Mato Grosso
Sinfra fecha ano com 140 ações entre obras e serviços em todas as regiões e MT
Nos últimos 11 meses, o Governo do Estado de Mato Grosso enfrentou uma das piores crises financeiras da história, inclusive com decretação de situação de calamidade. Mesmo diante do cenário crítico, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) encerra 2019 com balanço positivo. De janeiro a novembro, já são cerca de 140 ações, entre obras e serviços, sendo tocadas com investimentos de 460 milhões, oriundos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) Commodities e recursos de programas de financiamento.
O montante de ações executadas pela pasta engloba obras rodoviárias (estradas e pontes), pavimentação urbana, além de convênios firmados com prefeituras, associações e consórcios para construção e reforma de pontes, manutenção de estradas pavimentadas e não pavimentadas e construção de estradas novas.
Somente na área de obras rodoviárias, carro-chefe da pasta, as obras executadas durante o ano somam 103, sendo que 37 delas já estão concluídas. São contratos de pavimentação e restauração/revitalização de rodovias, além de pontes, totalizando mais de 1.200 quilômetros atendidos.
Do montante de mais de 100 obras rodoviárias, ao menos 70% integram o pacote de 114 ordens de serviço autorizadas pelo governador Mauro Mendes no mês de março, visando a retomada de obras e o andamento de contratos. Também entram nessa lista a renovação de 10 contratos para manutenção de rodovias já pavimentadas.
O resultado, segundo o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, é fruto de uma gestão focada, no planejamento, na transparência e no controle dos gastos públicos. Em menos de 12 meses, prossegue o titular da pasta, foi possível retomar obras rodoviárias que se arrastam há mais de oito anos oriundas de programas de financiamento e selar convênios com prefeituras, associações e consórcios, levando melhorias de infraestrutura a todas as regiões do Estado.
Ainda, conforme Marcelo de Oliveira, o ano foi de muito trabalho, primeiramente, devido também à fusão da Sinfra com a Secretaria de Estado das Cidades (Secid) e à herança do passivo das obras da Copa do Mundo.
“Mas também foi um ano de muita coragem por parte do governador Mauro Mendes, que propôs leis aprovadas pelos deputados estaduais e que nos deram condições de trabalho ao longo de 2019, entre elas o novo Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Quero inclusive agradecer aos nossos parlamentares o apoio dado logo no início da gestão”, destacou.
Asfalto
O titular da Infraestrutura acrescentou ainda que boa parte do esforço da equipe da Sinfra na área de obras rodoviárias esteve concentrado em destravar os programas de financiamento que foram herdados das duas gestões anteriores do Governo do Estado.
Entre os programas abrangidos estão o MT Integrado, criado para interligar as cidades mato-grossenses por meio de rodovias asfaltadas; o Prodestur, que tem como alvo a realização de investimentos de infraestrutura nas regiões que formam o chamado “Corredor Turístico”; o Pró-concreto, destinado à construção de pontes de concreto no Estado; e o Restaura – voltado à restauração de rodovias.
“Essa não é uma herança que credito como salutar. Estamos empregando os recursos do Fethab em reajustamentos e aditivos, pois tratam-se de projetos antigos e de obras que foram licitadas 2011 e 2012 e que estamos pagando hoje. Isso gerou um desgaste muito grande, mas estamos vencendo”, explicou ele.

Incluindo os quatro programas, entre obras concluídas, em andamento e a licitar são 58 referentes a pontes, 32, de pavimentação e 12, de restauração. A previsão da pasta é que os programas Pró-Restaura e o Pró-Concreto sejam concluídos no próximo ano. Somente o MT Integrado ficará para finalização em 2021.
De acordo com informações da Sinfra, Mato Grosso possui hoje 25,229 mil quilômetros de rodovias não-pavimentadas, 7.203 mil quilômetros de rodovias pavimentadas e que precisam de manutenção regular, além de 2 mil pontes de madeira para serem substituídas por pontes de concreto. A atuação da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística consiste no desafio de amenizar esse panorama.
“Estamos trabalhando para isso e os resultados começam a aparecer. Nas áreas de pavimentação e restauração de vias, entre obras concluídas e em andamento, nós temos mais de 1.100 quilômetros com ações da Sinfra. Isso é um feito inédito”, pontuou.
Os trabalhos em rodovias pavimentadas abrangem 550 quilômetros, considerando obras executadas e em execução. Os outros 550 quilômetros são referentes a restauração de estradas, incluindo serviços em andamento e finalizados.
“Temos ainda 49 obras de pontes, sendo 25 entregues e 23 em execução. Também estamos atuando em rodovias não pavimentadas, com mais de oito mil quilômetros de manutenção nas nove regiões que dividimos o Estado”, descreveu o titular da Sinfra.
Convênios
Paralelamente aos trabalhos para conclusão dos programas de financiamento, o Governo do Estado, por meio da Sinfra, atua ainda para melhorar as condições das estradas não pavimentadas e levar infraestrutura aos locais mais distantes de Mato Grosso. Nessas regiões, a secretaria prioriza a formalização de convênios com prefeituras municipais, associações (principalmente de produtores) e consórcios. Em 2019, foram 15 novas parcerias para garantir obras e serviços nos municípios.
Dentre os convênios celebrados estão contemplados 4 para manutenção de rodovias não pavimentadas, três para construção de pontes de concreto, 3 voltados à recuperação e restauração de estradas sem asfalto, 2 de pavimentação e outros 3 de fornecimento de óleo diesel para serviços de conservação de rodovias.

Os investimentos projetados para atender as atuais parcerias são da ordem de R$ 33,26 milhões oriundos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), alcançando 800 quilômetros entre obras e serviços.
Entre os novos parceiros estão as prefeituras de Aripuanã, Carlinda, Barra do Bugres, Tapurah, Nova Santa Helena, Reserva do Cabaçal, Tabaporã, Nova Brasilândia, Nova Maringá, São José do Rio Claro, Torixoréu, Querência, Vera, Ipiranga do Norte e Juína.
Somando a isso, a Sinfra tem em andamento 17 parcerias e convênios com consórcios, associações e prefeituras atendendo mais de sete mil quilômetros de rodovias não pavimentadas, com manutenção, restauração, construção de pontes e pavimentação de estradas.
“Realizamos atualmente, em parceria com as prefeituras, associações e consórcios, a manutenção de oito mil quilômetros de rodovias (entre novas e antigas parcerias) não pavimentadas nas nove regiões que dividimos o Estado, para garantir maior trafegabilidade, segurança à população e o transporte da produção”, pontuou Marcelo de Oliveira.
Imagem da MT-244 – pavimentação em parceria com a Associação Agrologística
Pavimentação Urbana
Quanto à pavimentação urbana, a Sinfra também tem contratos em andamento. São quatro no total. Três deles foram retomados neste ano e preveem o asfaltamento de ruas em 14 bairros de Cuiabá e Várzea Grande, num total de 150,68 mil metros quadrados e R$ 29,94 milhões em investimentos.
Entre as localidades atendidas na capital, com serviços de pavimentação e drenagem, estão o Jardim Gramado, Cohab São Gonçalo, Parque Geórgia, Recanto dos Pássaros (nas proximidades do condomínio Belvedere), Planalto, entre outros. Também integra a lista a pavimentação da Avenida Universitária, no bairro Chapéu do Sol, em Várzea Grande.
“As obras dos bairros Jardim Gramado e Recanto dos Pássaros estavam paradas quando a atual gestão do Governo do Estado assumiu no início de 2019. Agora, estão na reta final e serão entregues no início de 2020”, disse o secretário.
O quarto contrato em execução foi firmado em 2019 e prevê a revitalização de estacionamentos e calçadas do Centro Político Administrativo (CPA), chegando a 102,097 mil metros quadrados de obras. A obra está orçada em R$ 1,34 milhão.
Obra de estacionamento e calçadas no Centro Político Administrativo (CPA)
Mato Grosso
Via Brasil investe R$ 16 milhões para aumentar a segurança em trecho crítico da BR-163 no Mato Grosso
Obras de correção de traçado na Serra do Cachimbo já começaram

Foto- Assessoria
A Via Brasil BR-163, concessionária responsável pela administração de 1.009 quilômetros da BR-163/230, iniciou importantes obras de correção de traçado em três pontos estratégicos da Serra do Cachimbo, no município de Guarantã do Norte (MT).
Com investimento de aproximadamente R$ 16 milhões, as intervenções têm como principal objetivo aumentar a segurança viária, reduzir o número de acidentes e proporcionar melhores condições de tráfego em um dos trechos mais críticos da BR-163 no estado.
As obras de correção de traçado consistem em intervenções voltadas à modernização da infraestrutura e a adequação das curvas da pista, o que garantirá melhor visibilidade aos motoristas e reduzirá o risco de tombamentos.
Trecho crítico com histórico de acidentes
A Serra do Cachimbo é reconhecida como um dos pontos mais sensíveis da BR-163, com histórico de ocorrências, principalmente tombamentos de caminhões. Diante desse cenário, a Via Brasil BR-163 vem intensificando ações de segurança viária no segmento.
Como medida inicial, já foram implantados medidores de velocidade nos pontos considerados mais críticos. Agora, a concessionária avança com a correção de três curvas estratégicas, promovendo uma rodovia mais segura e confiável para todos os usuários.
Locais das intervenções
As obras de correção de traçado estão previstas para três pontos da BR-163, todos localizados no município de Guarantã do Norte:
- Primeira curva – Km 1102+447
- Segunda curva – Km 1103+387
- Terceira curva – Km 1109+334
A entrega ocorrerá em três etapas: a primeira curva tem conclusão prevista para maio, a segunda para junho e a terceira para agosto.
Sinalização e segurança durante as obras
Com foco na proteção de vidas e na segurança operacional, a Via Brasil BR-163 implantou sinalização provisória nas frentes de serviço. Seguindo as diretrizes do DNIT, placas de obras foram estrategicamente posicionadas para orientar os condutores com clareza.
Para reforçar a redução de velocidade e aumentar a percepção de risco nos trechos em obras, também foram instaladas lombadas provisórias. As medidas garantem um ambiente mais seguro tanto para os usuários da rodovia quanto para os colaboradores que atuam nas intervenções.
Ao término das obras, toda a sinalização provisória será retirada, com a plena normalização do tráfego e a entrega de um traçado mais seguro e adequado às características do trecho.
Mato Grosso
Falta de infraestrutura impede eletrificação total em MT, aponta presidente do Sindenergia

O tema será um dos principais pontos do Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, que acontece nos dias 12 e 13 de maio, em Cuiabá, no UNISENAI, promovido pelo Sindenergia-MT.
Segundo o presidente do sindicato, Carlos Garcia, a transição energética no estado precisa considerar a realidade da infraestrutura disponível e o custo dos investimentos.
“Eu não consigo eletrificar o estado de uma vez só, porque não tem infraestrutura elétrica para isso. Precisaria de muito investimento e isso iria para a tarifa e a população pagaria ainda mais caro. Então não conseguimos fazer”, afirmou.
A avaliação é de que a saída passa por um modelo híbrido, que combine energia elétrica com outras fontes, como biocombustíveis e biometano, aproveitando o potencial regional de cada área do estado.
“Todas as fontes são importantes e complementares. Nenhuma delas é capaz de atender toda a demanda sozinha”, disse.
A proposta defendida pelo setor é que o estado avance em um planejamento energético regional, levando em conta as características de cada região. Em áreas com maior infraestrutura elétrica, a eletrificação pode avançar. Já em regiões com menor capacidade, alternativas como geração a partir de resíduos e biomassa ganham espaço.
“Em locais onde não tem infraestrutura elétrica suficiente, a gente precisa trabalhar com o que tem ali. Se há potencial para biometano ou biomassa, é isso que deve ser explorado”, explicou.
O Encontro da Indústria do Setor Elétrico deve reunir representantes do setor produtivo, investidores e especialistas para discutir caminhos práticos para a transição energética em Mato Grosso, incluindo soluções que reduzam custos e evitem pressão sobre a tarifa de energia.
Além do debate técnico, o evento também busca aproximar empresas e soluções, com foco em geração de negócios e aplicação prática das tecnologias discutidas.
Mato Grosso
Fachin nomeia Rabaneda para laboratório que mira erros judiciais
Estrutura do Conselho Nacional de Justiça vai atuar na prevenção de falhas do sistema penal, com foco na qualificação de provas e na proteção de direitos fundamentais

Foto=- Assessoria
O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, nomeou o conselheiro Ulisses Rabanedapara a presidência do Laboratório Justiça Criminal, Reparação e Não Repetição, marcando um avanço no enfrentamento dos erros judiciais no país. Instituído pela Resolução nº 659/2025, o grupo técnico foi criado com a proposta de modernizar o sistema penal brasileiro, atuando na prevenção de falhas estruturais que resultam em violações de direitos e condenações injustas.
A estrutura funcionará como um centro de inteligência, responsável por formular diretrizes nacionais, qualificar a produção de provas e analisar casos emblemáticos julgados pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e por organismos internacionais de direitos humanos.
A iniciativa foi destacada pelo ministro do STJ, Sebastião Reis Júnior, como uma mudança de paradigma ao tratar o erro judicial como um problema estrutural. Em artigo, ele cita casos emblemáticos que evidenciam falhas graves no sistema, como o Caso Evandro, no qual o tribunal reconheceu condenações baseadas em confissões obtidas sob tortura e sem provas válidas produzidas sob o contraditório.
Outro exemplo mencionado é o caso da 113 Sul (Marlon), em que houve a anulação de uma condenação mantida por anos com base quase exclusiva em elementos colhidos na fase de investigação, sem respaldo suficiente na prova judicial. Para o ministro, episódios como esses demonstram o custo humano dos erros judiciais e a necessidade de mecanismos permanentes de prevenção.
À frente do laboratório, Rabaneda afirma que a prioridade será transformar falhas em aprendizado institucional. “Nosso objetivo é estruturar diretrizes que fortaleçam a produção de provas, protejam direitos fundamentais e reduzam o risco de condenações injustas”, disse.
Ele também destaca o caráter colaborativo da proposta, que prevê a participação de magistrados, especialistas e da sociedade civil na construção de soluções aplicáveis a todo o sistema de justiça.
Outro eixo da iniciativa é a reparação de danos causados por erros judiciais, com medidas que vão além da indenização financeira e incluem reconhecimento institucional e ações para evitar a repetição das falhas.
“Com atuação técnica e integrada, o laboratório deve consolidar uma política judiciária voltada à prevenção de erros e ao fortalecimento da confiança da sociedade na Justiça”, finaliza Rabaneda.
A proposta do laboratório também inclui a realização de oficinas, capacitações e estudos de caso, com o apoio da Rede de Inovação do Judiciário, buscando maior eficiência e padronização das práticas processuais.
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