Mato Grosso
Seduc assina convênio para beneficiar 41 escolas do campo de 16 municípios
Nesta sexta-feira (13.12), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) assinou um convênio com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) que vai beneficiar cerca de 17 mil pessoas, entre alunos, profissionais da educação e comunidade escolar. O convênio foi firmado pelo secretário adjunto Executivo da Pasta, Alan Porto, para participar do programa MT Produtivo – Hortas Escolares.
Segundo o secretário, participam do convênio 41 escolas estaduais do campo de 16 municípios que receberão entre R$ 2.500 e R$ 5 mil para cada unidade escolar. Serão disponibilizados R$ 175 mil via Plano de Desenvolvimento da Escola.
“Participam escolas que já possuem hortas, que serão otimizadas e outras que ainda não tem que serão implantadas”, destaca Alan Porto. O Programa já está no plano de ação das escolas contempladas e será executado já no próximo ano letivo.
“As hortas vão produzir legumes e verduras, mas o foco principal é o conhecimento que é gerado pelo trabalho produzido dentro e fora da horta. A produção vai para a alimentação escolar de cada unidade. O excedente, o aluno poderá levar para casa e ser distribuído para a comunidade escolar”, complementa. Serão distribuídas cartilhas para professores e alunos sobre a importância da horta escolar desenvolvendo um trabalho interdisciplinar.
O objetivo principal do Programa MT Produtivo – Hortas Escolares é o desenvolvimento da agricultura familiar.
Participam escolas dos municípios de Acorizal, Água Boa, Alto Paraguai, Barão de Melgaço, Barra do Bugres, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Mirassol D’Oeste, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Porto dos Gaúchos, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger, Sinop, Tangará da Serra e Várzea Grande.
Assistência
De acordo com o presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Renato Loffi, os técnicos orientam os alunos como construir canteiros para sementeiras de verduras que necessitam de transplante de mudas e canteiras para semeadura de hortaliças permanentes.
Além disso, antes de qualquer ação é realizada a análise de solo e, em seguida, a correção com calcário, esterco e adubação química. “A horta pedagógica, além de servir para reforçar a alimentação escolar, educa para as boas práticas da produção sustentável”, assinala.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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