal no país. O plano surgiu no contexto de mudança de governança das políticas públicas relacionadas às florestas plantadas, que desde 2014 foram assumidas pelo Ministério da Agricultura.
“Estamos trazendo toda a área produtiva de florestas para um lugar só, é uma definição lógica. Essa governança melhorou e agora temos um plano que vai ajudar a impulsionar o setor. Nosso plano está alinhado com o plano da ONU que pede para plantar mais florestas no mundo. Nós fizemos um nacional e se os estados quiserem podem fazer planos estaduais”, explicou Salomão.
Informações à imprensa:
Coordenação-geral de Comunicação Social
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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