Política MT
MT poderá adotar cadastro de cuidadores de idosos, crianças e deficientes
Profissionais que trabalham ou cuidam de crianças, adolescentes, idosos e deficientes além de cuidadores profissionais que possam vir a precisar de substituto em alguns dias, ou pessoas e famílias que necessitam desses serviços poderão, em breve, contar com um cadastro para facilitar o encontro e garantir segurança na escolha da pessoa. Serão inscritos no cadastro estadual os profissionais que trabalham ou cuidam de crianças, adolescentes, idosos e deficientes. Os interessados e cadastrados, deverão ofertar serviços e apoios à crianças, adolescentes, idosos e pessoas com perda de autonomia funcional ou em situação de dependência para o exercício de atividades básicas ou instrumentais da vida diária. Tudo isso está previsto no Projeto de Lei 03/2018, que está apto para a primeira votação nos próximos dias.
Os profissionais cadastrados poderão ser acionados a qualquer momento para suprir intervalos de repouso, descanso, alimentação e necessidade de ausência temporária de cuidadores ou atendentes pessoais. Ou seja, poderão oferecer serviços e apoios, entre outros, de assistência doméstica, cuidados pessoais e manutenção residencial; provisão e preparação de refeições; acompanhamento em atividades dentro e fora da residência e transporte para atividades fora da residência.
Caso o projeto seja aprovado, o interessado deverá preencher o requisito de ter feito treinamento básico para cuidador, além de comprovar idoneidade, com apresentação de certidão de antecedentes criminais fornecida pela Justiça Federal e Estadual. Será negado o registro do requerente que possuir condenação penal transitada em julgado por crime com pena de reclusão. “É necessário que a legislação mato-grossense contemple esse cadastro de profissionais com rigidez, tendo em vista a fragilidade das pessoas com as quais estes profissionais trabalham e a necessidade da melhora contínua na proteção específica a elas”, defende o autor do projeto, deputado Guilherme Maluf (PSDB).
“Nos últimos anos, temos assistido diversos casos de violência e abusos contra menores, idosos e deficientes, muitas dessas ocorrências são praticadas por pessoas que trabalham ou cuidam desses indivíduos, valendo-se da fragilidade apresentada pelas vítimas e pelo fácil acesso a elas. A criação do cadastro tem a meta de reduzir os índices de agressão e violência, além de evitar que pessoas condenadas por crimes com pena de reclusão trabalhem ou cuidem de crianças, adolescentes, idosos e deficientes, exigindo-se, assim, maior rigor na contratação desses profissionais”, explica o parlamentar.
Essa medida já é adotada, com sucesso, em outros ordenamentos jurídicos, em países como Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Em Mato Grosso a lei deverá entrar em vigor quando da sansão pelo governo e publicação no diário oficial.
Tramitação – O projeto foi apresentado no Legislativo em fevereiro de 2018, recebeu parecer favorável do relator, deputado Sebastião Rezende (PSC) na Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Amparo à Criança ao Adolescente e ao Idoso e está apto à primeira apreciação pelo plenário. Depois deve seguir para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação e retorna ao plenário para segundo e última votação. Em seguida, vai ao governo para sansão ou veto. Se for sancionada, é publicada e passa avigorar, se for vetado, volta ao Parlamento para apreciação do veto.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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