Mato Grosso
Rotam e Força Tática prendem quatro suspeitos de tráfico de drogas durante fim de semana
Policiais militares do batalhões da Força Tática e de Ronda Ostensiva Tático (Rotam) prenderam quatro homens por tráfico de drogas, nos bairros Jonas Pinheiro, Praeiro, CPA 2 e Doutor Fábio, em Cuiabá, de sexta-feira a este domingo (22 a 24.11).
Em uma das ocorrências, os policiais foram informados por meio de denúncia, que C.A.S. (32 anos) estaria traficando drogas, no bairro Jonas Pinheiro. Os policiais viram quando o suspeito saiu de casa, em uma motocicleta Honda CG Fan 150, e o abordaram. Com ele, havia meio tablete de maconha. Dentro da residência, os policiais encontraram, atrás da geladeira, uma espingarda de pressão, que o homem disse não saber da procedência.

Droga apreendida no CPA 2 Foto: PMMT
O segundo B.O., cuja ocorrência foi registrada no bairro Doutor Fábio, relata a prisão do suspeito W.V.F.M. (20) e apreensão de um adolescente de 16 anos. A dupla estava em uma motocicleta Honda Biz preta e passou por vistoria policial, em que foram encontradas 15 porções de maconha no baú do veículo.
Questionado pelos militares, o homem disse que vendia o entorpecente pelo bairro e que em casa teria mais. No imóvel, foram encontradas 54 porções de maconha dentro de um panela na geladeira, além de uma balança.
No bairro CPA 2, os policiais detiveram E.I.S. (31), com um prato com pasta base de cocaína e diversos produtos usados na mistura do entorpecente. A prisão ocorreu durante patrulhamento pelo bairro.
No bairro Praieiro, os militares estavam em ronda quando viram H.L.B. (21) em uma motocicleta Honda Bros vermelha, sem placa. Durante abordagem, os agentes encontraram uma porção de maconha e o homem confessou ter mais entorpecentes em sua casa, onde foram encontradas mais quatro porções da mesma droga.

Droga apreendida no bairo Jonas Pinheiro Foto: PMMT
Serviço
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do disque-denúncia 0800.65.3939. Nesse número, sem custo de ligação, qualquer cidadão pode informar situações suspeitas ou crimes. Exemplos: a presença de foragidos da Justiça com mandado de prisão em aberto e ponto de venda de droga.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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