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Mapa participa de capacitação de peritos agrícolas do Proagro no Paraná
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) participou de curso do Proagro sobre comprovação de perdas realizado pela Associação Paranaense de Planejamento Agropecuário (Apepa), em parceria com o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/PR), em Londrina, Cascavel, Francisco Beltrão, Campo Mourão e Ponta Grossa, na semana de 14 a 17 de outubro. Participaram das atividades cerca de 350 profissionais que receberam informações sobre as normas do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).
Rodrigo Machado de França, da Coordenação do Seguro da Agricultura Familiar da Secretaria de Política Agrícola, explicou que o objetivo é levar conhecimento para que o perito possa analisar a comprovação de perdas com maior qualidade. “Isso ajuda a diminuir o risco de pagamentos indevidos ou indeferimentos de pedidos do Proagro, representando indenizações justa a todo o sistema e aos produtores rurais. Para que tenhamos mais eficiência, é importante que o perito conheça todas as disposições do manual (MCR item 16) que está disponível no site do Banco Central”, disse.
Pedro Loyola, diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola, destacou que a verificação de perdas será fiscalizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nas propriedades rurais beneficiadas pelo Proagro, por meio de levantamentos sobre a operacionalização do programa e atuação dos agentes financeiros e dos encarregados de realizar a comprovação de perdas junto aos agricultores. “Técnicos da Conab estão percorrendo as lavouras desde setembro para conferir os dados declarados pelos peritos encarregados pela comprovação de perdas nas áreas amparadas pelo programa”, afirmou.
Segundo Loyola, o trabalho de supervisão será ampliado nos próximos meses com a criação do Cadastro Nacional dos Encarregados dos Serviços de Comprovação de Perdas (CNEC), em novembro. “Ganhará mais força a supervisão para controlar adequadamente a qualidade dos serviços dos peritos, instituições financeiras e companhias de seguros no âmbito do Proagro e do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). As fiscalizações serão rigorosas com quem cometer irregularidades”.
O presidente da Apepa, Daniel Roberto Galafassi, destacou a importância dos procedimentos de comprovação de perdas constantes no Manual de Crédito Rural do Banco Central, “para que os participantes possam atuar como técnicos encarregados de comprovação de perdas, realizando o trabalho de forma criteriosa”. “Os cinco eventos realizados no Paraná propiciaram aos profissionais peritos agrícolas uma atualização para a melhoria da qualidade dos serviços prestados, além de informar as ações desenvolvidas pelo Mapa “.
Proagro
O Proagro garante o pagamento das operações de crédito rural de custeio, quando a liquidação destes contratos é dificultada pela ocorrência de fenômenos naturais, pragas e doenças sem métodos difundidos de controle que atinjam as lavouras. As normas do Proagro são aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e codificadas no Manual de Crédito Rural (MCR – item 16), que é divulgado pelo Banco Central do Brasil.
O programa é custeado por recursos alocados pela União e dos provenientes da taxa que o produtor rural paga, chamado de adicional, ou seja, o custo para aderir ao Proagro. Em 2004, foi criado o Proagro Mais, destinado a atender os produtores vinculados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) nas operações de custeio agrícola, que passou a cobrir também as parcelas de custeio rural e investimento, financiadas ou de recursos próprios.
O Proagro é administrado pelo Banco Central e operado por seus agentes, representados pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural, as quais contratam as operações de custeio e se encarregam de formalizar a adesão do mutuário ao programa, da cobrança do adicional, das análises dos processos e da decisão dos pedidos de cobertura, do encaminhamento dos recursos à Comissão Especial de Recursos (CER), dos pagamentos e registros das despesas.
Quando o pedido de cobertura do Proagro é negado pelo agente financeiro, o produtor pode recorrer à CER, única instância administrativa do programa. São 30 dias para apresentação do recurso, a contar da data em que o beneficiário tiver ciência da decisão do agente. A secretaria executiva do CER está ligada ao Ministério da Agricultura.
O Banco Central, administrador do Proagro, age com rigor para efetuar as indenizações em caso de ocorrência de sinistros, considerando fielmente as normas do Manual de Crédito Rural.
Informações à imprensa
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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