Política MT
Cargos vagos na Polícia e Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso chegam a mais de 50% do previsto
O deputado estadual Delegado Claudinei recebeu informações oficiais das instituições que apontaram um grande déficit de servidores

Deputado Claudinei recebeu informações oficiais das instituições de segurança pública sobre o déficit de servidores- Foto: Assessoria
Os requerimentos de n.° 247/2021 e n.° 249/2021 encaminhados, respectivamente, aos comandantes da Polícia Militar (PMMT) e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) pelo deputado estadual Delegado Claudinei (PSL), apresentaram informações a respeito do déficit de servidores e o quantitativo de cargos ocupados na estrutura das instituições. Os dados preocuparam o parlamentar devido predominar a falta de profissionais em mais de 50% ao previsto.
De acordo com o documento emitido pelo diretor adjunto da Gestão de Pessoas da PMMT, tenente coronel Wanderson da Silva Sá, a instituição tem demonstrado esforço no sentido de promover a realização de concurso público. Também, informa que houve a reiteração do pedido junto à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag) para autorização de editais com cargos de oficial combatente (CFO), oficial médico e dentista e soldado, sendo atualizado a solicitação em 2021.
Polícia Militar
Na PMMT está previsto haver 12.495 servidores, sendo que atualmente consta 6.942 militares ativos e 5.574 cargos vagos. No entanto, nos próximos anos poderá ocorrer o aumento do déficit de pessoal devido as 62 aposentadorias estimadas, em 2022, e de apenas um profissional, no ano seguinte.
“Vou dar um exemplo, no município de Juscimeira, tem um Núcleo da PM que fica no distrito de Santa Elvira que só têm dois policiais. Os poucos servidores também atendem outro distrito próximo que fica cerca de 30 km de distância, conhecido por São Lourenço de Fátima, e mais um que fica em Rondonópolis, o distrito de Boa Vista. Esse é um exemplo que, infelizmente, tem outros núcleos e destacamentos da Polícia Militar que não tem uma quantidade suficiente para atender a região, principalmente pela extensão territorial”, comenta Claudinei.
“O nosso Estado enfrenta o fechamento de cadeias públicas e delegacias de polícia. Será que, a partir de agora, com a falta de efetivo na Polícia Militar, vamos também ter o fechamento de núcleos e destacamentos no interior? Vamos deixar a população a Deus dará, sem policiais, nesses municípios menores? Vai acabar acontecendo, pois não tem cabimento, os números são muito baixos de servidores na segurança pública. Não temos movimentação nenhuma para concurso público pela gestão estadual. Os números estão aí? São reais, verdadeiros e oficiais. Essa é a nossa preocupação”, indaga o parlamentar.
Bombeiros
Já o coordenador de Gestão de Pessoas do CBMMT, o tenente coronel Danilo Cavalcante Coelho, informou que há estimativa de reservas remuneradas para os próximos quatro anos, sendo que a previsão de inatividade está na ordem de 137 militares aptos e possuem tempo de efetivo serviço na corporação igual ou superior a 25 anos. De acordo com o demonstrativo do lotacionograma da instituição, atualizado em 31 de maio deste ano, são previstos 4.047 servidores, sendo 1.316 militares ativos e há 2.732 cargos vagos na instituição.
“Hoje, represento a sociedade. Fui eleito e um dos meus propósitos é fortalecer a segurança pública e vou continuar cobrando até o final do meu mandato. Aguardaremos as devidas providências do governo de Mato Grosso. Esse é o meu compromisso com a sociedade mato-grossense e vou lutar até o final para o aumento de efetivo, contratação dos aprovados em concursos públicos da segurança pública e lançamento de novos editais para concursos públicos”, conclui Claudinei.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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