Mato Grosso
Aquamat na Estrada percorre Mato Grosso para fomentar a atividade de piscicultura
A Associação dos Aquicultores do Estado de Mato Grosso (Aquamat) iniciou no último sábado (22/09) em Rondonópolis, o projeto “Aquamat na Estrada 2018”, que vai percorrer os sete principais polos de produção de peixe no estado. A primeira etapa contou com a participação de cerca de 60 piscicultores, que receberam por meio de palestras informações sobre a cadeia produtiva.
O presidente da Aquamat, Daniel Garcia de Carvalho Melo avaliou positivamente a primeira etapa e espera a mesma participação dos produtores de peixes nas próximas regiões a serem visitadas pelo “Aquamat na Estrada 2018”. “Foi um evento ótimo onde tivemos a grande presença de muitas pessoas, com os produtores com grande interesse de saber sobre piscicultura, como licenciamento ambiental, beneficiamento de pescado, suprimentos, legalidade da atividade, enfim com muitos questionamentos o que nos deixa muito satisfeito com essa primeira etapa”, disse.
No estado são cadastrados no Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) 2.560 produtores, o que refletiu em uma produção em 2017 de 62.000 toneladas de peixes superando a capacidade de abate dos nove frigoríficos ativos em Mato Grosso que é de 54.000 toneladas/ano.
Dentro das orientações repassadas aos produtores, o coordenador de defesa sanitária animal do Indea-MT, João Marcelo Brandini Néspoli destacou a importância do cadastro da propriedade e da atividade junto ao órgão. “Se o piscicultor tiver uma lamina d’água de até cinco hectares basta este cadastramento no Indea, mas se ultrapassar este limite ele terá que obter o licenciamento ambiental da secretaria estadual de Meio Ambiente. Outro ponto a ser observado pelo produtor é a expedição da guia de transito animal, mesmo que o transporte para o estabelecimento de processamento seja feito no gelo, o GTA é fornecido pelo serviço de inspeção federal, estadual e municipal”, explicou.
O “Aquamat na Estrada 2018”, ainda percorrerá as cidades de Alta Floresta, Tangará da Serra, Sorriso, Barra do Garças e São Felix do Araguaia.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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