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Delegado Claudinei é contra o projeto Cota Zero da pesca

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Foto: MARCOS LOPES / ALMT

O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) participou, na última sexta-feira (27), da décima audiência pública para debater o projeto de lei (PL 668/2019) que prevê a proibição do abate e o transporte de peixe nos rios de Mato Grosso pelo período de cinco anos -conhecido como " Cota Zero". No evento, que aconteceu na Colônia de Pescadores Z-3, em Rondonópolis, o parlamentar reforçou seu posicionamento contrário à matéria.

“Essa pauta merece um estudo aprofundado. Mato Grosso tem a tradição da pesca, e com Rondonópolis não é diferente. Essa proposta, além de impactar a vida dos pescadores diretamente, também influencia na vida dos pequenos empresários que vivem do ramo da pesca, com a venda de equipamentos e isso vai impactar na questão de desemprego e renda. A pesca é um setor importante e precisamos debater esse projeto até o final, ouvindo a sociedade, comunidades. Tenho manifestado que sou contra essa proposta, pelo menos do jeito que está”, declarou Claudinei.

Para o deputado, é preciso investir nos órgãos de fiscalização, de forma a prevenir e combater a pesca predatória. “E não chegar bruscamente e impor o Cota Zero. Como os pescadores e empresários vão aguentar cinco anos praticamente com os rios fechados com a proibição da pesca? Se tiver um substitutivo integral, voltaremos a analisar nosso posicionamento, mas hoje sou contrário”, reforçou o parlamentar.

O representante dos pescadores profissionais da região, Luiz Castro, conhecido como Luiz Peixeiro, disse que se fala em fechar a pesca há muitos anos, porém, em sua opinião, para aumentar as espécies de peixes é preciso, primeiramente, cuidar das nascentes e também da retirada de acumulados de lixo nos rios.

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“As nascentes estão todas morrendo, se não houver recuperação dessas nascentes, vamos ter água aonde? E como vai ter peixes? Temos que cuidar das matas ciliares para evitar o assoreamento. Recentemente, fizemos filmagens nas margens e vimos a quantidade de gado que estão na beira do rio. Por que não fazer um projeto de lei para reflorestar as margens?”, questiona Luiz, que também sugeriu um projeto de lei no sentido de que, na época da piracema, quando rios enchem e o acumulado de lixo desce o rio, os pescadores retirem esse lixo e leve para cidade, tendo uma forma de renda desse período que não pode pescar.

O presidente da Colônia de Pescadores Z-3, Francisco Teodoro da Silva, agradeceu os presentes em especial aos deputados estaduais, que estão levando essa discussão para todo o estado. “Fico feliz de ver todos os pescadores presentes neste evento. A nossa luta é antiga e esse projeto vai trazer muitos prejuízos para nós. Por exemplo, como vamos pagar o nosso Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf )? Vamos mandar o carnê para o governo?”, indagou Francisco, lembrando que os pescadores tem acesso a linha de crédito do Pronaf.

Já o representante da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), José Olavo, afirmou que a atual gestão não tem culpa da inoperância de gestões passadas. “O governo tem tomado as medidas necessárias, realizando investimento na área de fiscalização. Adquirimos satélites para acompanhar o desmatamento, mas ainda não temos o corpo efetivo para dar sustento. O governo está fazendo o que pode e está aberto ao diálogo”, destacou Olavo.

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Também participaram do debate os deputados estaduais Thiago Silva (MDB) e Sebastião Rezende (PSC), autores da audiência pública, além do representante do senador Wellington Fagundes (PR), bem como pescadores e membros da comunidade.

VOTAÇÃO – De acordo com o cronograma definido pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, a votação do projeto Cota Zero deverá ser realizada no mês de dezembro.

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Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis

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Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria

A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.

Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.

Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.

A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.

O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.

Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.

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E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

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Foto- Assessoria

A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.

Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.

O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.

Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.

A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.

E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.

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A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.

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Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

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Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.

A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.

“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.

As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.

O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.

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Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.

“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.

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