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Mato Grosso

Governador é notificado sobre desmatamento ilegal em reserva extrativista na Amazônia

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 UNIDADE DE CONSERVAÇÃO
 A reserva extrativista Guariba-Roosevelt está sob intensa pressão de exploração ilegal e apropriação de terras

A Reserva Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt, localizada entre os municípios de Colniza e Aripuanã, única nessa categoria no Estado, está sendo alvo de invasão de terras para criação de gado, plantação de pastagem onde antes era floresta amazônica, construção de pontes ilegais para escoamento de madeira e desmatamento de cerca de 21 quilômetros quadrados somente este ano. Os dados foram coletados por uma inspeção da Secretaria de Controle Externo de Saúde e Meio Ambiente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, que esteve na unidade de conservação em maio deste ano. O relator das contas de governo do exercício de 2019, conselheiro Guilherme Maluf, notificou o governador Mauro Mendes para que encaminhe informações ao TCE/MT sobre as irregularidades encontradas no prazo de cinco dias e posteriormente apresente um Plano de Ações para regularização da unidade de conservação.

 DESMATE ILEGAL
 A unidade de Conservação sofre com danos ambientais em Mato Grosso

A Resex Guariba Roosevelt possui 164 mil hectares estabelecidos no Decreto Estadual 952/96 e os limites mais recentes haviam sido determinados no Decreto 59/2015 da unidade de conservação, que integra o Mosaico da Amazônia Meridional. Foi criada em 1996 pelo então governador Dante de Oliveira para assegurar a proteção e a subsistência de uma comunidade seringueira cuja história remonta ao primeiro ciclo da borracha, ainda no século 19. Além do látex, cerca de 300 moradores se dedicam à extração do óleo de copaíba, borracha e da castanha do Brasil – atividades cujo requisito principal é a disponibilidade de áreas preservadas de floresta amazônica.

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Conforme informações relatadas pelos auditores públicos externos da Secex Saúde e Meio Ambiente do TCE/MT na Representação de Natureza Externa (RNI) apresentada ao relator Maluf, em 2018, o Sistema de Monitoramento do Instituto de Pesquisas Espaciais – INPE (Podes, Deter e SAD) demonstrou um desmatamento ilegal de 7,4 km². Até agosto deste ano, o Sistema de Alerta do Desmatamento – SAD do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon apontou 10 km² de área desmatada na reserva extrativista.

Conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Guilherme Antonio Maluf, relator
do levantamento das ações governamentais de preservação do meio ambiente de MT

Os auditores constataram as irregularidades in loco, assim como a presença de diversas madeireiras instaladas nas adjacências da unidade de conservação, muitas ilegais. “De acordo com os dados apresentados, a Resex foi a sexta área mais desmatada entre as UCs do bioma Amazônia, apesar de ser a menor em extensão territorial. Se comparada, por exemplo, com as UCs APA Triunfo do Xingu e a Resex Chico Mendes, foi a que mais sofreu desmatamento ilegal em agosto de 2019”, diz a RNI.

Também foi verificada a existência de 12 madeireiras licenciadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente – Sema na região. Para agravar a situação, desde janeiro não foi nomeado nenhum gerente administrativo na Unidade de Conservação para atividades de gestão da unidade. “Analisando os relatórios de fiscalização emitidos pela Sema/MT, identificou-se que nenhuma operação fiscalizatória foi realizada na Resex Guariba Roosevelt em 2014, 2016 e 2018.

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Proteção

 FISCALIZAÇÃO
 Flagrante de desmatamento na reserva Reserva Extrativista (Resex) Guariba Roosevelt

Cerca de 65 famílias moradoras da Resex Guariba Roosevelt são beneficiadas com o Projeto Pacto das Águas, patrocinado pela Petrobras e que contribui para a proteção de 164 mil hectares de floresta amazônica. No primeiro semestre deste ano, os seringueiros organizados aravés da Associação dos Moradores Agroextrativistas da Resex Guariba-Roosevelt Rio Guariba (AMORARR) realizaram a primeira pesagem da safra da borracha produzida pelas duas associações dos extrativistas moradores da reserva.

Mapa
CLIQUE NO MAPA E VEJA INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES DA RESEX

De maio a agosto, os seringueiros da Guariba-Roosevelt colheram 8 toneladas de cernambi, volume que corresponde a mais de dois terços da meta para 2019. Mas, mesmo com o resultado surpreendente do primeiro semestre, a expectativa da comunidade é de que a produção total seja um pouco menor que a do ano anterior. Isto porque a safra, que geralmente vai de março a dezembro, começou atrasada devido às cheias no Rio Roosevelt.

A extração do cernambi – como é chamado o látex natural após ser extraído da seringueira – no território da reserva é uma atividade bastante importante para as comunidades ribeirinhas, pois traz autonomia para essas populações. O produto tem a garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBIO), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e o Projeto Pacto das Águas dá apoio logístico e de gestão para as comunidades, facilitando o acesso ao PGPMBIO.

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Os últimos descendentes dos Soldados da Borracha em Mato Grosso

 EXTRAÇÃO CERNAMBI  Seringueiros da Guariba-Roosevelt realizam pesagem da safra da borracha produzida pelas associações dos extrativistas moradores da reserva

O extrativismo do látex advindo da Hevea brasiliensis – a popular seringueira – é uma atividade econômica entrelaçada à cultura dessa região e à história do Brasil. A cultura da borracha na região teve início durante o Estado Novo, na década de 1930, no contexto da batalha da borracha.Conforme informações do projeto Pacto das Águas https://www.pactodasaguas.org.br/ na época, o país se comprometeu a aumentar para 100 mil toneladas por ano a produção de borracha, durante o período da Segunda Guerra Mundial. Milhares de trabalhadores, que depois ficaram conhecidos como Soldados da Borracha, foram arregimentados para essa empreitada de aumento de produção. Por consequência, 50 mil trabalhadores nordestinos foram direcionados aos seringais.

A Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt é composta por descendentes dessa migração, que ocorreu na década de 1940, portanto seriam os últimos descendentes dos Soldados da Borracha em Mato Grosso.

Apesar da borracha ser natural do Brasil, atualmente o país importa mais da metade do produto utilizado na indústria. De acordo com estimativas da Associação dos Países Produtores de Borracha Natural (ANRPC), sigla em inglês, a produção mundial de borracha natural foi de 14 milhões de toneladas em 2018 – 90% disto é oriundo da Ásia. A borracha sintética representou 52,7% da produção mundial de borrachas em 2018, totalizando 15 milhões de toneladas.

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Mato Grosso

Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

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Empresários e equipes do comércio poderão participar de palestras práticas voltadas à experiência do cliente e estratégias de conversão
O Circuito do Varejo segue ampliando sua agenda de capacitações em Mato Grosso e desembarca, no mês de junho, nos municípios de Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa. A iniciativa reúne empresários, gestores e equipes do comércio para uma programação voltada à melhoria do atendimento e ao fortalecimento das vendas presenciais e digitais.
Realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT), em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae-MT), o projeto percorre diferentes regiões do estado levando conteúdos estratégicos sobre comportamento do consumidor, experiência de compra e relacionamento com clientes.
A primeira parada será em Lucas do Rio Verde, no dia 3 de junho. Depois, o circuito segue para Alta Floresta, em 9 de junho, Colíder, no dia 11, e encerra a programação do mês em Água Boa, no dia 23. Em todas as cidades, a recepção ao público começa às 18h.
A partir das 19h30, o especialista em experiência do cliente Manoel Carlos Junior ministra a palestra “Atendimento que vende: como encantar o cliente dentro da loja”. O conteúdo apresenta estratégias para transformar o atendimento em diferencial competitivo, criando conexões com o consumidor e aumentando as oportunidades de fidelização e vendas.
Manoel Carlos Junior é curador e especialista em Customer Experience, além de autor dos livros “Experiencialize: os sete passos para transformar produtos e serviços em experiências” e “Experiencializando o Mundo: 40 histórias reais baseadas no método experiencialize”.
Na sequência, às 20h15, a empresária e business coach Uliana Ferreira conduz a palestra “Do direct ao Whatsapp: como atender e vender nos canais digitais”. A apresentação aborda técnicas para estruturar o atendimento online, fortalecer a comunicação digital e converter interações em vendas por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens.
Uliana Ferreira é CEO do Grupo Dona, fundador do Instituto A Dona do Negócio e autora do livro best-seller “A Dona do Negócio”. A especialista atua com consultoria e aceleração de resultados para empresas e projetos de empreendedorismo feminino.
As inscrições são limitadas e podem ser feitas pela internet, na plataforma Sympla. Para participar, os interessados devem doar 5 quilos de alimentos não perecíveis no dia do evento. As arrecadações serão destinadas ao programa Sesc Mesa Brasil.
Serviço:
 
Evento Circuito do Varejo 2026
 
Inscrições: Ingresso solidário de 5 kg de alimentos não perecíveis
Lucas do Rio Verde
Data: 3 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Sebrae em Lucas do Rio Verde, Avenida Pará, 484-s –
Alvorada, Lucas do Rio Verde
Inscrições:  via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-lucas-do-rioverde/3412816)
Alta Floresta
Data: 9 de junho, a partir das 18h
Local: Teatro Agostinho Bizinotto – Centro Cultural, Travessa C-A, Alta Floresta
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-altafloresta/3405873)
Colíder
Data: 11 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Amazonia ACIC – R. Luiz Aldori Neves Fernandes, 745 – Centro, Colíder
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicaocolIder/3405768)
Água Boa
Data: 23 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório da Associação Comercial de Água Boa (Aceab) – R. Nove, 338 – Centro, Água Boa
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-aguaboa/3405939)
O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
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Mato Grosso

Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

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Foto- Assessoria

Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.

Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.

As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.

Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.

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Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.

Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.

Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.

Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.

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A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.

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Mato Grosso

Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.

A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.

Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.

De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.

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As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.

“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.

Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

Foto: Reprodução. 

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