Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Nacional

Bolsonaro descarta criação de exame de avaliação de médicos formados no Brasil

Publicado

Presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), declarou-se contrário à criação de programa de avaliação de médicos formados no Brasil
Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil

Presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), declarou-se contrário à criação de programa de avaliação de médicos formados no Brasil

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), descartou a hipótese de criar um exame de validação profissional para médicos formados em instituições de ensino superior (IES) no Brasil. A ideia proposta por seu futuro ministro da Saúde, deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM), foi rechaçada por Bolsonaro que chegou a comparar pejorativamente um possível exame para médicos com o exame nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em declaração na manhã deste domingo (25), Bolsonaro se disse “contra o Revalida para médicos brasileiros, está ok? Ele [Mandetta] está sugerindo um Revalida até com uma certa periodicidade, mas sou contra porque vai desaguar na mesma situação que acontece com a OAB. Nós não podemos formar jovens no Brasil, cinco anos no caso da advocacia, e depois submetê-los a serem ‘boys de luxo’ nos escritórios de advocacia”, deixando claro sua posição contrária também ao exame da OAB.

O ” Revalida“, citado por Bolsonaro, trata-se do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras. Esse exame é obrigatório para todos os profissionais formados fora do Brasil (tanto brasileiros, quanto estrangeiros) que desejarem atuar no País, menos aqueles que se inscrevem através do programa Mais Médicos, incluindo os médicos cubanos.

Veja Mais:  Projeto susta Garantia-Safra pago a 632 municípios

Essa fato em particular já foi alvo de muitas críticas do presidente eleito. Ainda durante a campanha, o então candidato do PSL declarou que iria “expulsar” os cubanos do Brasil, com o Revalida. Depois de eleito, Bolsonaro continuou criticando os termos do  Mais Médicos e afirmou que, entre outras exigências, ” condicionamos à continuidade do programa a aplicação de teste de capacidade“.

As declarações e as exigências impostas pelo futuro presidente foram classificadas como “inadmissíveis” pelo ministério da Saúde de Cuba que creditou a decisão às críticas de Bolsonaro e declarou, por meio de nota oficial divulgada pelo governo, que  o povo brasileiro “saberá a quem responsabilizar” pelo fim da parceria
no Mais Médicos.

No auge da crise, com o governo do presidente Michel Temer tendo que tomar medidas para evitar o desatendimento
causado em 34 distritos indígenas e 2.824 municípios que eram atendidos por pelo menos um dos 8.517 médicos cubanos (cerca de 47% dos mais de 18 mil profissionais que atendem pelo programa), Bolsonaro escolheu o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM) para ser seu futuro ministro da Saúde.

Futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), declarou-se favorável à criação de um exame que avalia os médicos formados no Brasil
Lucio Bernardo Jr. /Câmara dos Deputados

Futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), declarou-se favorável à criação de um exame que avalia os médicos formados no Brasil

O ortopedista pediátrico que, segundo Bolsonaro,  foi escolhido com o “apoio da grande maioria dos profissionais de saúde do Brasil”e da bancada da saúde na Câmara dos Deputados começou o trabalho junto à equipe de transição alinhado com o presidente eleito. Na sua primeira entrevista após o anúncio oficial, Mandetta  declarou que o Mais Médicos mais parecia “um convênio entre Cuba e o PT”.

Veja Mais:  Ronaldo Fenômeno anunciou neste sábado que comprou o Cruzeiro

Informações reveladas pelo jornal Folha de S. Paulo no mesmo dia deram amplitude às declarações de Bolsonaro e Mandetta. Segundo telegramas guardados na embaixada brasileira em Cuba que perderam o sigilo,  o Mais Médicos surgiu através de uma sugestão de Cuba (e não como uma resposta da presidente Dilma Rousseff às manifestações de rua em 2013) que também exigiu, entre outras coisas, que seus médicos não passassem pelo Revalida.

Mas o alinhamento entre o presidente eleito e seu futuro ministro parou por aí. Isso porque na manhã deste domingo (25), Mandetta defendeu a criação de uma forma de avaliação também de médicos brasileiros e disse que o governo deveria encaminhar uma proposta ao Congresso sobre o tema.

Segundo o ministro da Saúde do futuro governo Bolsonaro, “precisa haver no Congresso esse debate. A gente tem que ir para a certificação das faculdades e ter um nível mínimo de formação dos nossos profissionais. Inclusive, se o médico brasileiro é formado nos EUA, na Bolívia, na Argentina ou na Coreia do Sul, ele faz a mesma prova. Eu não tenho por que cobrar conhecimento diferente do médico brasileiro e do de fora”, defendeu Mandetta em entrevista ao jornal O Globo
.

Dessa forma, não se sabe se vai prevalecer a ideia de Bolsonaro ou do chefe da pasta da Saúde em relação à criação de um exame para médicos formados em instituições de ensino superior brasileiras, isso porque, normalmente, o presidente tem a palavra final no que diz respeito às proposta do governo, mas Bolsonaro
tem dado “carta branca” para diversos ministros e argumentado que tem formado uma equipe de especialistas através de indicações técnicas para áreas em que ele mesmo não domina, como é o caso da pasta da Economia, liderada por Paulo Guedes, e da Justiça, liderada por Sérgio Moro.

Comentários Facebook

Nacional

Comissão aprova proposta para consórcios municipais de inovação

Publicado

A Comissão de Ciência e Tecnologia e de Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4076/25, do deputado José Medeiros (PL-MT), que autoriza municípios a celebrar convênios intermunicipais e contratar consórcios públicos para viabilizar projetos de tecnologia e inovação.

O texto altera a Lei de Inovação (Lei 10.973/04) para permitir que prefeituras se associem no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores. A medida busca facilitar o acesso de municípios, principalmente os de menor porte, a soluções tecnológicas.

A Lei de Inovação já permite que entes da Federação formem alianças estratégicas para o desenvolvimento de inovações. Essas parcerias podem contemplar redes e projetos internacionais de pesquisa tecnológica, ações de empreendedorismo e criação de ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.

Medeiros afirmou que municípios de menor porte têm dificuldades para desenvolver projetos de inovação pela falta de recursos, escala e expertise. Segundo ele, é comum a contratação separada de empresas de consultoria, apesar de as carências serem compartilhadas por várias prefeituras. “Devido a essa falta de integração, há uma dificuldade muito grande para que essas unidades federativas possam identificar, contratar, desenvolver e incorporar serviços e produtos inovadores”, disse.

Aliança estratégica
O texto foi aprovado com alteração do relator, deputado Lucas Ramos (PSB-PE), para reforçar que os convênios e consórcios servem para viabilizar alianças estratégicas e desenvolvimento de projetos cooperativos. “A redação proposta reforça a segurança jurídica e a clareza do comando normativo, sem alterar o mérito da iniciativa, mas aprimorando sua aderência ao ordenamento vigente e sua aplicabilidade prática”, afirmou.

Veja Mais:  Moro vai prender corruptos com ‘rede arrastão’, diz Jair Bolsonaro

Para Ramos, a proposta dialoga diretamente com a necessidade de fortalecimento das capacidades institucionais locais, especialmente nos municípios de menor porte, por meio da atuação em rede e do compartilhamento de recursos, competências e infraestrutura.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

Comissão pode votar regulamentação do trabalho por aplicativo; conheça a proposta

Publicado

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a regulamentação dos serviços de transporte e entrega por aplicativo no país poderá votar, na próxima terça-feira (14), o parecer do relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), ao Projeto de Lei Complementar 152/25, do deputado Luiz Gastão (PSD-CE).

Em relação à primeira versão, de dezembro de 2025, o novo parecer publicado no último dia 7 de abril enfatiza ainda mais o caráter autônomo do trabalho e redefine a abrangência e o peso de certas obrigações. Segundo Coutinho, as mudanças refletem o resultado dos debates e o empenho por um consenso que permita a aprovação da matéria.

“O novo substitutivo materializa o esforço de buscar um texto politicamente viável que, ao mesmo tempo, mantenha conquistas importantes para os trabalhadores”, diz o relator no parecer.

A nova versão consolida o termo “trabalhador autônomo plataformizado”, reforçando que a relação intermediada pela plataforma não cria vínculo empregatício entre o trabalhador e a empresa ou o usuário.

O texto deixa claro o direito do trabalhador de gerenciar livremente seu tempo e de se cadastrar em múltiplas plataformas. Proíbe também metas de tempo mínimo de trabalho e punições para quem recusar serviços ou ficar offline.

Entre outras alterações, o substitutivo foca apenas no transporte de passageiros e em entregas de bens, eliminando a categoria genérica de “outros serviços” via plataformas; e exclui diversos dispositivos relacionados aos direitos dos usuários, remetendo, nesses casos, ao Código de Defesa do Consumidor.

Veja Mais:  Comissão aprova projeto que concede porte de arma para agentes de trânsito

Pontos de apoio e infraestrutura para motoristas, que eram direitos garantidos na primeira versão do parecer, passam a ser “diretriz de política pública” na nova versão, que prevê instalação gradual e sem exigência imediata.

Fernando Frazão/Agência Brasil
Pontos de apoio e infraestrutura para motoristas passam a ser “diretriz de política pública”

A nova versão estrutura as regras nos seguintes eixos centrais:

Previdência Social

  • Trabalhador autônomo plataformizado: é segurado obrigatório na categoria de contribuinte individual. Paga 5% sobre o salário de contribuição, que corresponde a 25% de sua remuneração bruta mensal.
  • Plataformas: a regra geral é o recolhimento de 20% sobre a mesma base de cálculo (os 25% da remuneração bruta do trabalhador).
  • Modelo alternativo: as plataformas podem optar por contribuir com 5% sobre a receita bruta obtida no mercado brasileiro.

Ganhos, taxas e remuneração

  • Natureza dos ganhos: os ganhos do trabalhador são divididos em duas partes:
    • 25% são considerados renda (base para impostos e Previdência)
    • 75% servem para cobrir custos, como combustível e manutenção
  • Taxas de retenção: as plataformas podem cobrar uma taxa mensal fixa ou taxas por serviço. No caso de taxas por serviço, a média não pode ultrapassar 30% (ou 15% em modelos híbridos com taxa mensal). O cálculo deve ser feito de forma individualizada a cada sete dias.
  • Remuneração para entregas:
    • por serviço — piso de R$ 8,50 para trajetos de até 3 km (automóvel) ou até 4 km (moto, bicicleta ou a pé).
    • Por tempo trabalhado — valor não inferior ao proporcional a dois salários-mínimos por hora efetivamente trabalhada (contada do aceite à entrega).
Veja Mais:  Técnicos do governo pedem recursos constantes para mitigação de desastres climáticos

Gorjetas e promoções: as gorjetas devem ser repassadas integralmente e não integram a remuneração bruta. Descontos e promoções oferecidos pela plataforma aos usuários não podem ser descontados do trabalhador ou usados para abater o limite das taxas.

Benefícios adicionais

  • Benefícios fiscais: isenção de IPI e IOF na compra de carros e motocicletas nacionais para profissionais que comprovem ao menos 2.000 horas de serviço nos últimos 12 meses.
  • microempreendedor: motoristas enquadrados como trabalhadores autônomos plataformizados não podem ser microempreendedores individuais (MEI).

Foram excluídos da nova versão benefícios como a gratificação de 30% em dezembro, os adicionais para trabalho noturno, domingos e feriados, e a possibilidade de formação de reserva (poupança) custodiada pela plataforma.

Trabalho, segurança e transparência

  • Justiça: compete à Justiça do Trabalho julgar casos envolvendo os contratos dos trabalhadores autônomos plataformizados.
  • Seguro: obriga as plataformas a contratarem seguro de vida e integridade física com capital mínimo de R$ 120 mil.
  • Transparência: assegura aos motoristas direito de receber relatórios detalhados (por serviço e consolidados a cada 30 dias) com valores, taxas e retenções. Decisões automatizadas sensíveis (como bloqueios) devem ser passíveis de revisão humana.
  • Dever de Diligência: obriga as empresas a prevenirem cadastros falsos e garantirem a identidade real do trabalhador.

Regras para punições

  • Contratos: exige contrato escrito e claro definindo prazos, formas de remuneração, obrigações de conduta e critérios para distribuição de ofertas de serviços.
  • Bloqueios e suspensões: antes de suspender, bloquear ou punir trabalhadores, as plataformas devem prever sanções em contrato, notificar o trabalhador dos fatos, conceder prazo para defesa e decidir apenas após avaliá-la — proibindo cláusulas genéricas e vagas.
Veja Mais:  Comissão aprova projeto que prevê a inclusão de itens da agricultura familiar em cesta básica

Por fim, foram removidos na nova versão o limite de jornada de 12 horas, o tempo mínimo de 15 segundos para aceite, o botão de pânico obrigatório no aplicativo e o direito de mulheres atenderem apenas mulheres.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

Nutricionistas pedem jornada de 30 horas e piso salarial em audiência na Câmara

Publicado

Em debate realizado na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados na terça-feira (7), representantes dos nutricionistas defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6819/10, que prevê jornada de 30 horas semanais e piso salarial nacional para a categoria.

A audiência pública foi solicitada pela deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) e reuniu representantes do governo, conselhos profissionais e sindicatos para discutir as condições de trabalho dos nutricionistas. Os participantes relataram condições precárias de trabalho e defenderam mudanças na legislação para valorizar a categoria.

A diretora da Federação Nacional dos Nutricionistas, Ana Paula Mendonça, afirmou que o projeto aguarda votação no plenário após receber apoio para tramitação mais rápida.

“Um nutricionista valorizado é um profissional mais presente, motivado e capaz de oferecer à população um cuidado mais qualificado”, disse.

A deputada Sâmia Bomfim afirmou que valorizar esses profissionais pode reduzir gastos públicos ao prevenir doenças no Sistema Único de Saúde (SUS).

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Condições de trabalho dos Nutricionistas. Presidente - Sindi-Nutri | SP, Maria Da Consolação Machado Furegatti
Maria da Consolação Machado denunciou condições precárias de trabalho

Precarização e pejotização no setor
A presidente do Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo, Maria da Consolação Machado, relatou condições precárias de trabalho.

Segundo ela, há casos de desvio de função, com profissionais que chegam a realizar tarefas de limpeza. Também há registros com cargos genéricos para evitar o pagamento do piso da categoria.

Veja Mais:  Motta e Derrite apresentam modificações no marco legal de combate ao crime organizado

Outro problema apontado foi a contratação como pessoa jurídica (pejotização) e a informalidade.

Representante do Ministério da Saúde, Lívia Angeli Silva informou que mais de 50% dos vínculos de nutricionistas no setor de saúde são informais.

Segurança alimentar
As participantes afirmaram que a nutrição é essencial para a segurança alimentar.

A conselheira do Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região, Jozelma Rodrigues dos Santos, destacou a atuação desses profissionais em áreas como alimentação escolar e atendimento em unidades de terapia intensiva.

A presidente do Conselho Federal de Nutrição, Manuela Dolinsky, apresentou dados sobre a categoria:

  • entre 93% e 95% dos profissionais são mulheres;
  • o Brasil tem cerca de 270 mil nutricionistas e 21 mil técnicos;
  • no SUS, atuam mais de 35 mil nutricionistas, número considerado insuficiente.

Apoio do governo
O representante do Ministério do Trabalho e Emprego, Miqueias Freitas Maia, disse que o ministério não se opõe à limitação da jornada e ao piso salarial.

Ele informou que a revisão da norma sobre insalubridade está prevista para 2027 e que o governo acompanha riscos psicossociais e casos de assédio no trabalho.

Ao final da audiência, a deputada Erika Kokay (PT-DF) sugeriu a criação de uma frente parlamentar em defesa dos nutricionistas.

A proposta é dar caráter suprapartidário ao tema e acelerar a análise de projetos, como o que permite a solicitação de exames laboratoriais por nutricionistas em planos de saúde.

Veja Mais:  Projeto susta Garantia-Safra pago a 632 municípios

Da Redação – GM

Fonte: Câmara dos Deputados

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana