Mato Grosso
Cuiabá sedia pela primeira vez oficina sobre normas de segurança em aeroportos
Normas de segurança aeroportuária e a gestão de operação de passageiro e aeronaves em aeroportos do país são temas da VI Oficina de Programa de Segurança Aeroportuária realizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em parceria com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). O evento ocorre até sexta-feira (04.10) na sede da secretaria, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá. Essa é a primeira vez que o treinamento da Anac acontece na capital mato-grossense.
No total, participam da capacitação oito profissionais que atuam na área de gestão de segurança aeroportuária representando os aeroportos regionais de Sinop, Alta Floresta, Barra do Garças e Rondonópolis, bem como terminais dos estados de Mato Grosso do Sul, Piauí e Tocantins. Além de representante da Socicam, empresa integrante do consórcio que arrematou a concessão de quatro aeroportos de Mato Grosso, incluindo o Marechal Rondon.
Segundo a superintendente de Desenvolvimento de Modais da Sinfra, Maksaíla Moura Campos, durante a oficina serão detalhadas as normas de segurança seguidas pela aviação civil e a forma que um aeroporto deve ser conduzido em caso de situações de urgência e emergência ou de contingenciamento. “O Programa de Segurança Aeroportuária (PSE) engloba todo o mapa do aeroporto incluindo entradas, possíveis pontos vulneráveis, áreas restritas e controladas e é aplicado em todos os aeroportos que têm voos regulares com aeronaves acima de 60 acentos”, explicou a superintendente.
Ela acrescenta que essa é uma oficina voltada exclusivamente para gestores de segurança que já passaram por cursos específicos da Anac como o básico de Segurança Contra Atos de Interferência Ilícita (AVSEC – Aviation Security) e Operador de Aeródromo. “São profissionais que atuam em áreas controladas e restritas dos aeroportos e têm conhecimento desse tipo de normas”, diz ela, complementando que partiu da Secretaria Adjunta de Concessões e Logística, da Sinfra, a articulação junto à Anac para trazer esse treinamento a Cuiabá.
Ainda conforme Maksaíla Campos, de forma geral, os participantes da capacitação receberão durante os quatro dias conhecimentos básicos para gestão das atividades de operação de passageiros e aeronaves, segurança operacional, proteção da aviação civil contra atos de interferência ilícita, ações para resposta as emergências estabelecidas no plano de emergência do aeroporto e programa de segurança aeroportuária.
O instrutor da Anac Jackson Pinheiro, que está em Cuiabá ministrando a oficina, explicou que a Anac vem utilizando esse método para uniformizar os entendimentos visando a construção dos Planos de Segurança Aeroportuária (PSA). “Quando os aeroportos já possuem planos aprovados pela Anac isso facilita a fiscalização no dia a dia. Além disso, as oficinas propiciam transmitir essa informação e criam uma aproximação da Agência com os aeroportos, com isso temos conseguimos uma maior aprovação dos planos”, destacou.
Para se ter uma ideia, prosseguiu Pinheiro, desde março com as oficinas já são 20 aeroportos com planos de segurança aprovados. “Essa é uma ajuda que a Anac pode dar de maneira mais efetiva”, pontuou.
O Gestor de Segurança AVSEC do Aeroporto de Alta Floresta, Gilbert Vaes, que está em Cuiabá para participar da programação, afirmou que o treinamento é imprescindível porque possibilita ao aeroporto, por meio do seu representante, cumprir as normas estabelecidas pela Anac. Além disso, colabora para agilizar o processo de aprovação dos Planos de Segurança pela Agência. “Como se trata de um manual de grande porte, com muitas informações específicas da área de segurança aeroportuária, que demanda análise da Anac, que é extremamente rigorosa na avaliação, essa oficina se torna fundamental”, avaliou ele.
Somado a isso, Vaes relata ainda que a capacitação proporciona ao profissional da área ter um conhecimento mais aprofundado sobre os manuais de segurança aeroportuária, o que é muito importante. “Isso nos habilita enquanto profissional a prestar serviço a outros aeroportos que estejam com problemas ou dificuldades com o manual, bem como prestar assistência técnica àqueles operadores de aeroportos que tenham dúvidas em relação ao Plano de Segurança”, concluiu ele, agradecendo a Anac e à Sinfra pelo oferecimento do curso.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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