Mato Grosso
“Vivemos nosso melhor momento com as ações do Governo de MT”, afirma prefeito
O governador Mauro Mendes esteve, nesta sexta-feira (20.05), no município de Nova Monte Verde para assinar vários convênios e autorizar obras na área de infraestrutura no município. Os investimentos chegam a R$ 38,1 milhões. Entre as obras está a revitalização do pavimento da MT-208, no trecho entre Alta Floresta e Nova Monte Verde, em uma extensão total de 92 km. O investimentos será de R$ 30 milhões.
O perímetro urbano, da MT-208, será duplicado em uma extensão total de 3,55 km. O investimento total será de R$ 5,5 milhões.
Outro convênio que foi assinado foi para a conservação de pavimento asfáltico em diversas ruas e avenidas da cidade, com investimento de R$ 2.329.993,85. O município também receberá 857 luminárias de LED, por meio do Programa MT Iluminado, com investimento na ordem de R$ 344.992,17 do Governo de Mato Grosso.
O prefeito de Nova Monte Verde, Edemilson Marino dos Santos, se emocionou durante o evento de assinaturas dos convênios e destacou as conquistas do município ao longo do seu primeiro mandato e que, hoje, percebe o desenvolvimento chegando na região.
“No ano passado nós assinamos o maior convênio da história desse município com o Estado no valor de R$ 4,6 milhões e hoje o governador visita novamente a cidade e nos surpreende com esse presente para toda a população, beneficiando o município com mais de R$ 30 milhões em obras que vão mudar a infraestrutura da cidade. Não tem como não se emocionar, pois isso era um anseio de mais de 30 anos da população. Com certeza, este é o melhor momento que este município está vivendo, é um novo tempo e uma nova história para Nova Monte Verde”, ressaltou.

O gvernador Mauro Mendes disse que se sente muito feliz em poder levar obras, ações, convênios e iluminação pública para Nova Monte Verde, assim como em todos os outros municípios de Mato Grosso. “Depois de três anos e cinco meses como governador eu estou muito feliz porque a gente está vendo uma nova realidade nesse Estado. Todos esses convênios, ordem de serviço e contrato que assinamos aqui hoje, nós já temos 100% do dinheiro no caixa do Governo. Eu só autorizo a obra se o dinheiro estiver na conta, para que a gente possa honrar com o compromisso de fazer a obra começar e terminar”, destacou o governador Mauro Mendes.
O deputado federal Neri Geller disse que as obras estão mudando completamente a cara da cidade. “São tantas coisas boas que assinamos nessa vinda para cá e isso é fruto de muito trabalho. Essa obra da duplicação é uma obra essencial e muito importante para essa região. Eu vejo no semblante das pessoas o sentimento de esperança se consolidando. Tantas e tantas obras feitas pelo governador Mauro Mendes, e isso foi porque soube liderar e o resultado saiu, fazendo essa grande transformação que Mato Grosso merecia”, destacou.
O deputado estadual Nininho disse que andando pelo esse estado observa o quanto região se desenvolveu. “Foram muitos convênios assinados em parceria com os deputados, como a pavimentação de bairros que as pessoas esperam por tantos e tantos anos, isso vai dar mais dignidade, mais qualidade de vida, vai levantar a autoestima da população e isso faz com que ela reconheça cada dia mais o trabalho do seu gestor. São ações feitas em todas as áreas, é na saúde, no social, na habitação, infraestrutura, segurança”.
Também participaram da solenidade os senadores Wellington Fagundes e Fábio Garcia, deputados federais Juarez Costa e Nelson Barbudo, os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Paulo Araújo, Pedro Satélite e Silvano Amaral, os secretários de Estado Marcelo de Oliveira (Infraestrutura), Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente) e Tete Bezerra (Agricultura Familiar), o comandante da Polícia Militar, coronel Mendes, e o chefe do Gabinete Militar coronel César Augusto Roveli, além de vereadores.
Mais investimentos
O município de Nova Monte Verde (970 km de Cuiabá) foi contemplado com mais de R$ 44,6 milhões em investimentos realizados pelo Governo do Estado em três anos de gestão. Os recursos têm sido empregados em melhorias nas áreas de infraestrutura e logística, educação, saúde e ações sociais, resultando em melhorias para a população.
Além de pavimentação asfáltica, a Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra) investe na construção de quatro pontes de concreto na região, sendo duas sobre o Rio Apuí, na MT-208 e duas na MT-160. Três delas já foram entregues para a população.
A área da educação também foi contemplada com investimentos do Governo de Mato Grosso. Foram entregues mobiliários e equipamentos, como 28 novos aparelhos de ar-condicionado, e realizada reforma na Escola Estadual Professora Neide Enara Sima, ampliação da Escola Municipal de Educação Infantil e Fundamental Futuro Feliz, além da instalação de um padrão trifásico na Escola Estadual Machado de Assis.
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) ainda fez repasses para que os professores da rede estadual pudessem comprar computadores e contratar serviços de internet durante a pandemia da covid-19, quando o ensino foi realizado de forma virtual.
Por meio da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), o governo acolheu as famílias mais necessitadas, garantindo a segurança alimentar da população, sobretudo durante a pandemia da covid-19. Ao todo, foram distribuídas 2,3 mil cestas básicas, 1,2 mil cobertores e 486 filtros de barro, para garantir o acesso da população à água tratada. O Estado ainda garantiu a alimentação de 330 famílias em situação de vulnerabilidade, por meio de programas para transferência de renda. Nessa ação foram R$ 536,5 mil investidos.
O Estado ainda entregou três novas ambulâncias para o município, por meio de emendas parlamentares, e repassou R$ 220 mil para ações de cultura, esporte e lazer. Ainda, disponibilizou linhas de crédito, via a agência de fomento Desenvolve MT, para estimular micro e pequenas empresas locais.
Os agricultores familiares também foram atendidos pela gestão. Foram entregues, até o momento, mais de R$ 1 milhão em máquinas, sendo elas uma motoniveladora, duas pá-carregadeiras, uma máquina descascadora de café, uma plantadeira adubadeira e dois resfriadores de leite.
A cidade também conta com uma nova sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que será inaugurada pelo governador Mauro Mendes neste mês de maio. A unidade descentralizada auxilia na manutenção da fauna e flora mato-grossense.
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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