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Assembleia Legislativa discute serviços  prestados pela Energisa em Mato Grosso

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), afirmou hoje (15), durante audiência pública, que a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI da Energisa vai aprofundar nas análises das contas, dos atendimentos e na redução de investimentos que a concessionária vem executando em todo o Estado.

“A CPI vai levar tudo que for apurado para a Aneel. Não acho que seja surpresa a criação da CPI para investigar a concessionária. Acho que não é surpresa. Surpresa é ficar desatento a tantas reclamações que tem. A insatisfação é generalizada. A Energisa não pode tratar o povo com desprezo”, disse Botelho.

O diretor-presidente da concessionária de Distribuidora de Energia S.A, Riberto José Barbanera, afirmou que a empresa foi pega de surpresa, mas vai prestar todos os esclarecimentos que forem solicitados pela CPI. “Não há nada a esconder pela concessionária. O Grupo Energisa está há 114 anos operando no setor elétrico brasileiro. Nenhuma empresa se sustenta por tanto tempo se não for séria”, disse.   

Em todo o Estado existem mais de 1.400 de unidades consumidoras. A Energisa está em Mato Grosso desde 2014, e nesse período de quatro anos já fez um investimento que chega a quase R$ 3 bilhões. Hoje a empresa, segundo Barbanera, tem mais de 2.500 funcionários, sem contar os terceirizados.

De acordo com Barbanena, a energia elétrica cobrada em Mato Grosso é a 23ª mais cara de todo o país. “Tem 22 concessionárias no Brasil praticando uma tarifa mais cara que a Energisa de Mato Grosso. Aqui, o Estado é muito grande e a população é pequena, por isso a tarifa da energia tem que ser rateada entre os consumidores, isso acaba encarecendo o preço final da energia”, explicou o diretor-presidente.

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Ele descartou a possibilidade de o Estado reduzir em curto prazo o valor da energia cobrado em Mato Grosso. Segundo Barbanena, a revisão da tarifa acontece a cada cinco anos, e a última foi feita em 2018, e a próxima será em 2023.

“De 2019 a 2022, a concessionária aplica índice de reajuste de inflação aqui (INPC). A Energisa é apenas um agente arrecadador, se o ICMS for reduzido há uma possibilidade de curto prazo. Mas no que compete a Energisa-MT, em 2023, existe uma possibilidade. Antes disso a correção é feita pela inflação”, disso Barbanena.

Questionado sobre a possível dívida de R$ 800 milhões que a Energisa tem com o Estado, Barbanera afirmou que dívida é hoje de R$ 550 milhões. A dívida é de 2009 a 2013,  portanto  antes de a Energisa chegar em Mato Grosso, em 2014.  Segundo ele, a dívida é da Cemat que era controlada pelo Grupo Rede e sob a intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo o diretor-presidente, em 2009, houve uma liminar proferida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso impedindo a cobrança de ICMS sobre a demanda de grandes clientes industriais.

“Diferente da residência, as grandes indústrias pagam pelo consumo e paga pela demanda, e a decisão liminar proibiu a cobrança em cima da demanda. A empresa ficou cinco anos sem fazer isso, obedecendo a liminar, até que a mesma foi derrubada, quando a empresa voltou a cobrar. Não era uma divida da Energisa e nem da Cemat. A dívida era dos grandes clientes que tiveram uma energia utilizada e não pagaram o ICMS”, disse Barbanera.

De acordo com o diretor-presidente da Energisa, as empresas são ligadas a “Federação das Indústrias de Mato Grosso. Desde 2016, a Energisa está negociando com o Estado a quitação dessa dívida de forma administrativa. A Energisa tem que cobrar dos clientes e repassar o ICMS para o Estado. São dívidas que têm mais de cinco anos e prescreveram. A Energisa está discutindo a melhor forma de fazer isso. Mas fomos surpreendidos com a judicialização disso pelo Governo do estado”, explicou.

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O presidente do Sindicato dos Urbanitários do Estado de Mato Grosso, Dillon Caporossi, afirmou que é contra os aumentos abusivos na conta da energia elétrica em Mato Grosso. Em 2014, quando a Energisa chegou no Estado, a empresa tinha 3.200 trabalhadores (próprios e terceirizados). Nesse ínterim, o quadro funcional foi reduzido para 3.250 funcionários. Em 2018, a Energisa obteve um lucro da ordem de R$ 427 milhões.

“As redes de distribuição elétrica aumentaram mais de 70 mil quilômetros. Como você atende isso, diminuindo o número de trabalhadores. Por isso, a população está revoltada. Os trabalhadores da Energisa sofrem ameaças até com arma de fogo, como se fossem o culpado dessa cobrança abusiva”, disse.

Caporossi entregou para o presidente Eduardo Botelho documentos que relatam que os funcionários da Energisa estão sendo ameaçados. No polo Coxipó, um cliente foi armado na agência. “Isso não justifica, forçando as equipes o atenderem. Até hoje a Energisa não tomou nenhuma providência. Está brincando com a vida das pessoas. Não vamos aceitar isso”, disse.

A secretária adjunta dos Direitos do Consumidor do Procon/MT, Gisela Simona, afirmou que a Energisa continua sendo a empresa mais reclamada junto ao órgão de fiscalização. De acordo com Simona, somado os Procons estadual e os municipais têm mais de 19 mil reclamações – números relativos ao período compreendido entre 2018 até o último dia 30 de setembro.

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“A maior reclamação é pela má representação dos serviços e também o setor regulatório que acaba sendo protetivo para o mercado de energia elétrica. Nesse caso, há algumas inconsistências na hora da exigência do código de proteção do consumidor. Um dos exemplos é o grande número de faturas por média. Por isso há um acúmulo de consumo, gerando prejuízo ao consumidor”, destacou.

Questionada sobre o que mais pesa na fatura da energia elétrica ser o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), Gisela Simona disse que “esse imposto é escalonado e por isso há uma necessidade de o Estado revê-lo, porque a faixa que pega o maior grupo da população gera uma incidência de 25% de ICMS, o que pesa para o consumidor”, destacou.

O presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso – Ager/MT, Fábio Calmon, disse que nenhum consumidor da energia em Mato Grosso está contente com o serviço prestado pela atual concessionária. Se o tivesse, a Assembleia Legislativa não teria criado uma CPI para apuras possíveis denúncias feitas pelo Procon e pelo Sindicato dos Urbanitários de Mato Grosso.

 “A Ager tem um convênio com Aneel, que é o órgão competente para regular o valor da tarifa da energia. Mas a Ager fiscaliza os serviços prestados pela Energisa em todo o estado. Infelizmente, a agência tem um corpo técnico de apenas três analistas reguladores para todo o estado. Por isso, a Ager precisa unir forças para com o Procon e com a Assembleia Legislativa para trazer isso a limpo”, diz  

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Ex-vereador João Moto Táxi anuncia desfiliação do PT em Rondonópolis

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Foto- Assesoria

O ex-vereador de Rondonópolis, João Garcia de Souza, conhecido como João Moto Táxi, oficializou seu pedido de desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT) no município.

Em carta encaminhada ao Diretório Municipal do PT de Rondonópolis, João afirmou que a decisão foi tomada com “profundo pesar”, destacando a trajetória histórica da sigla na defesa dos trabalhadores, da justiça social e da inclusão social.

Apesar da saída do partido, o ex-parlamentar ressaltou que continua reconhecendo a importância de projetos sociais e políticas públicas implementadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando as ações como fundamentais para a redução das desigualdades e reconstrução social do país.

No documento, João Moto Táxi atribui a desfiliação a divergências políticas no âmbito municipal, além da “quebra de confiança em determinadas conduções e posicionamentos”, fatores que, segundo ele, tornaram inviável sua permanência na legenda.

“Ainda que com tremenda dor e sentimento de frustração, compreendo que o mais coerente neste momento é seguir em frente por outros caminhos”, afirmou no texto.

Ao final da carta, o ex-vereador agradeceu aos militantes e companheiros de partido pelas experiências compartilhadas durante o período de militância e desejou que o PT continue contribuindo para o fortalecimento da democracia e das pautas sociais no Brasil.

O pedido de desfiliação foi datado em 17 de maio de 2026, em Rondonópolis.

Veja carta de desfiliação:

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Ao Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Rondonópolis – MT

Eu, João Garcia de Souza, venho, por meio desta, formalizar meu pedido de desfiliação dos quadros do Partido dos Trabalhadores (PT).

Trata-se de uma decisão extremamente difícil e carregada de profundo pesar, sobretudo por toda a trajetória histórica construída pelo partido na defesa dos trabalhadores, da justiça social e da inclusão dos setores mais vulneráveis da sociedade brasileira.

Registro que permaneço reconhecendo e concordando com importantes projetos sociais, políticas públicas e avanços promovidos pelo governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os quais considero fundamentais para a redução das desigualdades e para a reconstrução social do país.

Entretanto, em âmbito municipal, acontecimentos recentes, divergências políticas e, sobretudo, a quebra de confiança em determinadas conduções e posicionamentos tornaram inviável minha permanência na legenda. Ainda que com tremenda dor e sentimento de frustração, compreendo que o mais coerente neste momento é seguir em frente por outros caminhos.

Agradeço aos companheiros e companheiras com quem compartilhei experiências, debates e lutas ao longo deste período de militância, desejando que o partido siga contribuindo para o fortalecimento da democracia e das pautas sociais no Brasil.

Sem mais para o momento,

Rondonópolis – MT, 17 de maio de 2026.

João Garcia de Souza

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Presidente da APER destaca atuação de Irajá Lacerda contra abusos no crédito rural

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Entidade do RS reconhece atuação do ex-secretário executivo do Mapa; ferramenta implementada em sua gestão ajudou produtor a suspender execução judicial

Foto- Assessoria

O presidente da Associação dos Produtores Empresários Rurais do Rio Grande do Sul (APER), Arlei Romeiro, fez um agradecimento público ao ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Irajá Lacerda, pela atuação em defesa de produtores rurais diante de relatos de irregularidades e abusos na execução das políticas públicas de crédito rural.

Segundo o dirigente, produtores têm relatado dificuldades para acessar o direito ao alongamento de custeios e investimentos em casos de frustração de safra ou problemas de comercialização. “A instituição não concede essa prorrogação e, em vez disso, induz o produtor a contratar outro tipo de crédito, como uma CCB – Cédula de Crédito Bancário, uma confissão de dívida ou até mesmo uma CPR – Cédula de Produtor Rural, com taxas de juros muito mais altas”.

O presidente informa que as denúncias foram levadas a diversos órgãos e que a entidade encontrou apoio institucional no Ministério da Agricultura durante a atuação de Irajá Lacerda na Secretaria Executiva. “O jovem secretário teve a coragem de enfrentar o sistema, implementar uma auditoria no Mapa e produzir um relatório robusto, com provas materiais e depoimentos de vários produtores rurais, reforçando e comprovando as denúncias que a APER vinha fazendo”, destaca ele.

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O reconhecimento vem acompanhado de um resultado concreto: um produtor rural gaúcho conseguiu suspender judicialmente uma execução indevida e ter seu nome retirado dos cadastros de inadimplência graças ao atestado VMG (Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de Grãos), implementado durante atuação de Irajá Lacerda no Mapa. O atestado é uma ferramenta baseada em inteligência artificial e tecnologias geoespaciais que permite comprovar boas práticas agrícolas e eventos climáticos nas propriedades rurais.

O ex-secretário do Mapa explica que o produtor havia pedido o alongamento da dívida após sofrer prejuízos provocados por evento climático, mas teve a solicitação negada pela instituição financeira e acabou sendo executado.

“Esse produtor não deixou de cumprir seu compromisso porque quis. Ele enfrentou um evento climático, teve prejuízo na safra e precisava comprovar isso. Com o atestado VMG, conseguiu levar esses fatos ao Judiciário, suspender a execução e retirar a negativação do nome. Hoje, ele pode voltar a buscar crédito e tocar sua atividade produtiva. Isso me dá a sensação de que valeu a pena fazer esses enfrentamentos”, afirma Irajá ao relatar o caso.

Para ele, o episódio reforça a importância de garantir segurança jurídica ao produtor, especialmente quando há frustração de safra ou dificuldade real de cumprimento das obrigações financeiras. “Quando o produtor enfrenta essas situações, não pode ser empurrado para uma dívida ainda mais pesada. O papel do poder público é ouvir, fiscalizar e garantir que as políticas de crédito rural sejam cumpridas com justiça e transparência”, enfatiza.

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Em seu depoimento, o presidente da APER também defende que o crédito rural seja tratado como uma questão de Estado, e não como pauta político-partidária. Irajá reforça a mesma linha e afirma que a defesa do produtor rural deve estar acima de qualquer disputa ideológica.

“Enquanto estive no Mapa, minha atuação sempre foi pautada na defesa do produtor rural, porque defender o produtor é defender a produção, a segurança alimentar, o emprego e o desenvolvimento do país. Isso independe de ideologia política ou partidária. O que pode ser corrigido deve ser enfrentado com coragem, responsabilidade e cumprimento da lei”, completa o ex-secretário.

*Foto: Irajá Lacerda quando ocupava o cargo de Secretário Executivo do Mapa

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Zé Medeiros cresce em nova pesquisa e se consolida entre os favoritos ao Senado em MT

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O instituto ganhou destaque após acertar a vitória de Abílio Brunini em Cuiabá nas eleições de 2024

Foto- Assessoria


Nova pesquisa do Instituto Veritá mostra crescimento do deputado federal José Medeiros (PL) na corrida ao Senado. O levantamento, realizado entre os dias 26 e 30 de abril de 2026, com 1.220 eleitores de Mato Grosso, consolida o parlamentar entre os principais candidatos do estado.

Os números demonstram um avanço significativo em relação ao levantamento divulgado no início de abril pelo próprio Instituto Veritá. Na pesquisa estimulada, Medeiros apareceu com 29,5% das intenções de voto, um crescimento expressivo em relação aos 22,2% da pesquisa anterior. Com isso, reduziu drasticamente a distância para o governador Mauro Mendes, que aparece com 30,7%.

Já na espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Medeiros saltou de 18% para 23,7% das intenções de voto válidas em apenas um mês, ampliando sua presença no eleitorado.

No segundo voto estimulado para o Senado, Medeiros também aparece consolidado, com 19,5%, mantendo competitividade em um cenário de duas vagas em disputa.

Os números reforçam o avanço do parlamentar no estado e demonstram o fortalecimento de sua candidatura junto ao eleitorado conservador e bolsonarista de Mato Grosso.

Para José Medeiros, o resultado da pesquisa reflete a preocupação da população com o futuro do Brasil e demonstra que o eleitorado está atento à importância da eleição para o Senado.

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“Fico feliz com os números de uma pesquisa séria e respeitada. Recebo esse resultado com alegria e responsabilidade. Essa eleição será decisiva para o futuro do Brasil, e a população percebe isso. Vamos trabalhar para eleger um Senado de direita, comprometido com a democracia, a liberdade e a Constituição”, afirmou Zé Medeiros.

O deputado também ressaltou que continuará defendendo a liberdade dos presos do 8 de janeiro e trabalhando pelo equilíbrio entre os Poderes.

“A pesquisa mais importante é a da urna. Vamos continuar trabalhando por Mato Grosso e fazer os enfrentamentos necessários, inclusive sobre os desmandos do STF, para que a nossa democracia volte à normalidade”, concluiu.

Crédito da foto: Pedro Paulo
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