Política MT
Botelho critica serviços de energia e pede respeito ao consumidor
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), cobrou respeito ao povo de Mato Grosso e chamou a atenção ao número exorbitante de reclamações sobre a qualidade dos serviços prestados pela Concessionária de Serviços Públicos de Fornecimento de Energia Elétrica – Energisa/MT. As declarações de Botelho foram feitas nesta terça-feira (15), no Plenário das Deliberações da ALMT, durante audiência púbica requerida por ele que debateu o assunto com a participação do Procon MT, vereadores e segmentos do setor.
“O povo de Mato Grosso não vai aceitar esse tipo de usurpação. Respeite o povo de Mato Grosso. Há insatisfação generalizada. Nesta audiência oportunizamos para fazer as explanações e levar as reclamações para que a concessionária entenda que precisa mudar”, afirmou Botelho.
Sobre a criação da CPI da Energisa, proposta pelo deputado Elizeu Nascimento, Botelho reafirmou a importância do trabalho que será realizado por essa comissão. “Como presidente não posso propor a CPI, mas articulamos com alguns deputados para montar a CPI da Energia para que possamos entrar mais a fundo na questão das contas, do atendimento, da redução da estrutura da Energisa. Enfim, no descaso com o consumidor de um modo geral”, afirmou o presidente.
Em resposta ao diretor-presidente da Energisa, Riberto José Barbanera, que falou à imprensa que foi surpreendido pela criação da CPI e que compete a Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel e Ministério das Minas e Energia discutir essa concessão, Botelho disse que a comissão parlamentar de inquérito é importante porque levará a apuração ao conhecimento da Aneel.
“Acho uma fala muito ruim do presidente. Acho que ele devia começar a respeitar o Parlamento e principalmente respeitar o povo de Mato Grosso. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) tem sim importância importância e todas as deliberações apontadas aqui serão encaminhadas a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que disse que vai estar aqui conosco. Então, ele já está começando errado em falar que a CPI não tem importância”, afirmou Botelho.
A superintendente do Procon de Mato Grosso, Gisela Simona, relatou informações inerentes às reclamações chamando a atenção para a péssima qualidade dos serviços prestados pela concessionária, que segundo ela, é extremamente prejudicial ao consumidor.
Destacou que em 2018, o Procon MT recebeu 5.787 reclamações sobre energia elétrica e mais 4.749 por cobranças indevidas ou abusivas. Já neste ano, até setembro foram registradas 4.828 reclamações sobre energia e mais 4.023 sobre cobranças indevidas ou abusivas.
Gisela detalhou que, conforme o Procon, os problemas são: má prestação de serviço por pequena mão de ora (leitura, atendimento presencial, telefônico e cumprimento das ordens de serviços); falta de transparência na fatura; falta de informação para o consumidor, baixa renda, leitura plurimensal, eficiência energética, etc; contrato de concessão com vantagens exageradas ao fornecedor (IGPM/ IPCA); realização de procedimentos unilaterais sem informações adequada ao consumidor sem direito ao contraditório e defesa; ambiente regulatório extremamente prejudicial ao consumidor – exclui o risco do negócio das empresas do setor elétrico; meta de DEC e FEC extremamente alta para Mato Grosso e escalonamento do ICMS precisa ser revisto.
“Nosso apoio a CPI no sentido que busque alternativas que venham resolver questões do consumidor. Fica aqui nosso chamado para saber do consumidor o que está acontecendo em suas casas através do site oficial WWW.consumidor.gov.br e pelo email [email protected]”, conclamou Gisela.
Da mesma forma, Dillon Caporossi, presidente do Sindicato dos Urbanitários de Mato Grosso – Stiu/MT, destacou os inúmeros problemas relacionados à Energisa. Lembrou que uma indústria, em Várzea Grande, ficou sem energia devido ao temporal ocorrido no último fim de semana, e a concessionária não resolveu em tempo hábil o restabelecimento de energia. Questionou a redução do efetivo e que os poucos trabalhadores que atendem a grande demanda, são ameaçados.
“A Energisa maquia os números. Fechou agência da Morada da Serra, da estrada de Santo Antônio de Leverger e outras para dificultar o acesso do povo. Para arrancar dinheiro da população de Mato Grosso. Arrancou call center e transferiu para Euzédio, no Ceará. Agora, temos informações que os empregados quando pegam ‘gato’ o cálculo era feito aqui, mas que serão transferidos não sabemos pra onde. Ora, retira emprego do nosso povo, manda pra outros estados. Não é possível uma empresa ter milhões de lucro e deixar pessoas sem energia por dias”, disse, Caporossi, ao acrescentar que a Energisa opera num ciclo vicioso.
Energisa – Conforme o diretor-presidente da Energisa, Riberto José Barbanera, desde que assumiu o controle da energia em Mato Grosso, o Grupo Energisa investiu em melhorias da qualidade do serviço prestado no valor de R$ 3,5 bilhões de 2012 a 2019.
“Desde que chegamos ao estado em 2014 já foram mais de três bilhões de investimentos. O setor elétrico remunera a distribuidora pelos investimentos que ela faz. Então, se quero mais investimentos tenho que entender que esse investimento vem na tarifa. A gente tem um ponto de equilíbrio entre investimento e qualidade. Somos estimulados pela legislação federal a buscar eficiência. Outra forma é combater a inadimplência e os chamados gatos ou furtos de energia. A gente consegue traduzir isso para o bom cliente reduzindo a tarifa dele”.
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
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