Rondonópolis
Suspensão do licenciamento ambiental de ferrovia é mantida em Rondonópolis (MT)

Foto: Assessoria
A Justiça Federal manteve, nessa segunda-feira (3), a suspensão do licenciamento ambiental da ferrovia que vai ligar Rondonópolis a Lucas do Rio Verde (sudeste ao norte de Mato Grosso). Conforme a decisão, é preciso que os povos indígenas Boe-Bororo sejam ouvidos sobre a construção.
A decisão é do Juiz Federal Pedro Maradei Neto da 1ª Vara Federal Cível e Criminal de Rondonópolis.
A Rumo informou por meio de nota que a Licença Prévia (LP) para a construção da ferrovia foram emitidas obedecendo os trâmites legais. Segundo a empresa, ambas as licenças seguem regulares e vigentes, não havendo impacto da decisão judicial em relação a estas.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU), o empreendimento ferroviário está previsto para passar entre as Terras Indígenas Tereza Cristina e Tadarimana, ambas povoadas pelo Povo Boe-Bororo. Com isso, o MPF entrou com uma ação civil pública pedindo a suspensão.
O MPF comunicou que a responsabilidade pela realização da consulta prévia seja atribuída ao órgão licenciador, com a participação da Funai.
No dia 12 de agosto, a Justiça determinou que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) não emita qualquer licença antes da realização da consulta prévia dos povos indígenas e do atestado de viabilidade do empreendimento por parte da Fundação Nacional do Índio (Funai).
A Justiça determinou também que a Funai, como órgão indigenista oficial, realize a consulta observando a especificidade do povo Bororo. Além de emitir o Termo de Referência Específico para a realização dos Estudo do Componente Indígena (ECI).
À Rumo, empresa que administra a ferrovia, a Justiça determinou que adote as medidas do Termo de Referência Específico emitido pela Funai.
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Projeto prevê a implantação de trilhos e terminais que vão interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde — Foto: Secom-MT
Depois, a Rumo apresentou contestação aduzindo que a decisão é omissa, obscura e contraditória em diversos pontos.
O traçado atual da ferrovia alcança igualmente o território dos municípios de Juscimeira, São Pedro da Cipa, Poxoréu, Dom Aquino e Jaciara.
“Cabe ao órgão licenciador velar pela realização das consultas e estudos assegurados nas normas constitucionais e internacionais, que buscam justamente responder a indagação quanto à ausência, ou não, do impacto à população indígena, o que não foi feito na espécie”, diz trecho da decisão.
Com isso, a Justiça manteve a decisão para que a Funai emita o Termo de Referência Específico e realize a consulta prévia.
“A propósito dos agravos de instrumento noticiados pelo MPF e pela Funai, mantenho a decisão agravada por seus próprios fundamentos”, diz trecho da decisão.
Nota na íntegra da Rumo
A Rumo esclarece que a Licença Prévia (LP) para a construção da ferrovia entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde e a Licença de Instalação (LI) para os primeiros 8,6 quilômetros do empreendimento foram emitidas obedecendo todos os trâmites legais. Ambas as licenças seguem regulares e vigentes, não havendo impacto da decisão judicial em relação a estas.
É importante ressaltar que a Rumo está seguindo todos os parâmetros normativos exigidos pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT), FUNAI, IPHAN e demais órgãos competentes. Foram realizados mais de 2.500 estudos de traçados para estabelecer a opção mais viável e sustentável considerando análises ambientais e socioeconômicas das áreas impactadas. A Companhia ressalta que respeita e respeitará os direitos das comunidades indígenas.
O pedido do MPF
De acordo com o MPF, não foram realizados estudos específicos sobre os impactos da obra sobre a população indígena, bem como a devida consulta prévia e informada junto ao povo impactado.
O MPF pediu ainda que, caso a licença já tenha sido emitida, seja declarada nula.
A ação baseia-se em informações levadas ao MPF pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de que no entorno do empreendimento existem diversos sítios arqueológicos registrados e não registrados, com grande probabilidade de existência de sítios arqueológicos indígenas, especialmente nas proximidades do município de Rondonópolis, na região da Rodovia do Peixe.
A partir disso, o MPF entende que a participação dos indígenas é essencial no processo de licenciamento do empreendimento pelo conhecimento que possuem sobre o patrimônio material e imaterial que precisa ser protegido e que está ameaçado com a execução do traçado previsto para a ferrovia.
A pedido das lideranças dos Boe-Bororo, a Defensoria Pública da União (DPU) entrou com a ação que torna os indígenas polo ativo no processo contra a empresa Rumo Malha Norte S.A, a Funai e o governo estadual.
O povo Bororo hoje detém seis terras demarcadas em Mato Grosso num território descontínuo e descaracterizado, que corresponde a uma área 300 vezes menor que o território tradicional de origem.
Reivindicações
Em novembro de 2021, os indígenas reivindicaram o direito de serem ouvidos a respeito do empreendimento, sob a alegação de que parte das terras indígenas que foram demarcadas por Marechal Cândido Rondon teriam sido vendidas ilegalmente e que, pela demarcação originária, a ferrovia cortaria a TI Tereza Cristina e também passaria pelo Pontal do Jorigi, parte da TI Tadarimana, tornando o projeto do traçado da obra mais próximo da área indígena, a menos que 10 quilômetros.
Segundo a DPU, a demarcação atual das terras indígenas Tadarimana e Tereza Cristina é apenas uma parte do território que aquele povo ocupou por mais de 7 mil anos.
“O Povo Boe Bororo não foi consultado para a construção da ferrovia passando por suas terras ancestrais, o que fere não apenas os direitos ao consentimento livre, sério e informado, como causa grave dano espiritual, tendo em vista que diversos ancestrais estão enterrados no local, que sempre foi seu território desde o primeiro contato com os não-indígenas”, argumenta o defensor regional de Direitos Humanos Renan Sotto-Mayor.
De acordo com o procurador, tanto a empresa quanto a Funai e o Estado de Mato Grosso estariam impedindo a participação popular, ou seja, dos indígenas, fazendo com que os povos tradicionais acabem por arcar com o ônus do empreendimento, que são os impactos negativos que a obra trará para o seu entorno.
A ferrovia e os povos indígenas
Uma dessas características é o fato de o licenciamento da ferrovia ter sido fracionado por trechos, o que prejudica uma visão global do empreendimento e dos impactos do seu conjunto composto por aproximadamente 1.500 km que interligam áreas produtivas de Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso a uma extensa rede ferroviária que atravessa o estado de São Paulo por aproximadamente 900 km até o Porto de Santos, no litoral Paulista.
Outro detalhe é a existência de efeitos que podem se acumular e se associar aos impactos da instalação do Terminal Intermodal Rodoferroviário de Rondonópolis, inaugurado em setembro de 2013.
O procurador sustenta também que é imprescindível seguir o princípio da precaução e, neste caso, avaliar mais que uma distância mínima do empreendimento.
Para ele, o intenso intercâmbio cultural, social, religioso, político, ancestral e econômico dos Boe Bororo das terras Tadarimana e Tereza Cristina, que serão separadas pela ferrovia, deve ser protegido, assim como preveem as normas, e os impactos negativos do empreendimento, quando aceitos, devem ser compensados.
Da redação com G1
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Rondonópolis
Rondonópolis sedia o maior evento de tecnologia e inovação da região com atrações gratuitas para a comunidade

A cidade de Rondonópolis recebe, entre os dias 6 e 11 de junho, a VII Semana de Computação da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), evento chancelado pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e que promete transformar o município em um dos principais centros de inovação e tecnologia do estado durante a semana.
A abertura oficial acontece neste sábado (6), às 8h, no câmpus da UNEMAT em Rondonópolis, localizado na região do antigo aeroporto. A expectativa da organização é reunir cerca de 800 participantes por dia entre estudantes, professores, pesquisadores, profissionais da área e visitantes da comunidade.
Com uma programação diversificada e interativa, o evento contará com atrações inéditas voltadas à popularização da ciência e da tecnologia, oferecendo atividades gratuitas para escolas públicas e para a população em geral.
Entre os destaques está a Carreta da Ciência (MT Ciências), que levará experimentos científicos e um Planetário Digital ao público, proporcionando uma experiência imersiva de observação espacial e divulgação científica.
Outro espaço de grande interesse será o Caminhão da Extensão, com exposições práticas de projetos de robótica desenvolvidos na universidade e ações de conscientização sobre o descarte correto de lixo eletrônico, tema cada vez mais relevante diante do crescimento do consumo de equipamentos tecnológicos.
A programação também abordará um dos assuntos mais discutidos da atualidade: a Inteligência Artificial. Especialistas e diretores nacionais da Sociedade Brasileira de Computação participarão de debates sobre os impactos da IA no agronegócio, setor fundamental para a economia regional, e sobre as transformações provocadas pela tecnologia no ambiente educacional.
Para o público jovem, a Arena Gamer promete movimentar o evento com campeonatos de e-Sports e desfile de Cosplay, reunindo entretenimento, cultura digital e integração entre os participantes.
Além das atrações, a Semana de Computação busca evidenciar como a produção científica das universidades públicas contribui diretamente para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social de Rondonópolis e de toda a região sul de Mato Grosso.
A organização disponibiliza acompanhamento para equipes de imprensa interessadas em realizar reportagens e registrar as atividades do evento.
Serviço:
Evento: VII Semana de Computação da UNEMAT (SECOMP 2026)
Data: 6 a 11 de junho
Local: Câmpus da UNEMAT de Rondonópolis (Antigo Aeroporto)
Abertura oficial: 6 de junho, às 8h
Contato para entrevistas:
Prof. Dr. Carlos Gulo (Coordenador Geral)
(66) 99922-6488
Rondonópolis
Rondonópolis|Semob orienta torcedores sobre decorações para a Copa do Mundo e reforça cuidados com a segurança no trânsito

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Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, a torcida dos rondonopolitanos pela Seleção Brasileira já começa a ganhar as ruas da cidade. O clima de expectativa pelo tão sonhado hexacampeonato desperta a criatividade dos moradores, que tradicionalmente decoram bairros, calçadas e fachadas para demonstrar apoio ao Brasil.
Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) orienta a população a celebrar a paixão pelo futebol de forma consciente e responsável, respeitando as normas de trânsito e preservando a segurança de todos.
A Semob destaca que são bem-vindas as manifestações de apoio à Seleção Brasileira, desde que não interfiram na sinalização viária nem comprometam a mobilidade urbana. Por isso, é proibida a pintura de meios-fios, guias em esquinas, áreas de estacionamento, faixas de pedestres, pontos de ônibus e quaisquer outros elementos que integrem a sinalização de trânsito ou possam causar dúvidas aos condutores.
Segundo a secretaria, a medida busca garantir que motoristas, ciclistas e pedestres possam se deslocar com segurança durante o período das comemorações, evitando acidentes e preservando a eficiência da sinalização viária.
A Semob reforça ainda que decorações e pinturas devem ser temporárias e confeccionadas com materiais de fácil remoção, permitindo que os locais retornem rapidamente às suas condições originais após o evento.
Além da segurança no trânsito, a orientação também visa assegurar a acessibilidade e a livre circulação das pessoas em espaços públicos.
A recomendação é simples: torcer, celebrar e demonstrar amor pelo Brasil, mas sempre com responsabilidade. Dessa forma, todos poderão acompanhar os jogos da Seleção e comemorar os resultados com tranquilidade e segurança.
Rondonópolis
Rondonópolis|Município de Rondonópolis se prepara para previsão de seca extrema e altas temperaturas

Foto- Assessoria
A previsão de incidência do fenômeno Super El Niño, que deve elevar consideravelmente as temperaturas no segundo semestre de 2026, já começa a gerar mobilização no poder público em Rondonópolis. Diante dos comunicados recebidos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap) informou que tem atuado na tomada de decisões no início do ano para que o município possa sofrer o mínimo possível com essa situação alertada nos próximos meses.
O Boletim de Risco de Fogo, elaborado pela consultoria GMG Ambiental, por exemplo, apontou que as altas temperaturas previstas devem elevar os focos de calor na região em que Rondonópolis está inserido em até 80%, colocando em alerta máximo biomas como a Amazônia Legal, o Cerrado e o Pantanal. Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, uma das ações com vistas a esse cenário em âmbito local é o trabalho de limpeza e abertura de aceiros em áreas com histórico de queimadas.
Outra ação com vistas a reduzir os espaços propensos a propagação de fogo é o trabalho de recolhimento de resíduos em pontos irregulares, seguindo uma determinação do prefeito Cláudio Ferreira. O secretário informa que Rondonópolis possui mais de 20 bolsões de lixo, altamente propensos a proliferação de fogo, que estão sendo regularmente triados e limpos. Nesse contexto, o Município também tem reforçado a fiscalização para evitar o descarte irregular de resíduos.
Com vistas a esse período de estiagem, Álvaro diz ainda que o Comitê de Combate ao Fogo já iniciou seus trabalhos em Rondonópolis e deve promover novas reuniões para detalhar as estratégias de enfrentamento às queimadas, em parceria com diversos órgãos. De antemão, ele diz que a convocação de brigadistas está sendo feita e que caminhões-pipas já estão disponíveis.
Além do poder público fazer sua parte, o secretário faz o pedido para que a população da cidade contribua diante dessa perspectiva, ajudando a prevenir focos de fogo, com limpeza de seus terrenos e evitando o descarte irregular de lixo. A intenção, segundo ele, é trabalhar para se aproximar do feito obtido em 2025, quando Rondonópolis teve uma redução de 87,05% de queimadas em relação a 2024.
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