Mato Grosso
Governador recebe honraria e fala ao Rotary sobre os avanços do Estado
O governador Mauro Mendes recebeu o “Título de Companheiro Paul Harris” do Rotary, na manhã deste sábado (21.05), pelos relevantes serviços prestados à sociedade.
A honraria foi concedida durante a XXXI Conferência Distrital do Rotary, realizada no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.
De acordo com o governador do Distrito 4440 do Rotary Club, Zozoel de Paula, a gestão de Mauro Mendes tem promovido muitos avanços em prol dos mato-grossenses.
“O governador já é parceiro e por isso não poderíamos deixar de convidá-lo para estar aqui conosco. Sou testemunha do trabalho dessa gestão, porque visitei 85 municípios. Eu vi como está sendo trabalhada a recuperação desse estado, as escolas, a saúde, tudo está avançando”, destacou.
Durante o evento, o governador fez uma apresentação da recuperação realizada no Governo de Mato Grosso nos últimos três anos e cinco meses.
“Pegamos um estado quebrado, com salários atrasados, viaturas parando por falta de pagamento, devendo para Deus e o mundo. Com muita fé em Deus e trabalho sério, revertemos essa situação e o Estado mudou da água para o vinho”, registrou.
Mauro Mendes explicou que as medidas necessárias tomadas pela gestao, com o apoio da Assembleia Legislativa, permitiram obter o equilibrio fiscal e o grande volume de investimentos em todas as áreas e em todas as regiões do Estado.
“E é por isso que hoje investimos 15% da receita. Na Saúde estamos construindo seis grandes hospitais. Vamos ter 2500 km de asfalto novo até 2022. Na Segurança, daqui a poucos dias vamos receber os armamentos mais modernos existentes. Vamos ser o único Estado Brasileiro que vai zerar o déficit penitenciário. Mato Grosso vai se transformar num dos melhores estados desse país”, pontuou.
O governador ainda parabenizou o Rotary pela contribuição dada à sociedade, de forma voluntária.
“Sempre me lembro de uma frase do papa João Paulo VI: fazer a boa política é a maior demonstração de amor ao próximo. Ela demanda parte do tempo para contribuir com sua cidade, estado, país ou planeta, por isso parabenizo o Rotary por esse trabalho. O Governo estará sempre à disposição para que possamos fortalecer essas parcerias”, finalizou.
Também esteve no evento o deputado estadual Max Russi e o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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