Política MT
Claudinei busca soluções com o governador para normalizar a situação financeira da Santa Casa de Rondonópolis
As principais demandas da instituição filantrópica foram passadas ao governador Mauro Mendes para encontrar as devidas soluções

Delegado Claudinei intervém para solucionar a situação financeira da Santa Casa- Foto: Assessoria
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), recebeu demandas relacionadas à situação financeira da Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis, nesta quinta-feira (18), por parte do deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) juntamente com os parlamentares Max Russi (PSB), Nininho (PSD) e Sebastião Rezende (PSC). Também, estiveram presentes os representantes da instituição filantrópica, o deputado federal Neri Geller (PP) e os secretários da Casa Civil e de Saúde, respectivamente, Mauro Carvalho e Gilberto Figueiredo.
“Na verdade, essa é a nossa terceira reunião junto com o pessoal da Santa Casa para chegarmos hoje, ter este encontro com o governador Mauro Mendes, para tentarmos solucionar a atualização das tabelas de serviços da unidade de saúde que estão defasados há anos, verificar a possibilidade da abertura de mais 20 leitos de UTI Covid-19 e aumentar o repasse do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (Feef) que tiveram redução este ano. Este encontro foi bastante produtivo”, explica Claudinei.
Contratualização
A Santa Casa de Rondonópolis é referência por atender 19 municípios das regiões sul e sudeste de Mato Grosso, sendo que 90% do atendimento é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o empresário e representante do SOS Santa Casa, Odílio Balbinotti Filho, na reunião foi debatido a alternativa da instituição contratualizar diretamente com a gestão de Mato Grosso, sem a necessidade dos valores oriundos do governo estadual e federal serem repassados diretamente para a prefeitura de Rondonópolis.
“Digo isso, para evitar a retenção dos valores na prefeitura, sendo que é repassado para o Fundo Municipal de Saúde. Não sabemos por quais motivos eles têm dificuldades de encaminhar o dinheiro em tempo hábil e a Santa Casa acaba sofrendo pelos atrasos, pois o dinheiro fica parado na conta da prefeitura. Só que há uma burocracia e trâmites a serem atendidos para que isso se concretize, mas seria fantástico se conseguíssemos que os pagamentos fossem feitos diretamente à filantrópica”, comenta Odílio.

Reunião entre deputados, representantes da Santa Casa e governador Mauro Mendes- Foto: Assessoria
Tabela SUS
O representante do SOS explica que a instituição filantrópica realiza o atendimento de média e alta complexidades, sendo que a tabela com preços pelos serviços prestados com os pagamentos realizados pelos governos estadual e federal estão defasados. Ele ressalva que a esfera federal não atualiza os valores desde 2003. “A partir de 2003, a responsabilidade para complementar e atualizar as tabelas de serviços contratados junto as filantrópicas ficaram a cargo dos estados e municípios. O Governo Federal começou a repassar para os estados e municípios valores destinados a saúde e que serviriam para o complemento destas tabelas.”, esclarece.
Ele salienta que essa situação foi apresentada ao governador e expôs a necessidade de uma recomposição urgente para evitar que a Santa Casa continue tendo prejuízos com a tabela desatualizada. “No caso da UTI (Unidade de Terapia Intensiva), é contratada pelo governo federal, Estado e o município. A Santa Casa recebe o fixo da federal, do município é zero, mas na parte do estado que cabe a ele. Em 2017, tivemos uma redução nos valores que é pago nas UTIs. Em abril de 2020, houve um reajuste, mas continua baixo, ainda o pagamento está abaixo do custo”, detalha.
Leitos UTI
Odílio comentou que foi bem complicada a abertura dos 20 leitos de UTI Covid-19 que foram instalados por etapas. “Agora, a gente viu o desespero. A superlotação por causa da pandemia. A Santa Casa vê que precisa ajudar mais ainda, e mesmo com grande dificuldade se disponibilizou a ajudar o poder público e a população. Pedimos para dar essa sustentabilidade e o reajuste dos valores dos serviços prestados, pois a Santa Casa não tem condição de ampliar, mas é possível ter mais 20 leitos de UTI Covid-19 devido ter profissionais e espaço físico. Mas, a instituição não tem dinheiro para fazer a montagem com equipamentos, como os respiradores, monitores e bombas de infusão”, frisa o empresário que informa que o governo estadual ficou de verificar como conseguiria os equipamentos, pois estão em falta.
Feef
O Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (Feef), baseado na Lei estadual n.º 10.709/2018, atende as instituições filantrópicas que são contempladas com o repasse de 20% dos valores. “A Santa Casa recolhia R$ 5 milhões por ano, caiu para cerca de R$ 2 milhões. Teve uma grande redução com a mudança da legislação e mudanças administrativas implementadas pelo Estado. Levamos ao governador e teve uma proposta de aumentar o fundo, ter uma recomposição para a Santa Casa e todos os hospitais que foram prejudicados e vai precisar da Assembleia Legislativa”, explica o representante do SOS Santa Casa.
As expectativas com a reunião foram positivas por parte da diretoria da Santa Casa, José Osiris Hoeppner e Sinésio Alvarenga e da superintendente Bianca Talita Franco, que agradeceram os deputados que agendaram com o governador e, principalmente, por reconhecerem a Santa Casa como uma instituição que presta serviços com excelência e a maneira que ela toca os serviços. “Agradecemos aos deputados estaduais que estavam lá. Foi muito bacana que mostrou a união e a força política. A gente sabia que não teríamos uma decisão na hora, mas deixa a gente animado”, expõe Odílio.
Entidade – A Santa Casa Rondonópolis oferece serviços de atendimento adulto e infantil e realiza diversos tipos de cirurgias e de diagnóstico (raio-x, tomografia e ultrassonografia). Vale ressaltar que na região sul de Mato Grosso, dos 49 leitos de UTI Covid-19 contratualizados com o governo estadual, 20 leitos pertencem a essa instituição filantrópica.
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.






