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Rondonópolis

Alunos recebem premiação do 1º Concurso de Redação de Defesa da Igualdade Racial da OAB de Rondonópolis

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Foto: Assessoria

A Comissão de Defesa da Igualdade Racial da OAB de Rondonópolis realizou na noite desta terça-feira (08), a premiação dos primeiros colocados da primeira edição do Concurso de Redação de Defesa da Igualdade Racial, que contou com 64 redações avaliadas e é voltado para alunos das escolas públicas da cidade. A ação faz parte do projeto “Pró-igualdade: Direito, Justiça e Sociedade” da 1.ª Subseção de Rondonópolis– OAB/MT.

Segundo o presidente da Comissão de Defesa da Igualdade Racial da OAB de Rondonópolis, Éverton Neves dos Santos o objetivo do projeto é a promoção do diálogo da OAB em conjunto com os estudantes, os movimentos sociais e a toda comunidade em prol da pauta de Defesa da Igualdade Racial, criando um espaço de aprendizagens e socialização. “Esse projeto Pró-igualdade trabalha em dois eixos, o primeiro é “OAB e a igualdade racial na escola”, onde por meio de lives e uma formação de alunos e professores nos queremos tratar a igualdade racial como uma luta de todos e o direito a uma educação antirracista, e o segundo eixo é o concurso de redação sobre o tema, com uma formação inicial e  o diálogo nas escolas com a participação de doutores e mestres na área e neste momento estamos premiando as que mais se destacaram em suas categorias, com uma menção aos professores que fizeram a tutoria deste alunos”, explicou.

O presidente da Subseção de Rondonópolis da OAB/MT, Stalyn Paniago comentou sobre a implantação assertiva da Comissão de Defesa da Igualdade Racial e os projetos que se seguiram, como o concurso de redação. “A comissão começou de forma muito positiva e propositiva, já fomentando as discussões nas escolas a respeito da igualdade racial, e propondo este primeiro concurso de redação sobre o tema. A Ordem dos Advogados do Brasil ela sempre é parceira, entusiástica e incentivadora de toda e qualquer ação afirmativa e inclusiva, então nossas felicitações por todo o trabalho realizado por esta comissão”, disse.

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A aluna Ana Francisca Lima da Silveira, que cursa o 8º ano do ensino fundamental na Escola Estadual Emanuel Pinheiro, foi uma das participantes do concurso e levou o primeiro lugar em sua categoria, com direito a troféu, certificado e um tablet. “Minha pesquisa foi em cima do que vemos nos noticiários, no nosso dia a dia onde vivenciamos isso e eu pensei em tocar o coração de quem estava lendo e apresentar propostas legais, pois até existem leis mais que não cumpridas. E também foi uma oportunidade de discutirmos em sala a desigualdade racial e também trazemos o nosso exemplo de casa, com nossos pais que nos ensinam a respeitar a todos independente de raça, etnia ou religião”, explicou.

Para a professora Rotina Rios, que foi a orientadora de Ana Francisca em todo o processo do concurso, a satisfação de levar a discussão da igualdade racial para debate em sala de aula foi um momento de realização. “Como negra e mulher, eu penso que este projeto é fundamental trazer este tema e levar para as escolas que todos nós somos iguais, e assim possamos diminuir esta condição de inferioridade que muitos alunos negros se colocam, pois já presencie situações deste tipo entre os jovens estudantes negros, e isso é muito triste e espero que com esta discussão essa realidade comece a mudar”, finalizou.

O concurso contou com a participação movimento social e negro e ideia e o compromisso da próxima gestão da Subseção de Rondonópolis é continuar e fomentar ainda mais o concurso, que tem como público alvo os alunos do ensino fundamental e do ensino médio, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA), assim como aos adolescentes que estão cumprindo medida socioeducativa devidamente matriculados na rede pública.

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Esta primeira edição do 1º Concurso de Redação de Defesa da Igualdade Racial teve como participantes as escolas: Escola Plena Silvestre Gomes Jardim,  Escola Estadual Militar Tiradentes Major PM Ernestino Veríssimo da Silva, Escola Plena Silvestre Jardim e Escola Estadual André Maggi.

CATEGORIA I

Medalha de Ouro: Ana Francisca Lima da Silveira

Tutor(a): Ronita Carinhanha Rios

Escola: Escola Estadual Emanuel Pinheiro

Medalha de prata: Alice de Freitas Saravy

Tutor(a): Neiliane Aparecida Ferreira da Silva

Escola Estadual Militar Tiradentes

Major PM Ernestino Veríssimo da Silva

 Medalha de bronze: Ana Beatriz Viana Melo

Tutor(a):Ednailma Pinho dos Santos

Escola Estadual Militar Tiradentes

Major PM Ernestino Veríssimo

CATEGORIA II

Medalha de Ouro: Mozart Lustre Nascimento

Tutor(a): Aline Boff Vaz

Escola: Escola Plena Silvestre Gomes

Medalha de Prata: João Gabriel Galvão

Tutor(a): Marivaldo Souza Santos

Escola Estadual Militar Tiradentes

Major PM Ernestino Veríssimo da Silva

Medalha de Bronze: Clara Lúcia Lemos

Tutor(a): Aline Boff Vaz

Escola Plena Silvestre Jardim

Rondonópolis

Batata quente na Câmara: vereadores vão decidir projeto que pode transferir imóveis abandonados para o município de Rondonópolis

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Proposta da Prefeitura prevê que imóveis abandonados e com tributos atrasados há mais de cinco anos possam ser arrecadados pelo município após processo administrativo e prazo para regularização

Imagem criada por ChatGPT

A Câmara Municipal de Rondonópolis deverá enfrentar nas próximas semanas uma das discussões mais sensíveis do ano legislativo. O projeto encaminhado pelo prefeito Cláudio Ferreira que trata da arrecadação de imóveis urbanos abandonados promete gerar intenso debate entre os vereadores, especialmente diante das preocupações envolvendo o direito à propriedade e os critérios estabelecidos para caracterização do abandono.

A proposta tem como objetivo combater a existência de terrenos e edificações abandonadas que, segundo o Executivo, acabam contribuindo para a degradação urbana, aumento da insegurança, proliferação de doenças e prejuízos à qualidade de vida da população.

De acordo com o texto, o abandono será caracterizado quando ocorrer simultaneamente a falta de conservação ou utilização do imóvel e a inadimplência dos tributos municipais por período igual ou superior a cinco anos consecutivos.

Antes da adoção de qualquer medida administrativa, a Prefeitura deverá instaurar procedimento específico para apuração da situação do imóvel. O proprietário será formalmente notificado e terá prazo de 30 dias para regularizar tanto as condições do bem quanto os débitos existentes.

Caso não haja manifestação e sejam confirmados os requisitos previstos na legislação, o imóvel poderá ser declarado como bem vago por decreto do Poder Executivo. Nessa fase, o município poderá assumir provisoriamente a guarda da área para promover serviços de limpeza, cercamento e manutenção, visando proteger a saúde pública e a segurança da comunidade.

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O projeto prevê ainda uma garantia adicional ao proprietário. Mesmo após a arrecadação pelo município, haverá prazo de três anos para recuperação da posse do imóvel, desde que sejam quitados os tributos em atraso e ressarcidas as despesas realizadas pelo poder público durante o período de administração da área.

Somente após o transcurso desse prazo, sem qualquer manifestação do proprietário, o imóvel poderá ser incorporado definitivamente ao patrimônio público municipal.

A matéria chegou a ser retirada de pauta para análise mais aprofundada e discussão das emendas apresentadas pelos parlamentares. A expectativa é que o tema continue mobilizando vereadores, representantes do setor imobiliário, especialistas e a população, diante dos impactos que poderá gerar na política urbana do município.

Com a votação ainda pendente, o projeto se transformou em uma verdadeira “batata quente” nas mãos dos vereadores, que terão a responsabilidade de equilibrar o interesse público na recuperação de áreas abandonadas e a preservação dos direitos dos proprietários.

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Rondonópolis

Rondonópolis|Ordem para retirar idosos em 10 dias leva vereadora Dra.Luciana Horta a acionar Ministério Público

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Foto- Assessoria

A vereadora Luciana Horta encaminhou ofício ao Ministério Público de Mato Grosso solicitando providências urgentes diante da notificação expedida pela administração temporária do Recanto Bom Jesus Lar dos Idosos, em Rondonópolis, determinando que familiares e responsáveis retirem os residentes da instituição no prazo máximo de 10 dias.

Segundo a parlamentar, a medida causa preocupação por aparentemente extrapolar os limites estabelecidos pela decisão judicial que determinou a intervenção na entidade. Conforme destacado no documento, a Justiça indeferiu, neste momento, o pedido de interdição total da instituição justamente para evitar a retirada abrupta dos idosos sem planejamento adequado e sem garantia de acolhimento em locais apropriados.

No ofício encaminhado à Promotoria de Justiça Cível, Luciana Horta argumenta que a decisão judicial determinou o afastamento do antigo administrador, a nomeação de uma administradora temporária e a continuidade dos cuidados prestados aos idosos, sem qualquer ordem expressa para encerramento coletivo dos contratos ou desocupação imediata da instituição.

A vereadora alerta que a retirada dos idosos sem avaliação individualizada, sem plano de transição e sem a participação da rede de assistência social e saúde pode agravar a situação de vulnerabilidade dos residentes, muitos dos quais dependem integralmente dos cuidados oferecidos pela instituição.

Entre os pedidos formulados ao Ministério Público estão a apuração da legalidade das notificações, a suspensão dos seus efeitos até eventual decisão judicial específica, a apresentação de esclarecimentos pela administração temporária e a elaboração de um plano emergencial de proteção e eventual realocação dos idosos, caso seja necessária alguma transferência.

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Luciana Horta ressaltou que o objetivo da manifestação não é impedir a fiscalização ou a correção de irregularidades eventualmente constatadas, mas garantir que qualquer medida adotada observe o melhor interesse das pessoas idosas, preservando sua dignidade, segurança e continuidade dos cuidados.

A parlamentar também solicitou que o Ministério Público avalie eventual descumprimento ou interpretação indevida da decisão judicial e, se necessário, realize inspeção urgente na instituição para verificar a situação dos residentes e as condições de acolhimento disponíveis.

Para a vereadora, a proteção da pessoa idosa exige atuação coordenada e humanizada, não sendo admissível que idosos em situação de vulnerabilidade sejam retirados da instituição sem destino definido e sem garantia de continuidade da assistência necessária.

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Rondonópolis

Prefeitura abre crédito de R$ 1,38 milhão para investimentos na Saúde; emenda de Wellington Fagundes garante R$ 806 mil para equipamentos

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Foto- Assessoria

A Prefeitura de Rondonópolis foi autorizada a abrir um crédito especial de R$ 1.383.971,68 para reforçar investimentos na área da Saúde. A medida foi sancionada por meio da Lei Municipal nº 14.869, de 10 de junho de 2026, publicada no Diário Oficial do Município.

Os recursos são provenientes de superávit financeiro apurado em contas vinculadas ao Fundo Municipal de Saúde e serão destinados à aquisição de equipamentos, ampliação da estrutura física e fortalecimento dos serviços de atenção primária e especializada.

Do total autorizado, R$ 806.062,00 são oriundos de emenda parlamentar do senador Wellington Fagundes e serão aplicados na aquisição de equipamentos e materiais permanentes para a Média e Alta Complexidade. Outros R$ 577.909,68 referem-se a saldos remanescentes do Bloco de Investimentos da Saúde.

A distribuição dos recursos prevê R$ 29.083,53 para aquisição de equipamentos destinados à Atenção Primária à Saúde (APS), R$ 548.826,15 para obras de construção, ampliação e reforma de unidades da atenção básica, além dos R$ 806.062,00 voltados ao aparelhamento da rede de Média e Alta Complexidade.

Segundo a justificativa encaminhada pela Secretaria Municipal de Saúde, os investimentos visam melhorar a infraestrutura das unidades de saúde, ampliar a capacidade de atendimento e garantir melhores condições de trabalho para os profissionais da rede municipal.

A nova lei também autoriza a adequação das metas previstas no Plano Plurianual (PPA 2026-2029) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2026), assegurando a execução dos investimentos ainda neste exercício.

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