Mato Grosso
CGE participa de curso promovido pelo Tribunal de Contas sobre atuação em concessões e PPPs
Com o objetivo de aprimorar e fortalecer os trabalhos da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), especificamente, no âmbito de auditoria e controle preventivo, os auditores do órgão de controle interno do Governo de Mato Grosso participaram, neste mês de dezembro, do Treinamento Especializado sobre Engenharia Econômica I e II, realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
A meta do treinamento foi o aperfeiçoamento do conhecimento do corpo técnico responsável pela atuação nos processos de concessões e parcerias públicas e privadas (PPPs), no que se refere aos aspectos financeiros e à viabilidade econômica.
No que concerne à Controladoria, o auditor da CGE Christian Pizzatto de Moura menciona os métodos apresentados podem contribuir na melhoria da apuração e otimização as análises, avaliações e orientações dos trabalhos de auditoria e controle feitas para o Poder Executivo Estadual.
“O poder público pode alcançar o objetivo na concessão de serviços e exploração de bens oferecendo preços de forma a remunerar de forma justa o capital empregado, bem como, identificando se existe viabilidade econômica até mesmo para a Administração executar obras diretamente”, argumenta o auditor.
A metodologia permite, por suas ferramentas, fazer uma análise do cenário, prever riscos e fazer comparações de alternativas. “Em resumo, emprega-se a engenharia econômica para avaliar a partir da comparação de alternativas qual a melhor opção para a realização de investimento, mediante licitação pela Lei nº 8.666/1993 ou concessão ou parceria pública e privada para alcançar investimento privado, com respectiva exploração”, explica Pizzatto.
Os métodos da engenharia econômica podem ser aplicados para analisar e avaliar, a título de exemplo, concessões de rodovias e renovação de concessão de serviços públicos, como de transporte público. O curso foi ministrado pelos professores Edson de Oliveira Pamplona e José Arnaldo Barro Montevechi, da Universidade Federal de Itajubá (MG).
Além de Pizzatto, participaram do treinamento os auditores do Estado: Paulo Farias Nazareth Netto, Renan José Duarte Batista, Silvio Leite de Barros Filho e Marcelo Henrique da Silva Soares.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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