Mato Grosso
Mutirão de cidadania do Governo de MT chega a Santo Antônio do Leverger com ações para as mulheres
O mutirão contou com a equipe técnica do programa Ser Família orientando as famílias sobre o recadastramento do Cadastro Único (CadÚnico); com a equipe da Tecnologia e Informação da Setasc, orientando sobre o uso do aplicativo MT Cidadão para emissão da Carteira de Identificação do Autista (CIA); do Procon, orientando sobre os direitos da mulher consumidora e provedora do lar; além dos técnicos do projeto Ônibus Lilás que promoveram palestras e atendimento psicoassistencial individualizado, com o objetivo de prevenir a violência doméstica.
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“Essa é mais uma ação do Governo de Mato Grosso, juntamente com a primeira-dama, Virginia Mendes, e a secretária Grasielle Bugalho e quero parabenizá-las por esta escolha. As mulheres de Santo Antônio estão felizes e gratas por este presente. Está sendo um momento muito gostoso, com ações voltadas inteiramente para elas”, ressaltou.
“Estou feliz de saber da participação das mulheres nos atendimentos, toda a programação é para elas. Todo esse trabalho é possível porque contamos com o apoio do governo do Estado, das equipes Setasc e Unaf, voluntários e do município com o apoio da prefeita Franciele Magalhães e vice-prefeita Gisele Ribeiro. Temos outras ações neste mês de março. Nesta quinta-feira o mutirão vai atender o bairro Renascer em Cuiabá, contamos com a participação da população”, disse a primeira-dama do estado Virginia Mendes.
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“Mesmo com todas as dificuldades que a nossa primeira-dama vem enfrentando com a sua saúde, ela tira um tempo para se dedicar à população. Desejo a ela boa recuperação e agradecer em nome da população santaniense. Sabemos a importância da mulher e que ela precisa ser valorizada diariamente, não só no dia oito de março. Precisamos lembrar das mulheres todos os dias”, finalizou a prefeita Francielli.
O secretário de Assistência Social de Santo Antônio do Leverger, Rafael Victor Pedroso de Lima, disse que foi uma honra receber a abertura do Mutirão da Cidadania e Ônibus Lilás já que é um dos municípios mais carentes da Baixada Cuiabana.
Segundo o secretário, o índice de violência doméstica no município está alarmante, chegando em torno de 25%, e que por isso tem se empenhado para que a situação seja revertida em quatro meses à frente da pasta.
“Temos uma equipe do CREAS atuante no município em parcerias com o conselho tutelar e com os demais órgãos, mesmo assim nós temos um índice um pouco elevado. Para isso, estamos trabalhando na área preventiva com palestra e atendimentos descentralizados. Levando a secretaria nas comunidades mais distantes”, pontuou o secretário Rafael.
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“Achei essa ação muito boa. Eu não era cadastrada e assim que fiquei sabendo do mutirão vim me inscrever no Cadastro Único, já que vou ter acesso aos programas sociais”, relatou.
Outra dona de casa atendida pelo mutirão foi a Silvana Aparecida de Oliveira Silva. Diabética, somente o esposo que trabalha como autônomo para sustentar a família de quatro pessoas. Ela conta que no ano passado foi beneficiada pelo Ser Família Emergencial.
“Vim aqui para fazer o recadastramento do Cadastro Único. Com isso posso conseguir a ajuda do Ser Família novamente para a minha família”, contou Silvana.
Entre 2019 e 2022, Santo Antônio do Leverger recebeu 6.126 cestas básicas, totalizando mais de R$ 530 mil de investimentos. Outras ações do Governo de Mato Grosso no município entre o Ser Família Emergencial, cofinanciamento, filtros de barro e máquinas de costura para ações da secretaria municipal de Assistência Social somam mais de R$ 2,6 milhões destinados à assistência social do município.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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