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Mato Grosso

Centro de Assistência Psicossocial Adauto Botelho atende pacientes de todo Estado

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O Centro Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS) Adauto Botelho é responsável por auxiliar no tratamento de distúrbios psicológicos e de dependência alcoólica e química de internos vindos de vários municípios de Mato Grosso. Atualmente o hospital atende 120 pacientes entre as seis unidades mantidas em Cuiabá.

Desde que foi inaugurado em 1957, o Centro já registrou 57 mil prontuários de internação e atendimento. A sede está localizada no bairro Coxipó, e assim como as outras unidades, conta com o trabalho de uma equipe multidisciplinar responsável pelos cuidados na saúde e oficinas terapêuticas, como parte do tratamento de homens, mulheres, crianças e adolescentes. Para o acompanhamento há médicos psiquiatras, nutricionista, fisioterapeutas, clínico geral e enfermeiros.

O encaminhamento para acolhimento do paciente é feito diretamente por unidades de saúde como Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Unidade Básica de Saúde (UBS) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A maior demanda de pacientes é de Cuiabá e Várzea Grande. O tempo de tratamento varia, pois depende da necessidade e evolução de cada pessoa. Além da medicação, as atividades do tratamento incluem a interação entre os pacientes, jogos educativos, reeducativos, pintura, desenvolvimento das funções neuromotoras e cognitivas (memória, atenção, psicomotricidade e percepção).

“Tanto a família como a sociedade podem ficar tranquilos, pois além de certeza de que os pacientes são bem tratados, o acesso aos pacientes não é limitado, ou seja os parentes podem visitá-los a qualquer hora do dia ou ligar para saber como estão. A participação da família é essencial desde o primeiro dia de atendimento”, destacou o superintendente do CIAPS, Gilmar Fonseca.

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Mãe de uma das pacientes em tratamento, Maria de Lurdes Bezerra, 65, conta que a filha de 39 anos sofre de depressão pós-parto e precisou interná-la várias vezes, pois quando está longe do tratamento fica agressiva e chega a passar dias fora de casa. A dona de casa mora em Sinop e percorreu cerca de 500 quilômetros para visitá-la.

“Mãe nunca desiste de um filho e a única opção que tenho para que ela fique mais calma é esta. Desde que chegou, ela ficou 20 dias sem dormir e hoje finalmente dormiu, mas vejo que está se recuperando em um lugar seguro”, afirmou.

A estrutura física do CIAPS conta com 70 leitos para internação, sendo 16 de retaguarda (estabilização de crise), área administrativa, enfermaria, restaurante, lavanderia, farmácia, salão para corte de cabelo e barba, coleta de lixo e vigilância patrimonial. A parte médica, assistência social e administrativa é composta por mais de 300 funcionários.

Na farmácia são armazenados os medicamentos que são destinados para pacientes de todas as unidades. Cada posto recebe a medicação individualizada, separada por kits que indicam o horário que deve ser tomado.

O Centro Integrado de Assistência Psicossocial é mantido com recursos próprios do Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES). O prédio se encontra em reforma e todos os setores serão beneficiados com troca de parte elétrica, hidráulica, telhamento e pintura. Um Pronto Atendimento (PA) também será construído no local para dar mais agilidade nos serviços de urgência e emergência.

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A implantação de uma ala anexa exclusivamente para mulheres está em fase de elaboração do projeto. A princípio terá 26 de leitos e será construída em parceria com o poder judiciário. Ao todo deve ser investido R$ 1 milhão.

CENTROS DE ATENDIMENTO

Unidade I

A Unidade I fica na Avenida Adalto Botelho, no Coxipó, e atende pessoas com transtornos psíquicos que precisam de cuidado intensivo em regime de internação. O atendimento é feito 24 horas.

Unidade II

A unidade II está situada na Penitenciária Central do Estado (PCE) e atende pessoas com transtorno mental sob medida de segurança. Atualmente a capacidade de atendimento é de 22 pessoas e funciona no período diurno.

Unidade III

A estrutura funciona no bairro Paiaguás, próximo ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran), com atendimento 24 horas. No local são atendidos pacientes a partir de 18 anos e que enfrentam o vício do consumo de álcool e drogas.

CAPS AD

Situado na Rua Edgar Vieira, no bairro Boa Esperança, a unidade oferece um serviço aberto e de caráter comunitário, tendo por finalidade o acolhimento de pessoas que fazem uso do crack, bebida alcoólica e outras drogas. São atendidas pessoas com idade a partir de 18 anos. O horário de funcionamento é de segunda à sexta, das 7h às 19h.

CAPS Infanto Juvenil

O tratamento é voltado para crianças e adolescentes, com transtornos mentais graves e persistentes. O prédio está localizado na Avenida Antônio Dorileo, no bairro Coophema e funciona de segunda à sexta-feira, das 6h às 18h.

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Lar Doce Lar

Atende pessoas com deficiência física e mental com alto grau de dependência, necessitando de cuidados diários tutelados pelo Estado. Atualmente possui 17 internados e funciona 24 horas. A unidade fica localizada na Rua Professor Felix, bairro Lixeira.

 

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Mato Grosso

Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

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Empresários e equipes do comércio poderão participar de palestras práticas voltadas à experiência do cliente e estratégias de conversão
O Circuito do Varejo segue ampliando sua agenda de capacitações em Mato Grosso e desembarca, no mês de junho, nos municípios de Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa. A iniciativa reúne empresários, gestores e equipes do comércio para uma programação voltada à melhoria do atendimento e ao fortalecimento das vendas presenciais e digitais.
Realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT), em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae-MT), o projeto percorre diferentes regiões do estado levando conteúdos estratégicos sobre comportamento do consumidor, experiência de compra e relacionamento com clientes.
A primeira parada será em Lucas do Rio Verde, no dia 3 de junho. Depois, o circuito segue para Alta Floresta, em 9 de junho, Colíder, no dia 11, e encerra a programação do mês em Água Boa, no dia 23. Em todas as cidades, a recepção ao público começa às 18h.
A partir das 19h30, o especialista em experiência do cliente Manoel Carlos Junior ministra a palestra “Atendimento que vende: como encantar o cliente dentro da loja”. O conteúdo apresenta estratégias para transformar o atendimento em diferencial competitivo, criando conexões com o consumidor e aumentando as oportunidades de fidelização e vendas.
Manoel Carlos Junior é curador e especialista em Customer Experience, além de autor dos livros “Experiencialize: os sete passos para transformar produtos e serviços em experiências” e “Experiencializando o Mundo: 40 histórias reais baseadas no método experiencialize”.
Na sequência, às 20h15, a empresária e business coach Uliana Ferreira conduz a palestra “Do direct ao Whatsapp: como atender e vender nos canais digitais”. A apresentação aborda técnicas para estruturar o atendimento online, fortalecer a comunicação digital e converter interações em vendas por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens.
Uliana Ferreira é CEO do Grupo Dona, fundador do Instituto A Dona do Negócio e autora do livro best-seller “A Dona do Negócio”. A especialista atua com consultoria e aceleração de resultados para empresas e projetos de empreendedorismo feminino.
As inscrições são limitadas e podem ser feitas pela internet, na plataforma Sympla. Para participar, os interessados devem doar 5 quilos de alimentos não perecíveis no dia do evento. As arrecadações serão destinadas ao programa Sesc Mesa Brasil.
Serviço:
 
Evento Circuito do Varejo 2026
 
Inscrições: Ingresso solidário de 5 kg de alimentos não perecíveis
Lucas do Rio Verde
Data: 3 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Sebrae em Lucas do Rio Verde, Avenida Pará, 484-s –
Alvorada, Lucas do Rio Verde
Inscrições:  via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-lucas-do-rioverde/3412816)
Alta Floresta
Data: 9 de junho, a partir das 18h
Local: Teatro Agostinho Bizinotto – Centro Cultural, Travessa C-A, Alta Floresta
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-altafloresta/3405873)
Colíder
Data: 11 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Amazonia ACIC – R. Luiz Aldori Neves Fernandes, 745 – Centro, Colíder
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicaocolIder/3405768)
Água Boa
Data: 23 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório da Associação Comercial de Água Boa (Aceab) – R. Nove, 338 – Centro, Água Boa
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-aguaboa/3405939)
O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
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Mato Grosso

Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

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Foto- Assessoria

Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.

Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.

As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.

Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.

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Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.

Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.

Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.

Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.

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A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.

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Mato Grosso

Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.

A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.

Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.

De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.

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As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.

“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.

Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

Foto: Reprodução. 

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