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REAJUSTES -“O secretário-chefe da Casa Civil tem que sair da bolha e começar a dialogar”, diz Claudinei que tratou sobre a RGA

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Delegado Claudinei sugeriu que a Casa de Leis e o Fórum Sindical discutam diretamente com o governo de Mato Grosso sobre o pagamento da RGA

Foto: Assessoria

A pedido de representantes do Fórum Sindical, o secretário de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag), Basílio Bezerra, marcou presença na Assembleia Legislativa, na última quarta-feira (23), para discutir a situação do pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) de 2019 e 2020. O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) mostrou preocupação com a falta de reajustes nos salários e sugeriu ao presidente da Casa de Leis, Maxi Russi (PSB), a realização de uma discussão junto ao governador Mauro Mendes (DEM), secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, e o secretário de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo, para chegarem a uma definição.

Basílio apresentou informações técnicas e posicionou que a gestão estadual não realizaria o pagamento da RGA dos últimos anos, em atendimento à legislação imposta. “O que acontece é que o Tribunal de Contas pegou a Lei (n.º 10.572/2017 que fixa o índice de correção da RGA) e falou que o INPC (Índice de Preços no Consumidor) foi de 2,07%. Qualquer coisa acima de 2%, no entendimento do Tribunal, seria ganho em real. Ele não autorizou, muito pelo contrário, ele determinou que nós, não implementássemos, não pagássemos, nada mais que 2%. Inclusive tiveram ações judiciais que foram derrubadas na própria justiça estadual em relação a isso”, comenta o secretário.

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Discussão

Durante a reunião, Claudinei expôs que não está nas mãos de Basílio a solução para resolver a situação da RGA. “Desde 2019, com a greve dos professores de 75 dias, estamos cobrando isso. Acho que o secretário-chefe da Casa Civil, principal interlocutor e braço direito do governador, tem que receber o pessoal e junto com a gente discutir este pagamento. Ele tem que sair da bolha e começar a conversar e dialogar, porque a gente nota que não tem isso. Temos que juntar a Assembleia e o Fórum Sindical e entrar nesta discussão técnica. Os servidores já estão com a paciência estourada. Vamos resolver de modos práticos e objetivos”, sugere o deputado.

Legislação

Com a pandemia do novo coronavírus, ficou impedido de ser efetuado o pagamento da RGA de 2020, devido à Lei Complementar de n° 173 de 2020 que estabelece o Programa Federativo de Enfrentamento à Covid-19, em que a União repassa um auxílio financeiro aos Estados, Distrito Federal e municípios para mitigar os efeitos financeiros de combate ao novo coronavírus.

Bezerra explicou o motivo de não efetuar o pagamento dos reajustes aos servidores nos anos de 2019 e 2020. “Em 2019, não teria alcançado os índices para o pagamento da RGA e, em 2020, houve restrições aos governos estaduais por conta da pandemia. Um auxílio de quase R$ 1,3 bilhão para o Estado que melhorou a nossa situação financeira, por conta da pandemia, condicionou que o governo estadual não aplicasse nenhum tipo de aumento ao servidor, sob pena do Estado ter que devolver estes R$ 1,3 bilhão para a União. As leis são feitas e, obviamente, quando outra lei sobrepõe a isso, ela vai ser mudada à medida que as coisas vão acontecendo”, justifica.

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O presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia de Mato Grosso (Sinpol), Glaúcio Castañon, contraria o posicionamento de Basílio, no instante que diz que a Lei de n.° 10.572/2017 está vigente. “Essa lei estabeleceu o índice da RGA, em 2018, e este índice é de 6,18%. Acontece que o governo do Estado, pagou simplesmente 2% e alega que está com a lei. Isso baseado na resolução do Tribunal de Contas do Estado. Só que ele não pode fazer o controle de inconstitucionalidade. Mas, não questionaram e não estão cumprindo com essa lei”, esclarece.

Pagamento

Em maio deste ano, os servidores ativos, aposentados e pensionistas receberam o pagamento da RGA de 2018 pelo governo de Mato Grosso. Segundo Glaúcio, é preciso a interlocução junto ao Poder Executivo. “Hoje, acumulamos uma perda de mais de 22% do nosso poder de compra. O governo tem condições de pagar, a RGA de 2018 e 2019, não há impedimento legal. O que o governo diz que a Lei Complementar Federal de n.° 173/2020 proíbe, em tese, é do dia 27 de maio de 2020 para cá”, salienta o presidente do Sinpol.

De acordo com Basílio, a partir de 2022, quando a gestão estadual tiver condições legais, vai ser aplicado o índice de 2021 aplicado em 2022, que inclusive estará previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis

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Foto Reprodução ChatGPT

Durante o ato de assinatura do convênio entre o Governo de Mato Grosso e a Santa Casa de Rondonópolis, que prevê um aporte financeiro de quase R$ 300 milhões para a unidade hospitalar, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, destacou o trabalho do deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho) na articulação de recursos para o município.

Durante o evento, o prefeito rasgou elogios ao parlamentar, chamando Nininho de “deputado pé de boi”, em referência ao empenho e dedicação do deputado em buscar investimentos para a cidade.

Após a manifestação do prefeito, Nininho agradeceu o reconhecimento e reforçou o compromisso de continuar atuando em parceria com o município.

“Obrigado pelas palavras, prefeito Cláudio Ferreira! Essa parceria por Rondonópolis é o que me motiva a buscar sempre mais recursos para a nossa cidade, como esse importante aporte de R$ 22,3 milhões mensais para a Santa Casa. Vamos continuar unindo forças entre o município e a Assembleia Legislativa. Assim, conseguimos avançar de verdade e garantir que as melhorias continuem chegando à nossa população. Contem sempre com o meu empenho e trabalho”, declarou o deputado.

O convênio firmado pelo Governo do Estado representa um dos maiores investimentos recentes destinados à saúde pública regional e busca garantir o fortalecimento financeiro e operacional da Santa Casa, referência no atendimento hospitalar para Rondonópolis e diversos municípios da região sul de Mato Grosso.

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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

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Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.

O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado.  O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.

O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.

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